quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A antiga e a nova aliança

Não, não, não, irmão Semeando, todos eram convidados a fazer parte do Povo de Deus (Isaías 56:3-7). Deus tinha servos até mesmo entre impérios (Jeremias 27:6, Isaías 44:28, Isaías 45:1). Entre os descendentes de Israel se encontravam até mesmo egípcios e muitos foram sendo incorporados a este povo, a aliança se estendia a tantos quantos quisessem fazer parte dela. E não podemos, irmão, filosofar em cima de versos como Mateus 9:17, não podemos dar aos versos uma aplicação segundo a nossa vontade. A tristeza pela qual os discípulos de Jesus passariam seria por ocasião da sua morte (Mateus 9:15) era a este jejum que Cristo se referia. O cálice da nova aliança é preenchida com o sangue de Cristo, mas não significa que o cálice da antiga era preenchida pela lei, de maneira alguma. O cálice da antiga aliança era preenchido pelo mesmo vinho, porém nas representações de sacrifício de animais, onde o vinho velho era o seu sangue derramado na Antiga Aliança, assim com o vinho novo era o sangue de Cristo derramado na Nova Aliança. O que passou, irmão, foi o sacrifício com sangue de animais. A salvação, mesmo no Antigo Testamento, sempre foi pela graça, mediante o sacrifício de um cordeiro substituto, o qual era Cristo representado na Antiga Aliança. A Nova Aliança é a realidade da Antiga Aliança, irmão, não é uma aliança nova e estranha, mas o cumprimento da Antiga, é a sombra alcançando a sua realidade, em Cristo. É nova por ser a verdadeira imagem das coisas. Deixa-se a sombra mas fica a sua realidade. Se o irmão observar uma sombra, perceberá que tem a mesma forma de sua imagem, assim como move a imagem, move a sombra. Tudo que a sombra tem, a sua perfeita imagem também tem. Não é a sombra que dá forma à imagem, mas a imagem que dá forma à sombra. O que nos foi trazido é a perfeita imagem no lugar da sombra e que era a mesma coisa que a sombra, mas visível e palpável, a sua realidade. O cordeiro alcançou a sua realidade que é Cristo. O sumo sacerdócio terrestre alcançou a sua realidade que é Cristo. O derramamento de sangue no sacrifício de animais, alcançou a sua realidade que é Cristo. Acaso estas coisas foram revogadas na Nova Aliança? Não, não, não, irmão. Cristo, nosso cordeiro, sumo-sacerdote e o Seu sangue permanecem, assim como o Santuário que está no céu. Assim, também os mandamentos estão presentes na nova aliança. As tábuas contendo os mandamentos de Deus ficavam dentro da arca do santuário terrestre, a mesma arca da aliança que João viu no santuário que está no céu. Esta arca, que é realidade da antiga, é que é a arca da nova aliança, assim como o santuário celeste é o santuário da nova aliança e assim como o nosso Sumo--sacerdote que está no céu é o sumo-sacerdote da nova aliança. A sombra das coisas foram, abolidas irmão, mas não a sua realidade. Paulo não tratou do santuário e do sumo-sacerdote de Cristo e do uso do Seu sangue à toa. Ele o fez porque estas realidades continuam existindo. A Nova Aliança é o cumprir da antiga, no alcançar de sua realidade. Tendo a realidade, a sombra se revoga, irmão, mas tudo permanece na sua realidade. O que Cristo aboliu na cruz foi o aspecto legal de ter que representar as sombras que alcançaram a sua realidade! Veja, abolir o representar das sombras e não a validade das coisas que estas sombras apontavam. Nito houve uma mudança na lei porque tudo relativo aos rituais do santuário, transfere-se para o ministério de Cristo. Assim a lei relativa ao santuário terrestre foi cumprida na cruz. E veja que a perfeição de Jesus, onde toda a lei se cumpre, permanece firme e imutável na pessoa de Jesus. E cristo agora nos faz novas criaturas, semelhantes a Ele. E assim, Deus grava a lei no coração e na mente de cada Cristão assim como estão gravados no coração e na mente de Jesus, esta é a promessa da Nova Aliança. A realidade permanece, irmão, a realidade dos conceitos morais de Deus e o sábado da criação permanecem para todo o sempre enquanto existirem céus e terra e as criaturas de Deus neles. Assim, a Nova Aliança era para o povo de Israel e os apóstolos de Jesus e Seus discípulos fizeram parte dela. Já haviam recebido, quando Cristo morreu na cruz, mas rejeitaram, nos anos em que Seus apóstolos permaneceram pregando ao povo e somente ao povo da casa de Israel, conforme Cristo recomendou que fizessem. Somente depois da suma rejeição de Cristo é que a Israel, como nação, foram apartados do pertencimento ao povo de Deus, então cada um, individualmente, inclusive judeus, poderiam fazer parte deste povo, porém, sempre mediante a aceitação de Cristo. E assim nunca houve dois povos de Deus mas, sempre, um único povo de Deus. Somos continuação, irmão, daquele povo levantado por Deus no deserto. Filhos, por adoção. Outro aspecto da lei removido, na cruz, foi o condenatório, a lei eterna, não mais nos condena, pois o seu preço já foi pago na cruz, de modo que hoje temos, pelos méritos de Cristo, escapado da triste condenação que era de morte. Porém os princípios morais de Deus permanecem, eternos tanto quanto os próprios conceitos de Deus. Veja, Deus escreveu sua Lei e me refiro aos 10 mandamentos, baseado naquilo que fazemos e que o desagrada, atentando contra Seus princípios morais. O sábado foi um presente dado no Éden, um dia de bênçãos e santificação, um compromisso eterno entre Deus e suas criaturas, foi a primeira "aliança" de Deus feita para com a humanidade. Outra "aliança" deste tipo foi a do dilúvio, exemplificado pelo arco no céu, onde Deus prometia não mais destruir a terra com água. E coloquei entre aspas porque se trata de uma aliança feita unilateralmente, por Deus. Mas somos todos BENEFICIADOS pelos efeitos destas alianças. Deus prometeu garantir um dia de descanso para todo o homem na terra, até mesmo aos animais. Esta regra valeria eternamente, de modo que o mundo se desenvolveria, teríamos tecnologia, mas todos teriam direito universal garantido desde a criação ao descanso. Para poderem usarem este dia também para a comunhão com a família, os irmãos e Deus. É um princípio universal divinamente estabelecido, um dia necessário, abençoado e separado (santificado) para um propósito especial. Não há como aplicar tudo que está envolvido no sábado, a todos os dias, irmão, por conta de nossos trabalhos e atividades naturais que Deus viu que seriam desenvolvidos. Mas um dia no tempo seria garantia de que o homem teria um espaço para descansar e para a comunhão, um espaço garantido por toda eternidade, inviolável. É o nosso dia oficial de folga do trabalho, irmão, também dos animais e de tudo que há na terra. O sábado é o princípio do descanso no Senhor, bem como de todos os sábados (feriados) que Deus entregou ao Povo de Israel. Do princípio sábado, foram extraídos os dias das festividades, dos sábados solenes, das luas novas e tudo mais. Inclusive Paulo em (Hebreus 4:4) usa o princípio do sábado para exemplificar o Descanso no Senhor em todos os dias. Assim descansamos nas obras de Cristo, a de redenção, assim como uma vez, como humanidade, descansamos nas obras de Deus, a da criação. No sábado do mandamento lembramos da obra de criação e no descanso em todos os dias nos lembramos da obra de redenção, feitas POR MEIO da mesma pessoa, Cristo Jesus, Senhor e Autor do Sábado e também da nossa salvação. Este é o sentido do sábado, irmão, é algo presente e necessário, foi um canal criado por Deus par permitir a comunhão semanal e exercício de outras tarefas especiais que vão além daquelas do dia-a-dia. Um dia que fortalece o nosso relacionamento como comunidade, como família, unindo a família da terra com a família celestial fazendo de ambas uma única família. Isto te lembra algo irmão? (Efésios 2:14) Assim, também a obra da salvação fez da família humana um só povo novamente. Por obra de Criação e redenção, Deus promove a união de todas as Suas criaturas, assim, somos chamados de filhos, assim como Deus chama aos anjos. E todos seremos uma família (Mateus 22:30). Família que tem dia marcado para se encontrar, no sábado separado desde a Criação. Deus e os anjos, sempre virão nos visitar, será sempre um dia especial, a cada mês (Apocalipse 22:2) e a cada semana (Isaías 66:23). Um abraço.

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