quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Intolerância religiosa disfarçada de apologética



Um e-mail enviado a algum tempo atrás à este irmão:

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"Em 17 de julho de 2017 20:42, Sr. Adventista <sr.adventista@gmail.com> escreveu:
Sr. Adventista deixou um novo comentário sobre a sua postagem "IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA - PODEMOS VOLTAR A...": 

Olá, irmão Galli, não seria a primeira vez que vejo um irmão voltar atrás em seu conceito sobre a IASD após ver o resultado que se colhe do próprio meio cristão ao se optar por apoiar aquilo que é verdadeiro.

Irmãos como Flávio Martinez e Algusto Nicodemus, não são ignorantes acerca de nossas reais doutrinas, ambos já leram pelo menos o livro O Grande Conflito e têm à disposição toda nossa literatura e livros doutrinários oficiais.

Porém, deixam as fontes primárias de lado, apoiando antes a análise de críticos feitos em cima de nossas doutrinas.

http://novamenteadventistas.blogspot.com.br/2017/07/resposta-adventismo-uma-analise.html

Sempre haverá supostas novas heresias do adventismo surgindo à tona, porém, não provindas de um estudo amplo de todas as denominações cristãs a fim de evidenciar erros doutrinários nas mais variadas denominações.

Também não provirão de um estudo completo onde, além das supostas heresias, incluam todas as doutrinas adventistas, a fim de realmente demonstrar que um estudo foi feito para conhecer profundamente esta igreja cristã.

Também não mostrarão em suas análises, a opinião de porta-vozes oficiais da igreja, sobre determinada doutrina, tampouco farão como Walter Martin, passando um tempo em contato direto com a igreja e suas doutrinas.

No Brasil, infelizmente não se pratica mais este tipo de estudo sobre as religiões, como o irmão pode notar nos exemplos vindos por parte do CACP e outros ministérios apologéticos e apologistas, no que percebemos que a tendenciosidade está profundamente arraigada na apologética brasileira.

Não vemos obras de análise imparcial, se propondo a construir informação para conhecimento profundo da igreja em todas as suas doutrinas, contendo entrevistas com pastores e os esclarecimentos que estes previamente dão diante das alegações dos críticos.

Gostaria muito que minha igreja fosse considerada sectária, mas por crer na morte como um sono, no sábado, no aniquilacionismo, em um santuário celestial, em um juízo pré-advento, na vigência das leis dietéticas de Levítico e não por supostas "heresias" que nunca pregamos como as ditas pelo CACP. Nem por crenças de nossa igreja compartilhada com outros estudiosos eruditos e comentaristas bíblicos, como a de Azazel ser uma referência a Satanás, Miguel ser um título honorífico de Cristo e Moisés ter subido ressuscitado ao céu.

Se ainda fôssemos considerados seita acerca de nossa crença sobre a Babilônia mística de apocalipse, o domingo passar a ser, no futuro, a marca da Besta e as demais baseadas em profecia, seria algo a se entender.

Em todo este tempo que tenho trabalhado junto ao meio apologético, percebi que a igreja tem sido tomada tradicionalmente como sectária por grupos cristãos por conta destas doutrinas provindas de interpretação das profecias e que fazem referência às demais denominações evangélicas e protestantes.

Exemplo:

- As três rãs de apocalipse;
- O ecumenismo;
- O remanescente;

E que são justamente as doutrinas que nunca se ouve serem referidas nos "estudos" apologéticos que têm apontado a Igreja Adventista como sendo uma seita.

Estas, dentre outras doutrinas, creio, depois de muita pesquisa, ser a razão primária das acusações de sectarismo atribuídas à Igreja Adventista e o motivo de não aceitação desta igreja por parte de muitos que acabam conhecendo estas doutrinas.

Mas são também estas mesmas doutrinas que mais tem levado pessoas a deixarem sua denominação e se juntarem à Igreja Adventista do Sétimo Dia, junto com o sábado.

Cheguei então à esta conclusão e que é quase inequívoca de que a razão da discriminação que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem sofrido é por conta destas doutrinas de ordem profética.

Creio então que dever-se-ia discutir estas doutrinas identificadas como a tradicional causa da "repulsa" de muitos irmãos protestantes e evangélicos para com o adventismo. 

Que a paz de Cristo seja contigo irmão Galli e que Deus o acompanhe em seus estudos.

Um abraço."

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O pedido feito por este irmão em resposta a este e-mail:


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"IACS SEITAS institutocristosalva@gmail.com
Eu apenas abri uma investigação..... pedi para meus "anjos assistentes" averiguarem a denúncia que é doutrinariamente grave, mas eu, particularmente, já encontrei evidências de que vocês não pensam como a denúncia, Estou abordando pastores adventistas e ex adventistas para inquerir. Se o Sr. quiser colaborar, por favor passe seu telefone e nome. Não posso inquerir um FAKE, certo?

Mas a princípio, está tudo tranquilo."

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Não é o primeiro nem o segundo ministério apologético a inquirir a identidade deste Sr. Adventista, não é também a primeira vez que acompanho de antemão a movimentação deste grupo. E a qual grupo estou me referindo?



Nota-se que a cartilha de instruções deste grupo nunca muda, usando sempre o mesmo "modus operandi" e a propósito o que os dois irmãos fizeram nos vídeos é crime, ainda que se justifique um protesto ou qualquer outra coisa. Este segundo vídeo, dentre vários outros, foi produzido pela pessoa de alcunha de "171 da IASD". Através deste consegui iniciar o mapeamento deste grupo "remanescente" no Brasil, produto de contrariedade à uma forte campanha adventista em toda a América Latina a algum tempo atrás, onde tomava a dianteira o Pastor Bullón.




A participação de Fernando Galli neste "grupo oculto" de "estudos" foi confirmada pelo próprio irmão em um de seus vídeos:

ADV


Interessante que o irmão Fernando Galli já conhecia esta doutrina do remanescente, considerando-a como "um doutrina forte e perigosa dos adventistas", antes mesmo dos episódios de seu suposto arrependimento.

Introdução acerca da "temida" doutrina do remanescente:

http://novamenteadventistas.blogspot.com.br/2014/12/seita-ou-igreja-remanescente.html

Sobre o tal proselitismo religioso:

http://novamenteadventistas.blogspot.com.br/2017/11/resposta-sou-evangelico-mas-estou.html

De modo que este blog tem servido de testemunha da atuação destes grupinhos aliciados e que possuem um intuito bem claro e firme que é a propagação do sentimento anti-adventismo usando como pano de apresentação um suposto exercício da atividade de apologética.

Neste blog há contida várias informações acerca da atuação deste grupo nestes vários anos de atuação na web. Houve, no princípio, um grupo especial de ex-adventistas que mantinham um blog e um site de backup cuja proposta seria reunir testemunhos de ex-adventistas delatando coisas erradas ocorridas na igreja no tempo em que ali frequentavam, alguns destes, dentre eles uma jovem em especial, continuou frequentando a igreja neste intuito por algum tempo.

O resultado é que depois de algum tempo os tais testemunhos não estavam sendo dados no que uma pessoa em especial assessorada  por uma mulher adepta de construções de "relatos de vida" a estilo daqueles que se ouvem em rádio, começaram a espalhar testemunhos anônimos onde conseguiu-se que tal pessoa entrasse em contato e assumisse a autoria de um dos testemunhos.

Enfim, também nesta modalidade em que o irmão Galli aventurou-se, não se trata de nada novo, a igreja adventista continua sendo visitada por dissidentes, anti-adventistas, ex-adventistas, dentre outros, com intenções nada nobres.

Nisto, espera-se até hoje o resultado da espionagem dos tais, no que parece que, nestes vários anos, estes nossos irmãos não conseguiram de fato o "furo de reportagem" que pretendiam.

Assim, percebe-se que o real inimigo da igreja está bem próximo, atuando no próprio meio cristão.

O real problema com a IASD provêm dos eventos de 1844 e não estou me referindo ao desapontamento mas sim à reunião de cristãos de todas as denominações ao redor do mundo, concentrando as atenções para um grupo dos EUA e que acabaram fundando a Igreja Adventista do Sétimo Dia, por meio da reunião de irmãos participantes de várias igrejas em uma nova igreja com seu conjunto de doutrinas fundamentais, resultado de estudos e consenso.

Fazendo uso da liberdade individual de consciência, irmãos tem, desde aquele tempo, encontrado mais coerência nas explicações da IASD acerca das doutrinas do que tiveram por longos anos cada um em sua denominação.

A essência desta união interdenominacional, que resultou na chamada igreja física remanescente, é que o remanescente está espalhado por todas as denominações, sendo um grupo composto pelos cristãos sinceros que mesmo não conhecendo toda a verdade tem sido fiéis à luz que recebeu, segundo a atuação do Espírito Santo em suas vidas.

O problema real desta doutrina é que tal doutrina se apropria, digamos assim, de membros que já estão nestas denominações sendo fiéis às verdades que conhece, enquanto que a proposta desta doutrina, baseada na sinceridade e fidelidade à verdade que cada um conheceu, tem colocado outros na posição de não pertencente ao grupo de remanescentes.

Quem então fica de fora deste grupo de remanescente, reunidos de forma espiritual com a igreja física?

Fernando Galli, assim como outros que abraçaram a empreitada anti-adventista, percebem que tal doutrina condena justamente aquele que não tem sido fiel às doutrinas bíblicas nas verdades que conhece dentro de sua própria denominação. Exemplo disto seria aquele pastor ou pregador que se CONVENCE de que o sábado é o verdadeiro mandamento bíblico e dia a ser guardado, mas decide, segundo sua vontade, continuar em um estado de não aceitação das verdades que o Espírito Santo tem trazido dúvidas e convencimentos em suas vidas.

Muitos remanescentes ouvirão estas verdades antes ocultas e que tem sido mostradas ao mundo por meio da Igreja Adventista do Sétimo Dia bem como eruditos do passado e do presente que tem confirmado em seus estudos as mesmas doutrinas. Porém, mesmo ouvindo, muitos destes remanescentes não se convencerão, de modo que há remanescentes que ouviram a mensagem do sábado e que continuam ou continuarão em suas denominações, enquanto outros que se convenceram passarão a praticar as verdades que recebeu e o resultado disto?

Faltando com TODA A VERDADE, críticos do adventismo não tem confessado o ato de expulsar de suas igrejas estes irmãos que começam a dar ouvidos e a praticar as doutrinas que tem aprendido, como as leis de saúde que inclui a abstenção de carnes impróprias para o consumo dos animais assim classificados como imundos, bem como o próprio sábado.

Há no meio cristão, ainda hoje, uma grande intolerância acerca da prática de mandamentos antigos descritos nas Sagradas Escrituras não mais praticados pela igreja em geral, a tais ensinos apelidou-se de "ensinos judaizantes" em referência aos judeus que eram os que guardavam tudo que o Antigo Testamento nos apresenta.

Alguns pastores, por exemplo, foram chamados por suas associações a se retirar do ministério pastoral tão somente por ensinarem o mandamento do sábado em sua igreja.

Ocorre que a igreja hoje na pessoa dos "apologistas modernos" tem contestado o direito de a IASD crer e praticar estes ensinamentos e de propor isto a outros, mesmo se tratando de doutrinas Bíblicas.

Assim, transformam ensinamentos contidos na Lei de Deus em heresia, unicamente porque o estilo de vida das demais igrejas não incluem mais tais regras seguidas no tempo de Jesus e dos apóstolos.

Esta separação entre povo de Israel/judeu do cristão, foi a atitude mais perniciosa e que abriu as portas para todos os males que levou a igreja à apostasia da idade média. Os adventistas por meio dos eventos do Segundo Grande Reavivamento se deram conta da plena validade destes ensinamentos e ao abraça-los criou-se a primeira e única igreja a considerar a Bíblia inteiramente válida, tanto Antigo como Novo Testamento, sem reservas.

Assim a igreja adventista se destaca por poder dizer de que crê e ensina toda a Bíblia e que guarda todos os 10 mandamentos de Deus. Tem o privilégio de dizer que vive conforme os mesmos preceitos seguidos por Jesus, guardando o sábado, se abstendo de carnes ilícitas e pregando as verdades que conheceu a todos, incluindo os judeus e seus vários veios/seitas.

E adivinha! Jesus ensinava e praticava, assim como todos os judeus, as mesmas coisas que os adventistas hoje procuram ensinar e praticar.

Não havendo então divisão entre placas de igrejas, no bom termo da palavra as várias igrejas hoje se constituem na verdade em várias seitas de uma mesmo cristianismo.

Não leva muito tempo para alguém que se aprofunda no adventismo chegar a esta consciência de que, ora, se há uma igreja remanescente e que segue realmente as verdades bíblicas, as demais que não se alinham com o seguir destas verdades se constituem em ramos com variações de doutrinas de um mesmo cristianismo. De modo que a doutrina do remanescente inverte a situação proposta atual, colocando os que seguem todas as doutrinas Bíblicas (sendo estes hoje IASD) na situação de igreja com doutrinas verdadeiras e as demais como sendo heréticas/com falsas doutrinas.

Isto faz com que se fique evidente de que a divisão em denominação não é algo autorizado pelas Escrituras e que esta convivência em aparente harmonia de um corpo cristão que não se entendem em matéria de doutrina e prática, está mais para aquela reunião mística ocorrida desde a antiga Torre de Babel, daí o termo babilônia.

Então quem pertence à babilônia? Ora, todo aquele que não tem sido fiel à luz que recebeu, tanto fora da adventista quanto dentro dela.

Em questão de conjunto de doutrinas, a IASD é a que conserva todas as verdades Bíblicas, não temendo ensiná-las. Esta doutrina do remanescente dá conforto ao sincero, mas, porém, traz grande desconforto e expectativa de condenação àqueles que ouviram a verdade, se convenceram da verdade, mas continua ensinado, vivendo e praticando até o fim da vida aquela mentira, não progredindo espiritualmente no conhecimento da verdade e assim os cristãos tem se prendido em suas denominações:

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." João 8:32

A doutrina do Juízo pré-advento/investigativo é outra doutrina que, de forma semelhante, garante a salvação para os que são fiéis a Jesus Cristo, mas traz ardor de condenação àqueles que se fiam em um "uma vez salvo, salvo para sempre" ou em sua forma de "predestinação" acreditando que levar uma vida em contrariedade às verdades reveladas na Palavra de Deus não lhes tirarão o privilégio da salvação.

E a verdade é esta, toda a Bíblia é inteiramente válida e útil ao ensino, para redarguir, para corrigir e para instruir em justiça (2 Timóteo 3:16).

Todos os escritos de Ellen White também tocam nesta tecla, afetando especialmente alguns irmãos, a exemplo dos batistas que tem mantido em suas igrejas a crença em uma abolição da lei. Parece até irônico que o movimento adventista foi comandado, em seu amadurecimento, por um Batista e que hoje boa parte de nossos críticos são justamente irmãos batistas.

De modo que as doutrinas adventistas só condenam aqueles que não são sinceros, estando então todas estas doutrinas debaixo da verdade de que Deus não leva em consideração os tempos de ignorância.

E no final das contas não serão as doutrinas adventistas que haverão de condenar a falta de sinceridade de cada um, muito menos os conselhos e avisos nos escritos de Ellen White, mas sim a Bíblia que, inteira, se constitui na norma de aferição e julgamento da sinceridade de cada cristão que uma vez professou crer em Cristo.

E não será por falta de avisos, incluindo de Cristo:

"E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos." Mateus 19:17"

Por não seguirem este conselho de Cristo, infelizmente muitos irmãos acabarão ficando de fora da habitação dos santos.

Que o Espírito Santo, ao pedirem, mostre a todo irmão, que quiser, a verdade acerca dos ensinamentos de Deus, que o caminho se torne claro como o dia, tanto aos irmãos quanto a mim mesmo.

Um abraço.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Resposta - 'Sou evangélico, mas estou pensando em me tornar Adventista.'

Em resposta ao artigo:

https://mcapologetico.blogspot.com.br/2017/11/sou-evangelico-mas-estou-pensando-em-me.html

Tentando combater a igreja com uso de mentiras, irmão Luciano? Os tais citados em seu artigo estão realmente falando acerca das crenças adventistas, porém há um detalhe que os irmãos não estão levando em consideração. Grande parte dos que os assistem simplesmente não estão acreditando nas coisas que tais "apologistas" tem dito, primeiro porque boa parte já teve contato com o real ensinamento adventista, segundo porque boa parte pesquisa em sites oficiais para verificar se o que ouviram corresponde à verdade, terceiro que algumas acusações são tão absurdas que os próprios anti-adventistas percebem que parte das acusações não são verdadeiras.

O gosto que fica na boca de quem percebe as falsificações e distorções é o da injustiça e o que fica na mente das tais é como o ódio por uma denominação pode levar pessoas, até mesmo renomadas como o irmão mesmo disse, a praticar o abominável ato da mentira.

A pergunta então que paira na mente de muitos cristãos sinceros da IPB, porque há muita pessoa sincera e justas na IPB é o porquê de alguém tão bem instruído como Augustus Nicodemus se dispor a também rebaixar-se ao uso de falsidade a fim de combater um grupo religioso o qual não concorda.

Entre pedidos de desculpas aparentemente sinceros, um outro irmão se aproxima dos adventistas juntamente com seu "grupo secreto" a fim de espionar e em seguir delatar erros dos irmãos, debaixo de sua confiança.

Pergunto, o que os irmãos e apologistas como Azenilto, fizeram de tão ruim para receberem facadas de todos os lados por parte destes irmãos raivosos que supostamente estão a pregar "o amor de Cristo" aos Adventistas do Sétimo Dia?

Os quais fizeram uso de sua liberdade religiosa e liberdade de consciência para pregarem aquilo que creem da mesma forma que demais cristãos e apologistas utilizam desta mesma liberdade, não é isto?

Discriminação e preconceito disfarçado de boas intenções é isto que tenho notado na apologética brasileira durante estes anos que tenho estudado os vários nichos de profissão de crenças no Brasil.

Veja que se irmãos têm aceito as razões ensinadas pelos adventistas é porque percebem que as doutrinas ensinadas pelos adventistas estão em maior harmonia com os ensinamentos bíblicos. Estes cristãos tem a oportunidade de indagar seus pastores, pedir explicação e elucidação muitas vezes para assuntos que nunca viram serem tratados nas suas igrejas.

O sábado por exemplo não é ensinado nestas igrejas, mesmo sendo um dos mandamentos mais tratados por Deus e a suposta base para a guarda do domingo católico-romano e esta postura condena as intenções de cada líder.

O sábado não é ensinado por medo de que irmãos ao estudarem mais profundamente o assunto acabem chegando à conclusão de que não haja base para a guarda do domingo. Outros, hão de fazer perguntas a seus líderes acerca do sábado e origem do domingo, onde tais lideres terão que recorrer aos escritos da patrística, contrariando o professo "sola scriptura" em suas igrejas.

Os adventistas também ensinam sobre a doutrina do santuário, espinha dorsal da adoração do povo de Israel, seu significado e cumprimento no ministério de Cristo. Também ensinam sobre a doutrina do dia da expiação, igualmente em seu cumprimento em uma segunda fase do ministério de Cristo.

Estas são doutrinas que estão na Bíblia, mas que contradizem muitas das crenças atuais da cristandade como a imortalidade da alma, predestinação, tormento eterno, dentre outras, trazendo uma concepção mais hebraica e menos greco-romana da Bíblia.

Assim, o ódio tem sido pelo fato de a IASD levar conhecimento mais profundo sobre a Bíblia, especialmente os ensinamentos antes passados pelo povo de Israel os quais as igrejas não se dispõem a ensinar.

Torna-se então um crime os cristãos nas várias igrejas conhecerem e aprenderem o significado destas importantes doutrinas que fazem parte da Bíblia que é, INTEIRA, a regra de fé e de prática da igreja de Cristo.

Nisto, não vejo os tais ministérios apologéticos discutindo estas doutrinas como discutimos o irmão Paulo Cadi e minha pessoa a pouco tempo atrás. Não mostram erros nas doutrinas que ensinamos mas se dedicam, ao invés disto, à fofocas sobre Ellen White supostamente ter dito que Enoque está morando em Saturno, daí os irmãos vão lá conferir e não encontram sequer tal palavra escrita "saturno", assim como não encontram na Bíblia a palavra escrita "domingo".

Acusações de a IASD fazer de Satanás um redentor ao lado de Cristo, de que fazemos de Miguel uma criatura ao considerar tal nome como um título honorífico de Cristo e acusações de que cremos que a salvação é pelas obras e não pela graça por meio do sacrifício de Cristo. Diante de tais acusações há apenas uma resposta que se pode dar a tais professos cristãos:

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." João 8:44

A mentira é a primeira forma de assassinato, seguido pelo ódio. Segundo os ensinamentos de Cristo, tais irmãos "apologistas" tem, dia-após-dia, cometido homicídio a seus irmãos adventistas.

Quando se ataca a reputação de uma igreja, com o uso de inverdades, está se praticando um ato de destruição:

"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância." João 10:10

O amor se vê pelas ações, as atitudes, não pelas palavras! Tenho visto muitos apologistas dizerem que amam irmãos adventistas mas suas atitudes demonstram o contrário daquilo que dizem.

Semanas atrás tive que defender mais um irmão, Azenilto, que voltou a ser perseguido e atacado em sua vida particular, há poucos dias foi a pessoa do reverendo Éber do programa "Vejam Só" .

Então tenho me perguntado se estes apologistas que aí estão realmente pertencem à igreja de Cristo, ou se sempre pertenceram à igreja do Diabo.

Saíram do meio sectário mas parece que o sectarismo não saiu deles, especialmente no ensejo de ataque e perseguição, com uso de mentiras e distorções, contra aqueles com quem não concordam.

- Por que os nossos têm ido para a fileira deles mas os deles não tem vindo para a nossa?

A resposta é que, enquanto nas várias igrejas se escondem a Palavra de Deus, não ensinando tudo que há ali contido, a IASD ensina tudo o que se possa ler de Gênesis ao Apocalipse. De forma que o tal "proselitismo" é causado pelo fruto de maior conhecimento.

Se as igrejas pregassem o sábado tal qual está na Bíblia, também ensinassem o significado dos simbolismos do santuário e a forma com estes apontam para Cristo, se explicassem sobre o dia da expiação, seu significado e o que representava este "dia do perdão" para o povo israelita, tais cristãos não teriam que buscar outra fonte para beber destes conhecimentos.

Ocorre que os irmãos bem sabem que, assim como aconteceu em meados de 1844, este maior conhecimento pode abrir os olhos dos cristãos para uma nova perspectiva acerca da Bíblia e suas doutrinas.

Um maior e mais profundo conhecimento da Bíblia sempre colocará em cheque doutrinas que não são, de fato, ensinadas pelas Escrituras.

Ensinamentos como o sábado memorial da Criação, o sábado como um sinal entre Deus e o Seu povo são conceitos que estão na Bíblia e são verdade, por que então as igrejas não ensinam isto aos seus membros?

Verdade é que as igrejas temem um maior conhecimento de seus membros sobre estes assuntos, mas por que temer o ensino destas questões sendo que a Bíblia é completamente harmônica e clara em suas doutrinas e jamais haverá de confundir aqueles que leem?

O que apologistas brasileiros querem é que os adventistas parem de levar ao povo estes conceitos e ensinamentos.

Por que tais igreja não ensinam a visão de Salomão acerca da morte? O princípio hebraico sobre a morte ser um sono inconsciente no pó da terra? Se a verdade foi ampliada como se alega e tal pensamento foi substituído por um conhecimento maior que apresenta a imortalidade da alma, não se deveria temer ensinar esta visão de Salomão e de profetas como Daniel.

Assim, as várias igrejas ensinariam elas próprias estes assuntos, ao invés de deixar que fiquem a cargo de entrar em contato com tais doutrinas por meio de um adventista.

Se ensinarem o sábado certinho como se encontra no Antigo Testamento, não teria porque a IASD se focar neste assunto. Como a Bíblia, ela própria, não atenta contra suas próprias verdades, estando o domingo correto e claro na Bíblia, os cristãos nas várias igrejas continuarão crendo em seu domingo.

Ensinem o dia da expiação e depois digam, olha, no Israel antigo era assim, havia um dia do perdão que era um dia de juízo pelo qual passava todo o povo de Deus. Daí poderão dizer, mas esta expiação aqui não tem aplicação futura, era só para israel em seu tempo.

Assim, continuem pregando suas doutrinas, domingo, imortalidade da alma, tormento eterno, mas não privem os irmãos do conhecimento profundo da Bíblia, removendo este tabu de não se ensinar certas doutrinas, passando então a ensinar tudo, para conhecimento e aprimoramento dos irmãos.

De modo que não é a IASD que tem escondido doutrinas de seus membros, onde ensinamentos e explicações são dadas para todos os assuntos. Ainda hoje, os membros adventistas fazem uso de bíblias de estudos tanto da fé reformada, como a de Genebra, como evangélicas a exemplo dos comentários de Mattew Henry, além de todas as demais Bíblias de estudo.

É por isto que a igreja não teme que seus membros entrem em contado com ensinamentos de outras igrejas, aliás, boa parte da igreja é composta de irmãos e pastores das mais diversas profissões de fé. Assim, a igreja tem profundo conhecimento e contato com doutrinas de todas as religiões cristãs, até porque os livros de Ellen White tratam da quase totalidade das doutrinas e ensinamentos existentes nas várias igrejas, explicando-as detalhadamente.

A Igreja Adventista é também a primeira e talvez seja a única a surgir de um movimento de convergência, das várias religiões para uma mesma igreja, trazendo consigo toda a bagagem de conhecimento do meio evangélico-protestante, sendo as nossas doutrinas fundamentais resultado de um consenso em questão de doutrinas Bíblicas.

Bem, isto é o total oposto de sectarismo e se não há um nome para isto, encontramos um conceito na Bíblia que define bem este tipo de movimento, que é o do Remanescente.

(Sr. Adventista)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Resposta - ANÚNCIO SOBRE A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

Em resposta ao artigo:

http://www.ia-cs.com/2017/10/anuncio-sobre-igreja-adventista-do.html

Irmão Fernando Galli,crer na vigência do sábado implica de que o domingo afronta a lei de Deus, afrontando a lei de Deus, qualquer tentativa humana de mudar ou abolir o mandamento se constitui um crime contra Deus. Se alguém ensinasse o domingo no lugar do sábado, no tempo dos profetas e de Jesus, a quem os que liam a Palavra de Deus atribuiriam tal obra? A Deus? Ou ao inimigo de Deus?

A igreja ensina que o sábado foi mudado para o domingo mas Deus não ensina isto por meio das Escrituras. Textos que citam o primeiro dia da semana são utilizados mas as palavras ali escritas não são usadas mas sim conclusões tiradas em cima de tais versos que não falam diretamente de uma mudança do sábado ou uma santificação do domingo.

O resultado é que os que vivem hoje como Jesus viveu, guardando o sábado, as leis dietéticas são considerados hereges. A doutrina do decreto dominical não contradiz a salvação pela graça, porque justifica que o domingo se torna uma adoração a satanás por meio do poder que mudou os tempos e a lei, o papado, de modo que a questão sábado x domingo se torna em uma escolha de a quem seguir.

Temos então a mesma proposta do Éden, um teste de fidelidade ao mandamento de Deus ou ao conselho daquele que é inimigo de Deus.

Todas as igrejas estão incluídas na salvação no sentido de que Deus não leva em consideração placa de igreja, considerando a todos como membros de uma mesma igreja, ainda que alguns que receberam a graça discorde da salvação de outro que aceitou a Jesus, por diferenças de doutrinas.

A fé adventista é bem semelhante àquela contida nas Antigas Escrituras que foi também a fé de Jesus, tratando a morte como um sono, o sábado como o dia do Senhor, observando as orientações acerca das carnes apropriadas para consumo, ensino do santuário em seu cumprimento no ministério de Cristo, do dia da expiação no cumprimento das 2.300 tardes e manhãs de Daniel e que para os israelitas era um dia de juízo.

Todas estas crenças estão na Bíblia, mas a fé e prática da igreja cristã hoje é diferente, segundo ensinamentos de um novo conserto apoiado em mudanças da lei feitas, assim como o domingo, por meio de versos que não dão ordens explícitas nem ensinamentos sobre a revogação ou não de certos mandamentos, mas, novamente, estes mandamentos são anulados por meio de conclusões feitas em cima de tais versos.

Nem Jesus nem os apóstolos comeram carne de porco, nem guardaram o domingo no lugar do sábado. O estilo de vida continuou sendo o mesmo embora seus conceitos teológicos tenham mudado em virtude do cumprimento da parte que cabe à Cristo e um mais profundo contato com os ensinamentos de Deus, por meio dos ensinamentos de Cristo.

Então é isto, crer nas mesmas coisas que eram nos tempos de Jesus se tornou sinônimo de sectarismo. A igreja criou um estilo e tradição própria, revogando da prática os mandamentos os quais mais identificavam a religião dos judeus.

Nenhuma legislação, nenhuma prescrição acerca de mudanças na lei, sendo tais conclusões deixadas a cargo de subentendimento de versos que falam dos mais variados assuntos.

É impossível entender uma mudança na lei e revogação dos mandamentos nos ensinamentos de Cristo. Assim, não é como se Cristo houvesse ensinado claramente sobre o domingo e a abolição da proibição de se comer certas carnes de forma que e os adventistas estivessem desobedecendo ao mandamento do Senhor.

Os adventistas tão somente não veem revogação ou mudanças na lei nos ensinamentos de Paulo, assim como não veem revogação nos ensinamentos de Cristo.

E por que não podemos aceitar uma mudança no sábado?

"Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos." Tiago 2:10

"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?" Tiago 2:14

Então a preservação de cada mandamento é importante, sua negligência interfere no testemunho da fé que temos, se em perfeita fidelidade e obediência a Deus e zelo pela Sua lei, ou não.

Cremos em profetas como aqueles que foram citados na Bíblia mas não tiveram seus escritos agregados ao cânon, cremos na Bíblia quando diz que o dom de profecia continuaria presente na igreja.

Assim o crer em profetas e profecias, algo ensinado e valorizado nas Escrituras, também se tornou motivo de heresia, mais uma vez por se crer em algo cuja base vem da Bíblia e novamente não há nenhum verso legislando sobre o ministério dos profetas, ou seu término.

Afirma-se existência de erros doutrinários nos livros de Ellen White, porém, tais livros tem repetido as mesmas conclusões a que chegaram os adventistas, de modo que, para quem considera de que o estilo de vida cristão não mudou desde os tempos de Cristo e que devemos viver conforme o Seu exemplo, inclusive guardando os mandamentos que Ele guardou, não se vê contradição alguma em seus escritos.

Creio que Cristo já havia interpretado previamente o evangelho e fez as correções necessárias no proceder tradicional do povo, incluindo acerca da guarda do sábado e que tal evangelho se traduz na exata vida que Ele levou.

Não creio em um Paulo mudando a lei de Deus, extraindo mandamentos e ensinado um estilo de vida diferente de Jesus, dos apóstolos e de todos os demais que vieram antes Dele.

"Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." 2 Pedro 3:16

Creio que o torcer das escrituras de Paulo se refira a isto, extrair doutrinas de versos que tratam de outros assuntos e também abolir doutrinas bíblicas  através de versos que não estão instruindo na remoção de um mandamento.

A igreja considera uma não aceitação das mudanças como uma rejeição de Cristo, porém, cremos que a não permanência nos ensinamentos dados por Deus, segundo o exemplo de Jesus é que se constituem em uma rejeição à Lei de Deus e ao empenho de Cristo em nos deixar um perfeito exemplo de como um cristão deveria agir.

Assim, podem me chamar de sectário, mas seguirei o estilo de vida de meu Mestre. Nunca vi meu mestre guardando o domingo ou se levantando para fazer mudanças ou remover mandamentos da lei de Deus. Jesus foi inteiramente submisso e obediente à vontade de Deus, assim considero que estes ensinamentos que contradizem o que Deus antes havia dado, são frutos de rebeldia onde, mais uma vez, se recusa a viver em inteira conformidade com a vontade de Deus.

Não comerei porco porque é algo que meu Mestre abominava: "Povo que de contínuo me irrita diante da minha face, sacrificando em jardins e queimando incenso sobre altares de tijolos;
Que habita entre as sepulturas, e passa as noites junto aos lugares secretos; come carne de porco e tem caldo de coisas abomináveis nos seus vasos;" Isaías 65:3,4

O que está explícito e perfeitamente entendível na Palavra de Deus vale mais do que conclusões humanas em cima de versos que não removem os mandamentos de uma maneira clara como Deus os deu, insistindo para que guardássemos.

Hereges, sectários? Não, mas, remanescentes na contramão do mundo em conformidade com a vontade de Deus, ainda que contra a vontade de demais irmãos.

"Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens." Atos 5:29

Um abraço.

O uso do sábado

Olá, irmão Daniel, o irmão não me apresentou o texto que mostra que Adão e Eva bebiam água no Éden. Assim como a água foi dada, o sábado também foi dado:

"E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem..." Marcos 2:27

A água, a terra, o ar, o sol, todos estes foram criados não apenas para o homem mas também os animais e as plantas, mas o sábado foi feito exclusivamente POR CAUSA DO HOMEM.

Sendo que o sábado é o único item feito especialmente para o homem, por que deveríamos crer de que Adão e Eva fizeram uso de todas as coisas menos os sábado que Deus deu a eles para que descansem?

Tão inegável é o princípio de cessação do trabalho para um dia de comunhão com Deus, a família e a igreja que até mesmo os que são contrários à lei, separam um dia na semana para descanso de suas atividades, estar com a família, participar de atividades com a igreja e conversar com Deus.

O sábado é necessário à socialização do ser humano, também para o descanso do corpo e da mente, assim como o jejum.

Descanso do labor, descanso das preocupações, assim descansamos de nossas obras assim como Deus descansou das suas, gozando de tais obras e aproveitando aquilo que produzimos em conjunto com as boas coisas deste mundo que Deus fez para nós.

Sábado é o dia de aproveitarmos as boas coisas deste mundo e a melhor delas é Jesus Cristo, por meio do qual todas as coisas foram criadas:

"Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez." João 1:3

Também para adquirir conhecimento de procedência da sabedoria divina, assim o próprio Deus é que nos ensina no sábado acerca das coisas além deste mundo:

"Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência." Colossenses 2:2,3

Quem rejeita o sábado, rejeita a obra do Pai, não o reconhecendo como criador de todas as coisas, porque o sábado nos fala de Sua obra criadora e nos remete aos eventos da criação e assim sabemos porque Cristo é nosso Senhor.

O sábado é uma homenagem ao poder criador de Deus através de Cristo, dia em que a revelação de Deus, o Cristo (João 14:9), se faz presente entre a humanidade como Emanuel (Deus convosco).

"E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim." Gênesis 3:8

Sábado é dia de receber a Majestade entre nós, porém os eventos do pecado levaram Cristo a fazer tal sacrifício que terá que viver entre nós, agora, eternamente, assim é dito acerca do tempo que passaremos com Cristo após a ressurreição:

"E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor." Isaías 66:23

Fazendo o uso da árvore da vida de mês em mês e nos reunindo aos sábados para adorar ao Criador.

O mandamento diz que o sábado é o dia dedicado ao Senhor nosso Deus, neste dia deixamos de nos dedicar ao mundo para nos dedicarmos ao Criador deste mundo, para que soubéssemos que o mais importante de tudo é Deus e que todas as coisas foram criadas para o bem e felicidade do homem, para que pudessem viver com alegria ao lado de Deus fazendo parte da família celestial.

Dentre estas coisas feitas para o bem e felicidade do homem está o sábado abençoado e santificado no Éden, dado na mesma semana onde foram dadas as demais coisas vindas das mãos de Deus.

Adoração é uma necessidade humana e a adoração em conjunto é algo próprio do ser humano que é um ser social. Um dia é necessário para que um cristão tenha resguardado na lei de Deus o direito de se dedicar inteiramente ao Senhor, adorando-o e rendendo louvores junto àqueles que possuem a mesma vontade.

Creio, irmão, que se cristãos não desejam guardar o sábado do Senhor, pelo menos não deveriam tratar de abolir o mandamento, para que os que desejassem atender ao convite do Senhor tivessem garantido o seu dia de descanso e santificação e que foi dado à toda humanidade no Éden fazendo dele, o sábado, um direito inalienável.

Devido ao sábado, todo homem tem direito a descanso, inclusive os que trabalham servindo a outros e Deus marcou como ponto de encontro o sétimo dia da Criação. Nada mais apropriado segundo o Deus que considera o 7 como número da perfeição. Assim Deus estabeleceu uma semana de sete dias e bom seria nos lembrarmos em cada dia da semana, as coisas que Deus fez para nós naquele dia da criação e no sábado, nos lembraríamos Daquele que foi o criador de todas estas coisas.

Entretanto, hoje, aquilo que foi feito exclusivamente para benefício do homem, dado como um presente para descanso do corpo, da mente, paz de espírito, regozijo com a família, os irmãos e o Deus que nos criou, tem sido o benefício criado e dado ao homem mais rejeitado.

O sábado, irmão, nos fala de nossa relação com Deus, com os irmãos, direcionando nossa atenção de volta aquilo que é mais importante do que as obras neste mundo, Deus e os irmãos com os quais podemos nos relacionar.

Que bom seria se a humanidade houvesse mantido o costume de todos os irmãos se reunirem no sábado para adorar a Deus, como Cristo e os apóstolos faziam. Este domingo, irmão, não tem o mesmo gosto, porque não nos lembra o real motivo para comemorarmos o sábados.

A ressurreição e a obra de redenção e libertação, fazem parte das várias homenagens rendidas a Cristo, mas tal homenagem deveria ter sido colocado no sábado, dia do Senhor, memorial perene de homenagens ao nosso Criador.

Um abraço.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A lei moral que Deus implantou no homem

Não irmão Daniel, quando dizemos leis estamos nos referindo aos conceitos morais de Deus que foram implantados no homem na sua criação no Éden, o qual impedia o ser humano de pecar. A repulsa natural que temos quanto ao matar, adulterar, o desonrar pai e mãe era plena nos dias de Adão e Eva, o pecado é quem quebrou esta lei internamente implantada no homem a fim de fazer com que o homem fosse a semelhança de deus também em sua conduta.

E a lei nunca foi colocada no homem para dar vida, quem dá vida ao homem é o fôlego de vida dado por Deus. A lei serve tão somente para combater o pecado, porém, uma vez que o homem peca, esta lei é quebrada, o homem se torna pecador e passa a agir em contrário à lei que Deus implantou no homem.

Agora o pecado está no homem, que se tornou pecador, o qual a lei condena! É neste sentido que a lei se tornou inimiga e a nossa condenação. Porque assim como Deus, a lei é santa, justa e boa, como é o caráter deste mesmo Deus que colocou esta lei no homem.

O que salvará então o homem do pecado, uma fez que infringida a lei, ela perde sua eficácia e o homem não consegue mais controlar os seus impulsos?

A resposta é uma única, restaurar o homem à condição de perfeição com que Adão e Eva foram criados, sabendo agora das consequências do pecado e assim nunca mais escolherão pecar. Eliminar satanás e seus anjos para que não contaminem novamente a humanidade, fazendo do homem uma nova criatura agora "vacinada contra o pecado" digamos assim.

O problema é que Deus não pode pura e simplesmente fazer isto, porque a cláusula suma da lei é que o preço de todo pecado é a morte! Assim a humanidade teria que sofrer o mesmo destino preparado à satanás e os anjos que com ele se rebelaram contra Deus.

Então houve uma dívida que precisava ser paga para que Deus pudesse restaurar a humanidade. Esta dívida, porém, só poderia ser paga pelo fiador que é aquele de onde provêm aquela lei que é o próprio Deus. Em contrapartida, Deus não poderia obrigar todos os homens, agora pecadores, a se tornarem novamente santos, rejeitar o pecado e então voltar a viver eternamente.

Por isto além da dívida paga é necessário aceitar esta salvação concedida por Deus por meio da pessoa de Cristo.

Em que situação estamos algora?

Ora, a situação em que Cristo pagou a nossa dívida e agora Deus pode nos incorporar novamente à família eterna celestial.

Ao cristão que aceitou a cristo foi dado o passo de escolha, saindo do grupo de satanás e se tornando um morador do céu, peregrino nesta terra.

O que Deus prepara então é a transformação moral do cristão em nova criatura, implantando novamente todas aquelas leis que antes atuavam de forma plena no homem recém criado no Éden:

"Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo." Jeremias 31:33

Assim não pelo esforço próprio, mas pela capacitação do Espírito, vamos nos tornando cada vez mais semelhante a Cristo que veio com a natureza moral de Adão antes da queda, sem falhas, sem pecado. É esta natureza a que estamos destinados. O homem, porém, só alcançara a perfeição de caráter após a vinda de Cristo, quando o homem então será livrado desta carne que puxa o homem para  o pecador, a fim de receber um novo corpo glorificado, sem mácula e sem traço de imperfeição, então voltaremos a ser como o homem Adão recém saído das mãos de Deus.

E assim a lei retorna ao interior do homem e o acompanha por toa a sua vida durante a eternidade, como era para ter sido desde o princípio.

Um abraço.

Os espíritos em prisão e a parábola do rico e Lázaro

Não pregou, irmão Rogério, almas e espíritos se referem a pessoas vivas.

Cristo pregou através do Espírito Santo:

"pelo Espírito; No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;" 1 Pedro 3:18,19

Os espíritos mencionados eram as pessoas vivas que receberam a pregação por meio de Noé antes da vinda do dilúvio enquanto Noé construía a arca, conforme se diz no verso seguinte.

De qual escravidão Cristo, por meio do Espírito Santo, falando através de Noé, procurou livrar aqueles homens?

"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." Romanos 8:15

"...e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros." Romanos 7:23

"Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido." Provérbios 5:22

A libetação do povo Israelita no Egito trouxe esta forte conotação de que a adoção de filhos por parte de Deus, livra a humanidade da prisão no pecado, simbolizado pela servidão ao faraó no Egito.

Moisés disse "deixai ir o meu povo".

"O Senhor é justo; cortou as cordas dos ímpios." Salmos 129:4

"Ai dos que puxam a iniqüidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro!" Isaías 5:18

"Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele." Provérbios 22:5

Infelizmente, irmão, a igreja deixou de estudar as Escrituras lidas por Jesus e Paulo, perdendo todo o contato com a mentalidade hebraica. Assim, quando lemos hoje passagens que falam de alma ou espírito, pensamos logo em pessoas mortas, porque é este o significado que nossa cultura tem aplicado a estas palavras. Da mesma foram quando lemos a palavra "cativeiro" associada a "espírito" imediatamente vem à nossa mente a ideia popular de um inferno.

Porém, passava muito longe disto a compreensão hebraica, eles não tinham esta ideia de um lugar de tormento onde pessoas mortas seriam castigadas, para o hebreu, alma e espírito eram pessoas, a prisão que prendia as almas e os espíritos, os quais Cristo veio libertar por meio de Sua palavra, é o pecado.

A mentalidade hebraica, irmão, utilizava muito de linguagem baseadas em termos simbólicos, comuns do dia-a-dia do povo hebreu, para que assim mentalizassem uma cena da imagem, como a de um laço prendendo o calcanhar do ímpio e os espinhos a feri-lo e que representam as consequências de seus pecados, para tornar mais rápido o entendimento e mais forte a memorização.

São formas de metáfora, irmão, tal forma de ilustração é utilizada pelos hebreus em toda a Bíblia, fazendo parte de sua cultura, ilustrações estas que Deus também se utilizou, porque sabia que era uma forma didática eficaz de fixar o ensinamento na mente dos hebreus.

E justamente o contrário irmão, usa-se vários textos para não se utilizar de ideias pré concebidas. A Bíblia não relaciona, por exemplo, a palavra cativeiro com um inferno, tal inferência, esta sim, provém de ideias pré-concebidas por meio da imortalidade da alma que não é de origem cristã.

E Cristo, irmão, usa exemplos absurdos como a do servo infiel que rouba a seu próprio senhor, do filho que desonra o pai, dentre outros, porque fazia parte da cultura colocar um fundo totalmente incorreto a fim de destacar a mensagem final que contradiz tudo o que foi usado como ilustração!

Por exemplo, na parábola do rico e Lázaro a mensagem é:

"Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite." Lucas 16:29-31

Esta parábola começa com uma ideia toda errada de que o pobre seria salvo por ser pobre e o rico seria condenado por ser rico e que a justiça nos lugares para onde vão se baseia em consolar o pobre que viveu atormentado e atormentar o rico que viveu abastado:

"Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado." Lucas 16:25

Percebe como a parábola tem um fundo moral completamente contrário? Ali Cristo aponta vários erros como o de se crer que a salvação tenha a ver com a questão de uma pessoa ser rica ou pobre, colocando o rico no tormento e o pobre na consolação, contrário ao que os israelitas em geral criam de que o rico era abençoado porque seus pais tiveram uma vida de fidelidade a Deus e o pobre era condenado porque seus pais levaram uma vida de infidelidade a Deus. De modo que é preciso entender o contexto cultural da época e o pensamento israelita nos tempos de Cristo.

Tal conceito era aplicado também aos nascidos com malformação:

"E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" João 9:2

Os detalhes da parábola:

Mesmo em tormentos, o rico ainda não havia se dado conta da situação, tratando ao pobre como se devesse servir-lhe como criado a mando de Abraão:

"E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, E MANDA a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama." Lucas 16:24

Notamos algumas coisas interessantes aqui, a presença de água que é material, ponta do dedo que é carnal e língua que também é carnal. O conjunto disto seria um refrescar da língua com uma gota de água pingada pelo dedo.

Percebe o irmão que este história em seus detalhes não é séria? Sendo somente uma ilustração com detalhes peculiares a fim de manter a atenção e o interesse para o final daquela situação?

Além disto o rico pede uma gota apenas, como se isto fosse refrescar alguém que estava inteiro em tormento.

Mais:

"E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá." Lucas 16:26

Veja que as pessoas ali estavam conversando face a face, mas ao mesmo tempo tinha um abismo que impossibilitava os de um lado passar para o outro. Não tão próximos nem tão longe, imagine então Lázaro esticando o braço e o rico esticando a língua e curvando-se à beira do precipício para ter uma gota de água pingada em sua língua!

Percebe, irmão, que tal história se trata de uma fábula irreal? Cristo não tinha nada a temer em contar estas palavras assim como não tinha a temer em usar linguagens simbólicas porque o povo naquela época sabiam que era uma linguagem simbólica e que pelo conteúdo da história sabiam se tratava-se de fato ou não.

Parábolas eram semelhantes ao folclore de nosso tempo e expressavam uma cultura corrente naquela época. Assim Cristo falou àqueles que viviam naquela cultura, onde muitos já conheciam aquela história embora não exatamente da forma como Cristo a contou.

A mensagem que Cristo passa através desta parábola:

"Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite." Lucas 16:29-31

Percebe como Cristo chama a atenção para a obediência aos escritos de Moisés fazendo uma ligação deste proceder com a ressurreição?

Em suma, a moral da história é que não importa se alguém é pobre ou rico, mas sim se dão ouvidos ao que Deus ordenou através do Seu profeta Moisés ou não.

Percebe, irmão, que tanto Lázaro quanto o rico são mostrados na parábola como sendo pessoas vivas ainda que um tenha ido para um tormento na sepultura e o outro para um seio de Abraão? Tinham corpos, dedos, língua, braço, podiam usar os pés para caminhar e tentar pular um abismo. Percebe como o abismo representava uma dificuldade para aquelas pessoas? Não estavam flutuando, irmão, nem em forma espiritual intocável ou insensíveis ao frescor de uma gota de água.

Mesmo nesta parábola, os tais mortos são bem diferentes dos espíritos ensinados pela imortalidade da alma. Imagine se uma daquelas pessoas cai no abismo? Iria se machucar? Morrer de novo? Além de um tormento na sepultura e um seio de abraão, temos um lugar no meio, um abismo, onde as pessoas podem cair, a serem somados à uma inferno debaixo da terra e um paraíso no céu para os mortos?

Fora a informação dada na parábola, de que os dois homens haviam morrido, toda a história ilustra duas pessoas como se estivessem vivas, assim como ocorre em Apocalipse ao se referir ao pedido de vingança daqueles que foram decapitados pela pregação do evangelho, que possuem corpos que se vestem e que retornam ao estado de repouso.

De modo que temos, irmão, a impressão de a Bíblia estar apoiando a imortalidade da alma devido ao fato de sempre enxergarmos espíritos e almas como sendo pessoas mortas e as referências ao lugar para onde vai os mortos, como sendo um inferno.

Isto porque lemos estas passagens com olhos gregos ao invés de hebraicos.

Sobre os tais 120 anos:

"Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos." Gênesis 6:3

Esta passagem relata justamente aquilo que tratamos sobre os espíritos na época de Noé. Este verso indica que o Espírito Santo contenderia, ou seja, tentaria convencer aqueles homens por cento e vinte anos.

Tais supostas contradições aparecem porque lemos uma nova interpretação já tendo aprendido uma outra interpretação. O que aprendemos, irmão, nos ajudam a criar pressupostos e assim tentamos entender uma NOVA INTERPRETAÇÃO por meio de pressupostos que criamos segundo uma outra interpretação. A imortalidade da alma é um perfeito exemplo, onde sempre lemos a Bíblia com o pressuposto de que alma e espírito sejam pessoas mortas na forma de entidades imateriais, enquanto que o pressuposto de quem escreveu estas passagens era hebraico que viam o homem como um ser integral, holístico.

Um abraço.