quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O dízimo é uma prática pagã?

Olá, irmão Nilton, Deus é pagão? Pergunto isto porque a Bíblia é clara em mostrar o dízimo como um mandamento de Deus. Este ensinamento de que o dízimo é algo herdado do paganismo, é anti-biblico. A forma como o irmão pregou no vídeo, descartou totalmente a inspiração das Escrituras, não levou em consideração o que há ali escrito.

Hebreus 7:9, Malaquias 3:10.

E dízimo, irmão, não é oferta. Sendo que há estas duas instituições, uma não revoga a outra, Malaquias 3:8.

Creio que o irmão cometeu uma falha ao não anunciar o dízimo como Divinamente instituído e regulamentado por Deus! Não podemos deixar de lado as Escrituras e mergulhar apenas em teorias, irmão. A regra de fé de todo cristão é a Bíblia e devemos crer, antes no que diz a Bíblia, do que crer naquilo que é dito fora dela e que a contradiz.

Aos 2:32 o irmão disse "Ao rei sacerdote pagão, Melquisedeque", mas veja o que a Bíblia diz em Hebreus 7:1. E veja que perigoso esta afirmação, irmão Nilton, a Bíblia usa Melquisedeque como um "Tipo" (tipologia bíblica) de Cristo Hebreus 5:10, Hebreus 5:6, Hebreus 7:17, Salmos 110:4, Hebreus 6:20".

Podemos não concordar com o dízimo, mas não podemos contradizer o que encontramos nas Escrituras, irmão. O irmão deveria ter incluído a informação de que, independente da origem atribuída ao dízimo, Deus instituiu tal mandamento entre Seu Povo. Sacrifícios, irmão, também eram realizados por nações pagãs, nem por isto dizemos que os sacrifícios de cordeiros que representavam a Cristo seria pagão, ou de origem pagã. Devemos tomar cuidado, irmão, para não construir um mal entendimento nestes assuntos, por meio de suposições, ainda mais em questões que envolvem Tipologias de Cristo, a fim de não cometermos uma blasfêmia, mesmo que não intencional obviamente.

E o sacrifício de animais, irmão, consta desde a época de Adão e Eva, onde vemos seus filhos sacrificando a Deus, muito antes de existir o próprio paganismo. E sacerdotes, irmãos, como Melquisedeque eram responsáveis por ensinar sobre o sacrifício de animais e levar a mensagem do Deus vivo aos povos. O dízimo, sacerdócio e sacrifício de animais, fazem parte de um mesmo plano de ensino acerca da salvação, por meio do sacrifício de um substituto, no lugar da humanidade.

Não podemos negar estas verdades irmãos! São coisas instituídas e aprovadas por Deus e que foram exigidas no decorrer da História e praticas por aqueles que Criam no Deus vivo. Caim, Abel, Abraão, todos estes sacrificavam e Abraão e Jacó, também devolviam o dízimo Gênesis 28:22, Gênesis 14:20:

E Cristo não disse que o dízimo deveria deixar de ser entregue, por ser pagão, coisa nenhuma irmão:

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, SEM OMITIR AQUELAS." Mateus 23:23

Paulo também não:

"Vocês não sabem que aqueles que trabalham no templo alimentam-se das coisas do templo, e que os que servem diante do altar participam do que é oferecido no altar? Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho." 1 Coríntios 9:13,14

Paulo não usava deste direito, mas nem por isto o revogou aos demais que pregariam o evangelho:

"Mas eu não tenho usado de nenhum desses direitos. Não estou escrevendo na esperança de que vocês façam isso por mim. Prefiro morrer a permitir que alguém me prive deste meu orgulho" (1 Corintios 9).

Assim, não tenho nada contra quem não use do dízimo, considero louvável, como também não uso, mas não podemos negar a sua origem nas Escrituras e sua Divina instituição, irmão, porque temos o dever de falar de acordo com as Escrituras.

Um abraço.

Jesus se comunicou com um morto?

Ola irmão, a consulta não se baseia em estar na presença do morto, mas sim, comunicar-se com o morto. O texto diz que além de comunicação visual, Jesus se comunicou verbalmente com Moisés. Outro ponto é que o papel de um médium é justamente tornar possível a comunicação de um morto com um vivo, teria então Deus feito este papel? "Os quais apareceram com glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém." Lucas 9:31 Veja, Moisés, supostamente morto, estava falando acerca do futuro de Jesus, em Sua morte na cruz. A Bíblia é clara, irmão, não é lícito nem consultar, nem intermediar um diálogo com mortos, quer seja para revelar o futuro ou qualquer outra coisa (Deuteronômio 18:9-11). "Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?" Isaías 8:19 Deus, irmão, não usa mortos para levar mensagens aos vivos, esta é a essência dos ensinamentos de Deus a este respeito. Não creio que Deus, seja adepto do "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço" nem Cristo, que conhecia muito bem a lei. Manter comunicação com mortos, irmão, é uma pratica espiritista, totalmente rejeitada pelas Escrituras. O problema não é a presença do morto, em si, mas o "comunicar-se com os mortos", o "consultar os mortos". Nem toda sessão espírita conta com a presença do morto, irmão, a prática da necromancia inclui consultar mortos em um suposto além, a fim de receber orientações ou saber sobre o futuro. Na essência, se Moisés estivesse mesmo morto, o que ocorreu ali seria o mesmo que ocorreu como rei Saul, com a diferença de que, ao invés de uma médium, quem estaria intermediando a conversa seria o próprio Deus. Percebe o problema doutrinário, irmão? A psicografia, por exemplo, irmão, é consulta a supostos mortos, por meio da mente, mesmo se Jesus não houvesse visto Moisés, mas apenas se comunicado por pensamento, ainda assim seria uma consulta a um morto. Então o meio não importa, irmão, qualquer coisa relacionada à consulta ou comunicação com os mortos é proibido pelas Escrituras. De modo que não importa a forma como Moisés se apresentou, sendo passou alguma informação ali, para Jesus, houve sim comunicação entre um vivo e um morto, o que Deus por tantas vezes proibiu, usando até palavras pesadas, nas Escrituras. "Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti." Deuteronômio 18:12 Então, irmão, temos que mudar nossos conceitos acerca do estado de Moisés, quando conversou com Cristo. É regra fundamental que Moisés estivesse vivo, para que tal comunicação fosse lícita. Sendo então Deus mandando mensagem normalmente através de um profeta, como sempre fez, ao invés de um morto, como nunca fez e sempre proibiu nas Escrituras que se fizesse. E Deus, irmão, proibiu tal prática pelo fato de que Deus nunca usa este meio para se comunicar com os vivos! Deus não usa mortos para levar mensagem aos vivos. Um abraço.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Moisés desencarnou? Ou será que ressuscitou?

A Bíblia, irmão Naldinho, ensina, por doutrina, que não é lícito/correto/possível se manter comunicação com mortos. De modo que a presença de Moisés, vivo, é a prova de que foi ressuscitado. A Bíblia diz que para voltar à vida, todos, sem exceção, passarão pela ressurreição. Não há outro método. Morto não fala, não anda, não raciocina, não tem lembranças, pelo menos é o que diz a Bíblia. Já a filosofia grega, ensina que a alma se liberta da prisão do corpo e faz todas estas coisas. Porém, como o assunto que estamos tratando é um relato Bíblico, temos que usar a compreensão Bíblica, hebraica. Se fosse um relato de crenças gregas, então eu lhe daria razão, mas como não é então não há outra possibilidade de Moisés ter voltado à vida, senão por meio da ressurreição. Quando Cristo disse: Lázaro sai para fora, ele não saiu em espírito desencarnado! Isto demonstra que não é possível a um morto achegar-se ou falar com jesus, sem antes ressuscitar.

Para sair da tumba, Lázaro precisou do corpo, assim como Moisés, para ir para o céu, também precisou do corpo, Motivo da disputa.

"Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda." Judas 1:9

Dizer que não há relação entre este verso e o fato de Moisés estar conversando com Jesus, isto sim é falta de tino! Se o corpo de Moisés foi disputado pelo Arcanjo Milguel, óbvio que Moisés está vivo com seu corpo no céu, assim como Elias e Enoque, dois precedentes que mostram que no céu não há espíritos desencarnados, como crê a filosofia grega, mas corpos glorificados, porque NÃO HÁ RESSURREIÇÃO SEM A PRESENÇA DE UM CORPO! Não há vida fora do corpo!

Portanto, não há espíritos desencarnados nem no céu, nem nesta terra. A Bíblia diz que a recompensa do justo e o castigo do ímpio que morreram será dado após a ressurreição. Os que a receberam antes, todos foram levados com seus corpos para o céu! O corpo de Moisés, segundo Judas 1:9, não foi uma exceção. A Bíblia diz que Deus escondeu o corpo de Moisés. Se estava escondido e Miguel desce, e entra em disputa com satanás, é porque veio buscá-lo. Não há porque Miguel descer para tomar o corpo, só para arrumar briga com Satanás, para, então, escondê-lo novamente.

Se Miguel disputou o corpo, então o tomou para si, mas com que propósito?

Óbvio, que não há nenhuma outra serventia para um corpo, senão abrigar uma vida!

A disputa era pela posse do corpo de Moisés, mas não pelo que satanás pretendia fazer com este corpo,  e sim, pelo que Miguel pretendia fazer com o corpo.

A ideia do texto é de que o corpo de Moisés estava com Miguel e satanás queria tirá-lo, e não o contrário. De modo que Miguel é quem teria tomado posse do corpo de Moisés e não Satanás. No que Satanás pôde apenas levantar injúrias.

Agora, satanás se importaria de Miguel ajuntar uma coleção de cadáveres sem motivo aparente? Ou será que Satanás é que estava querendo um cadáver? Obviamente a disputa era quanto ao uso que Miguel faria do corpo de Moisés.

Ocorre que imortalistas criaram uma crendice de que Satanás estaria querendo usar o corpo de moisés para enganar o povo, coisa que não consta na Bíblia. Isto sim é invencionice.

Agora, entendemos os planos de Miguel para o corpo disputado com satanás, ao testemunhar o resultado que é Moisés estando vivo junto a Elias, conversando com Jesus, todos devidamente munidos de seus corpos. Porque espírito não fala, o que fala é a boca física que está no corpo físico, enquanto a pessoa é alma vivente.

A verdade sobre o Aborto - Dr. Ives Gandra

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A teologia de Paulo

Olá, irmão Eduardo, se baseamos nossa interpretação por meio de versos isolados, trazemos problemas sérios ao evangelhos. Porque podemos supor os mais variados entendimentos, uma fez que nos dissociamos do contexto. Veja, estes versos não dizem explicitamente aquilo que desejamos que ele diga, então temos que buscar no contexto, para ver se está tratando daquilo que achamos que o verso está tratando ou não. O mentor que devemos usar irmão, é as Escrituras? Mais quais, se estamos tratando das cartas de Paulo? A resposta, irmão, é uma única, as próprias Escrituras, toda ela, de Gênesis ao apocalipse! A Bíblia se interpreta irmão, de modo que não podemos nos basear em nosso próprio raciocínio. O que para o irmão foi ensinado como uma abolição, em outras igrejas é ensinado como uma mudança, em outras é considerada como uma correção de uma má interpretação da lei. Entre alguns eruditos, certas passagens são justificadas como problemas de ordem externa, provindo de ensinamentos alheios ao ensinamento Bíblico, ensinos pagãos ou gnósticos mesmo. Tudo deve ser considerado, irmão, por isto temos a "ciência" chamada Teologia. Assim, não podemos nos precipitar em escolher uma interpretação que se encaixe com as nossas crenças. E Paulo, irmão, não tinha só o Espírito Santo, mas também as Escrituras. Agora vem uma regra básica! Nenhum profeta pode contrariar outros profetas ou as próprias Escrituras. Todos os profetas falaram inspirados pelo Espírito Santo e todas as Escrituras foram inspiradas pelo mesmo Espírito Santo. Assim, irmão, o Espírito Santo fala DAS e ACERCA das Escrituras, ao tratar com alguém que não é profeta! Paulo não tinha nenhuma autoridade ou status que lhe permitisse revogar ou modificar as Escrituras, quem pode fazer isto é somente Deus. O Espírito Santo, então, teria inspirado Paulo a ensinar a revogação da lei e outros conteúdos das Escrituras? Veja, irmão, que Cristo também não estava autorizado a modificar as Escrituras, nem revogá-la, mas apenas exercer o Seu papel que é cumprir tudo que foi dito sobre Ele nas Escrituras. Paulo, irmão, guiado pelo Espírito Santo e firmado na Palavra de Deus, a Bíblia, falou como professor, instruindo e ensinando acerca de certos aspectos da lei nas próprias escrituras. Ele não estava adaptando as Escrituras a um novo contexto Cristão, mas adaptando os cristãos aos corretos conceitos acerca das Escrituras! De modo que Paulo estava atuando muito mais como Teólogo do que Profeta. Paulo estudou as Escrituras para ser também um mestre e doutor da Lei. Quando Paulo critica a outros chamando-os de indoutos, é por não conhecerem bem as Escrituras. E os cristãos gentios, irmãos, eram na totalidade indoutos! Muitos tiveram aprendizado formal da lei nas sinagogas, mas não se aprofundaram. Assim, Paulo era o doutor, acerca da lei, para os gentios. Recebia também mandamentos diretamente de Cristo. Paulo, em, suas cartas, amplia este conhecimento acerca da lei, nas nuances de seus aspectos! O aspecto condenatório e o aspecto de tutor são dois bons exemplos de aspectos acera da lei que Paulo tratou em suas cartas para contradizer errôneos entendimentos assimilados pela igreja em certas localidades. Um destes errôneos entendimento era de que a salvação poderia ser pela guarda da lei. Outro errôneo entendimento era o de que, guardando a lei, poderia se comprar, de alguma forma, o favor de Deus. Pacientemente, Paulo foi corrigindo os problemas que surgiam dentro da igreja e as divergências por conta da forma errada como alguns entendiam a função da lei. São destes problemas, relativos aos mais diversos assuntos, acerca da lei, que Paulo trata em suas cartas. Assim, Paulo estava corrigindo os problemas e não, digamos, abolindo um suposto problema. O dispensacionalismo direciona a mente a pensar que se Paulo está criticando um entendimento ou atitude diante da Lei, ele estaria pregando contra/revogando a lei, ao invés de estar corrigindo um entendimento equivocado acerca da lei, usando os mais variados argumentos. É por isto, irmão, que devemos que ter cuidado! Devemos, no mínimo, entender um pouquinho acerca da lei: Por que foi dada; Qual sua função; O que representa. De cara, o dispensacionalismo ensina a lei como se fosse um castigo, um fardo dado ao povo, deturpando totalmente o objetivo para o qual a lei foi dada, também ensina que a lei foi dada como meio de salvação aos Israelitas, outro entendimento que deturpa totalmente o plano da salvação baseado unicamente na graça. Entender a lei, irmão, em seu papel, é importante para entendermos que a lei nunca foi dada com o propósito de substituir a graça. Quando entendemos isto, percebemos que não há sentido em revogar a lei em prol da graça. Assim, antes de pressupor uma abolição em cada verso de Paulo, difícil de entender, procuramos entender o que Paulo estava querendo, de fato, ensinar para cada igreja. Para Paulo a lei era uma só! Paulo se firma em tratar mais de ASPECTOS da lei, do que de uma categorização em "cerimonial", "civil" e "moral". Nisto, Paulo tinha uma clara distinção do que era sombra e do que não era sombra que se cumpria em Cristo. Para Paulo, sombra era tudo aquilo que estava incluído no ritual do santuário e que tratava do sacrifício de animais e que incluíam os dias em que se realizavam, como os dias de festas, as luas novas e os sábados. Esta sombra permeia toda a lei, de modo que não há como separar, pois até mesmo nos profetas há coisas que são sombras cujo cumprimento é em Cristo. https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=cumprindo Então não é de se admirar que o sábado, o semanal mesmo, que é a base de todos os demais sábados, os festivos, os solenes, os de lua nova, esteja incluído nas declarações de Paulo. O que temos que ver era se o problema era realmente com o sábado semanal e de tão grande proporção que justificaria sua remoção/abolição. E percebemos que não é este o problema nas cartas de Paulo, o sábado em si, mas problemas que tinham relação com o sábado, ou sábados. Assim Paulo combate O PROBLEMA que se relacionava, inclusive com o sábado, veja, o PROBLEMA não o MANDAMENTO. O mesmo ocorre com a Lei, onde Paulo combate problemas RELATIVOS à lei e não propriamente a lei. O dispensacionalismo, porém, como um pombo desastrado, pula em cima da mesa das cartas de Paulo e diz: isto está abolindo, isto está abolindo e isto também está abolindo a lei e o sábado. Porém, não é assim que se interpreta as Escrituras, irmão. Temos é que identificar o problema e que nunca é o mandamento em si! Mas sempre algo relativo aos mandamentos, porque a regra de fé para a igreja apostólica eram as Escrituras, portanto, os problemas eram sempre relativos À FORMA como a igreja deveria proceder, diante dos ensinamentos das Escrituras. Nunca, nem nos evangelhos, nem nas cartas de Paulo, nem nos demais livros das Novas Escrituras, estiveram em debate a guarda ou não dos mandamentos de Deus. Eram sempre como guardar estes mandamentos e se a forma como se estavam guardando o que aprenderam nas Escrituras estava correta ou não. O dispensacionalismo passa uma falsa impressão de que os cristãos ouviam apenas o que Paulo escrevia! Isto não é verdade! As cartas de Paulo só foram escritas por ocasião de estar havendo um mal entendimento acerca do assunto que aprenderam. Fora cartas tratando dos problemas, Paulo não deixou nenhum manual ou recomendação, a fim de servir de Bíblia para os cristãos! A Bíblia que era lida e assimilada eram a Lei e os Profetas. E somente as cartas, tratando dos problemas das igrejas, foram incluídas nas Novas Escrituras. O que Paulo, porém, recomenda para ensino e instrução (além de suas próprias cartas corretivas)? Obviamente a regra de fé da época de onde, logicamente, vieram as dúvidas da igreja: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;" 2 Timóteo 3:16 Assim como recomendou Cristo: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;" João 5:39 E os cristãos buscavam aprender das escrituras, porque entendiam que ela era a norma de conduta e fé de todo aquele que é parte do Povo de Deus, por ter alcançado a salvação. Judeus cristãos, continuaram vivendo juntos aos judeus, dentro da sociedade que viveram desde crianças. Gentios, continuaram frequentando sinagogas judaicas, aprendendo da lei de Moisés e dos profetas, até o ano 70 quando a cidade de Jerusalém foi invadida e os cristãos tiveram que se abrigar nos montes, enquanto os judeus que sobreviveram tiveram que se espalhar sobre a terra. E Paulo, irmão, alcançou todas as cidades daquela localidade e em cada cidade que ia tinha uma sinagoga, onde a lei de moisés era lida e ensinada a cada sábado. Assim, irmão, graça não revoga a lei, Novo Testamento não revoga Antigo Testamento, Jesus não revoga Moisés. Leia Lucas 16:31. Não há Povo Cristão vs Povo Judeu. São todos uma continuação, irmão, de um mesmo plano de salvação e de um mesmo modo de vida, para aqueles que querem fazer parte do novo reino que haverá de ser implantado por meio de Cristo. Um abraço.

O que Cristo veio cumprir?

Olá, irmão, lembra que alertei de que não é correto fazer doutrinas em cima de palavras!? Pegar uma palavra e dar a ela o seu próprio entendimento!? O sentido de cumprir não é este de revogar: https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=cumprindo É neste sentido que Cristo veio cumprir a lei e os profetas. É neste sentido que o fim da lei é Cristo. A palavra "fim" aponta para quem há de cumprir, simples assim irmão, não há dificuldade em se entender este conceito. E o "cumprir" por parte de Cristo tem que ser entendido segundo o que Ele mesmo declarou acerca do que significa "cumprir a lei". "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus." Mateus 5:17-19 Assim, Cristo cumpriu a lei naquele sentido de ser Aquele para quem a Lei e os Profetas apontavam, a realidade, o cumprimento. Quanto a nós, o cumprimento é na obediência, conforme Cristo ensina em "Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja CUMPRIDO. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os CUMPRIR e ensinar será chamado grande no reino dos céus." Cristo veio tomar nosso lugar no castigo e na morte e não na obediência a Deus. A obediência a Deus é dever de todo homem, segundo Eclesiastes 12:13. Guardar a lei faz parte do temor (respeito, consideração) a Deus.