terça-feira, 1 de novembro de 2016

A prova de Abraão

Olá irmão, na época de Abraão, havia o costume de se sacrificar filhos às divindades pagãs. Abraão veio de uma cultura politeísta insensibilizada por suas próprias práticas religiosas.

Há vários propósitos envolvidos no uso desta metodologia. O primeiro era para Deus demonstrar de que Ele não se agradava com sacrifícios humanos. Deus usaria animais, então Deus ensinado a Abração de que aqueles cordeirinhos sacrificados seriam substitutos dele e de seu filho. Estes cordeirinhos por sua vez eram representações de Cristo. Assim Abraão entendeu que Cristo morreria no lugar Dele, de Isaac e de toda a humanidade.

Assista a este vídeo que lhe passei, é muito importante para entender o que há por trás de todo este ensinamento acerca do sacrifício.

Ao ver a dor do animal sacrificado, ovelhas inocentes, poderiam também entender o caráter de Cristo e o quão hediondo é o pecado. O ser humano via o seu próprio sofrimento, de seus semelhantes, mas isto havia se tornado normal em sua concepção de mundo. Mas ao olhar para um cordeirinho inocente, tinham uma ideia do que seria a inocência com a qual o homem veio à existência. Então o homem via também a si mesmo naquele cordeiro e ao ver o animal agonizando, percebia também a sua própria dor. Era uma forma de Deus falar também ao subconsciente da pessoa.

Nisto tudo ficou uma frase latente que é "sem derramamento de sangue, não há remissão de pecado".

Por entender que aquele era o preço que deveria ser pago pelo pecado, puderam entender o quão horrível era o pecado.

Assim o animal sacrificado aproximava a humanidade da pessoa de Cristo, que viria no estado de pureza de caráter que Adão tinha, antes de cair em pecado.

A prova que Cristo teria que vencer, porém, era muito mais difícil do que aquela colocada no Éden e que novamente serviria para mostrar se Deus agiu corretamente ou não ao dar o Seu filho pelo resgate da humanidade.

Tudo se junta, irmão, quando entendemos que Cristo é tão divino quanto o Pai (Colossenses 2:9). Que por meio Dele tudo foi criado (João 1:1-3). Assim, o próprio criador da humanidade se lançou em resgate de Suas criaturas bem como deste mundo (Provérbios 8:30).

Deus é pai, mas também é juiz, de modo que Deus é amor, mas também justiça. A queda de parte dos anjos propunha uma injustiça, pois, se criaturas, agora más, pudessem conviver junto às demais criaturas que decidiram não cair em pecado, não haveria por que os demais anjos também não decidirem ir para o lado do mal e também praticarem a maldade. Neste ponto, como Deus poderia mostrar aos anjos a diferença entre o bem e o mal e as consequências que aguardavam o mundo caído em pecado?

De todo modo a pena para a transgressão da lei de Deus, uma lei moral internamente implantada em todas as criaturas com livre arbítrio, não poderia ser revogada. O único meio de extirpar o mal, seria destruindo a criatura onde este mal se desenvolveu, antes que se espalhasse pelo universo.

Mas um dos anjos, o mais inteligente, decidiu implantar dúvidas na mente dos anjos, antes de levar a terça parte junto com ele para o lado do mal. De modo que destruir aqueles que haviam pecado, sem os anjos verem e entenderem no que este mal tornaria o mundo de Deus, apenas aumentaria as dúvidas e as desconfianças implantadas por aquele anjo extremamente inteligente na mente de outros anjos.

Deus então reservou a terça parte dos anjos e seu líder para o castigo e a destruição, enquanto permitiu que o mal se desenvolvesse, para que a dúvida pudesse ser sanada à medida que os anjos pudessem acompanhar e entender o que era o pecado.

Deus não destruirá os anjos rebelados, sem antes abrir o tribunal onde os próprios anjos de Deus poderão avaliar o caso de cada anjo caído a fim de verificar se Deus tem razão ou não, se sua decisão foi correta ou não.

Enquanto isto, Deus continuou seu trabalho de Criação e decidiu então criar o nosso mundo. Como um medidor de que o homem não haveria se contaminado com o pecado, unindo-se aos anjos caídos, Deus plantou uma árvore no Éden. Era a única porta, colocada no livre arbítrio humano que tinha abertura para a escolha entre o bem e o mal. Note que o bem era algo que parecia ser imposto por Deus, pois Deus não apresentava o mal à suas criaturas e este foi um dos fatores que o anjo mais inteligente usou para mostrar de que Deus estaria escondendo algo, e algo muito bom, uma suposta maior liberdade, sem a prisão das regras de Deus, moralmente implantadas e que, segundo este anjo, suprimiam a verdadeira liberdade que cada anjo poderia adquirir.

O comer daquela árvore, significaria que a dúvida, além de ter chegado à criatura humana, foi aceita e acolhida e isto tranquilizaria os anjos porque saberia que enquanto o homem não comesse do fruto significaria de que não havia se contaminado.

E o problema do mal estava caminhando para sua resolução, até que o homem decidiu ceder à tentação, comeram do fruto e então tiveram a falsa liberdade prometida pelo anjo, no pecado.

Para resolver o problema do pecado neste mundo e livrar o homem da condenação, que estava reservada aos anjos caídos, foi que surgiu o plano da salvação, ensinada por meio do sacrifício de animais.

Este plano envolvia um grande sacrifício e o derramamento do sangue de alguém inocente. Somente Aquele que criou, poderia se responsabilizar e tomar o lugar de suas criaturas. Ao mesmo tempo, Deus teria que provar de que Deus se responsabilizou, sem porém, ter tido culpa alguma.

Amor e justiça foram unidos na cruz. Ali, Cristo provou de que Satanás estava errado e que tudo ocorreu por causa de Sua ambição. A bíblia conta também, que Satanás era aquele anjo mito inteligente e também a Antiga Serpente que se apresentou a Adão e Eva e então ficaria evidente de que todo o mal que havia surgido no equilibrado mundo de Deus, se deu por conta de um anjo e seus seguidores.

O trono que estaria livre para ser ocupado, foi retomado por Deus, onde Cristo adquiriu pleno direito a este mundo e às criaturas que aqui vivem. Mas cabe a Cristo extirpado todo o mal e garantir que as criaturas retornem ao estado de santidade que tinham antes da entrada do pecado no mundo.

E assim Cristo propôs fazer do homem uma nova criatura, limpa de todo mal e perfeitamente capacitada para fazer o bem. Mas um preço muito grande foi pago, porque Deus só não poderia destruir a humanidade, por conta da humanidade que havia em Cristo.

Cristo é Deus, mas também humano. Esta união entre o divino e o humano, impede que a pessoa de Cristo seja destruída pelo dano da segundo morte, que é o que foi prometido a Adão e Eva e que se resume em deixar de existir.

Assim, a divindade de Cristo segura a lâmina em cima do pescoço da criatura humana, não permitindo que a humanidade seja extirpada da existência.

E mais...

Quando Cristo morreu, tomando o lugar da humanidade, como a ovelha que foi morta desde o princípio, adquiriu o direito de julgar a humanidade. Nisto entra o ponto de que Cristo veio justamente para salvar a humanidade, sendo nosso advogado. Cristo então está hoje no verdadeiro santuário que está no céu, onde Deus habita, exercendo aqueles trabalhos realizados pelo sacerdote e sumo-sacerdote no santuário terrestre do antigo Israel.

Ali, Cristo trata de aplicar o perdão de Deus a cada ser humano que tenha manifestado fé no sacrifício do cordeirinho ou na cruz, onde o verdadeiro cordeiro de Deus foi sacrificado (João 1:19). Lá, Cristo, elimina os pecados de cada pessoa, mediante o arrependimento e a renúncia do mal.

E Cristo se responsabilizará pela humanidade para todo o sempre, vivendo para sempre como um ser de essência divina e de essência humana. Viverá como homem, entre os homens, como o Rei da humanidade e o nosso sumo-sacerdote perante Deus. Ele é quem governará o mundo e falará das coisas de Deus.

Imagino Abraão encontrando a Jesus, no Seu reino, contemplando aquele que interrompeu a mão de Abraão, para tomar o lugar de Seu filho (João 8:56) (Gênesis 22:12).

Um pouco mais acerca da batalha dos anjos:

https://www.youtube.com/watch?v=EvyUkML_Qv4

Acerca do episódio envolvendo Abraão, Isaac e Cristo:

https://www.youtube.com/watch?v=vvSNG-rSg5Y

Por meio do mal trazido pelo pecado, as criaturas de Deus terão aprendido o quanto é importante ter fé em Deus. Fé racional, diante de Seu caráter e das provas de Seu amor manifestado em favor de Suas criaturas.

Abraão e Isaac representam o dilema de Deus e Seu filho. Mais difícil do que entender Abraão sacrificando Seu filho, é entender a Deus, no dilema de ter que entregar seu filho para salvar a humanidade.

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