quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A mudança do sábado para o domingo

1 - Jesus ressuscitou no primeiro dia, não no dia do Senhor. Veja, primeiro dia. E João conhecia o Dia do Senhor, mas não aplica este termo ao primeiro dia da ressurreição de Cristo. 2 - Santa Ceia? O brasileiro tem a triste deficiência de ler mas não entender o que está escrito. "por medo dos judeus" Não é isto que diz o verso?! Estavam reunindo por medo dos judeus, ou era para cultuar o domingo? Melhoremos nossa leitura e interpretação de texto, irmão. 3 - Como os discípulos poderiam estar comemorando a ressurreição de Cristo se nem sabiam que Cristo havia ainda ressuscitado? Uma pessoa quando lê o texto, incluindo pela reação de Tomé, percebem a surpresa de ver Cristo ali ressuscitado. Então como poderiam estar homenageando a ressurreição de Cristo? 4 - O livro de Atos diz que prosseguiram com a prática até a meia noite! Agora imagine, comer do pão da ceia do pôr do sol até a meia noite! Além de ser um desrespeito, contrariando a própria orientação de Paulo mais a frente, quanto trata justamente do problema de irmãos aparecerem na cerimônia para comilança e bebedice. Notamos também a falta de vinho no verso. Partir o pão era um costume comum judeu, já partiam o pão à noite desde que judeu é judeu. Não há como se alimentar do pão (quer de manhã, a tarde ou a noite) sem parti-lo. E Paulo logo em seguida viajou, não ficando mais do que aquela noite, indo embora na manhã de domingo, tendo passado um sábado inteiro, com os discípulos. Ah! Esqueci, alguns irmãos não sabem que os judeus contam o início do dia pelo por do sol, ou seja, o dia se inicia com a noite! 5 - Se reuniam para fazer a coleta? Não é isto que diz o verso: "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar" 1 Coríntios 16:2 Vão ajuntar onde, irmão? Onde ficavam os bens de cada irmão? Na igreja!? Moravam todos nas igrejas?! Era em casa, irmão! Cada um em suas casas poriam em parte, ou seja, separariam aquilo que seria para doação. Não fosse assim, não haveria por que a igreja fazer uma coleta, indo de casa em casa e ajuntando tudo, para deixar pronto para quando Paulo viesse. E Paulo diz "para que não se façam as coletas quando eu chegar", ou seja, Paulo chegaria depois, nem Paulo, nem os próprios da igreja de corinto se reuniram no domingo, estavam cada um dos corintos em sua caso separando as suas ofertas e Paulo nem haveria ainda chegado. Agora, pergunte, por que Paulo não chegaria no domingo? A resposta irmão é porque Paulo não viajava no sábado, conforme vimos anteriormente. Paulo também não trabalhava no sábado, conforme lemos em: "E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas. E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos." (Atos 18:3,4) 6 - Quem disse que aquele dia era o domingo? Olha como João chama o primeiro dia, conforme lhe mencionei anteriormente: "E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro." João 20:1 Veja também aquele verso que lemos da coleta, onde Paulo chama o domingo de primeiro dia e não "dia do Senhor". A expressão dita por João, veio da boca do próprio Cristo, conforme lemos em: "Pois o Filho do homem é Senhor do sábado!." (Mateus 12:8) A própria Bíblia usada por João, diz isto: "Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras," (Isaías 58:13) Onde tem domingo aí, irmão!? Na bíblia não tem a palavra domingo. E o primeiro dia nunca foi chamado de "dia do senhor". O primeiro dia nunca foi santificado nas Escrituras. A santificação foi dada ao sábado, desde o princípio, conforme lemos em: "E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera." (Gênesis 2:3) O domingo não foi abençoado e santificado. A história mostra de que os cristãos passaram a guardar o sábado secretamente, por conta da perseguição aos judeus, por parte de Roma Imperial, enquanto realizavam uma reunião ao aberto no primeiro dia e que consistia em um café da manhã acompanhado de oração, antes do início dos trabalhos naquele dia e no decorrer da semana. Algum tempo depois, alguns da igreja começaram a chamar esta reunião de um "outro sábado". Veja, um "outro sábado". Nem naquele tempo usavam a expressão domingo. Agora, sábado significa descanso, cessação das obras. Mas a reunião que faziam no primeiro dia era justamente para abençoar os trabalhos que logo mais fariam naquele mesmo dia! (Isto tudo, irmão, ocorreu depois da invasão de Jerusalém.) Somente depois de um tempo, começaram a chamar aquele dia de "Dia do Senhor", como uma apêndice do Sábado. È nesta situação que veio a oportunidade no decreto de Constantino, de separação definitiva do judaísmo e união com o estado de Roma, o mesmo que perseguia Judeus, e também cristãos, guardadores do sábado. À partir daquele decreto é que o domingo se tornou, de fato, um dia guardado tanto por pagãos quanto pela igreja cristã. E foram necessários vários concílios até a substituição definitiva do sábado pelo domingo. Para os pagãos, era visto como o dia do Sol, para os cristãos adotaram o significado de "Cristo o sol da justiça". E passaram a congregar em um mesmo templo, o romano, no que então a igreja universal (católica quer dizer universal) se tornou então na Igreja Católica Apostólica Romana. Mas nem todos aderiram! O s Valdenses, Albigenses, Huguenote, assim como vários outros povos dentro e fora de roma, não concordaram, foram perseguidos e se refugiaram nas montanhas e lugares ermos. Até hoje se conserva o lugar onde os Valdenses viveram e sua capela, com uma Bíblia aberta, onde se reuniam todos os sábados para decorar a Bíblia que já haviam traduzido para sua própria língua, antes de surgirem as traduções alemã e em Latim. Muita gente continuou guardando o sábado, enquanto, a igreja solenemente transferia a guarda deste dia para o domingo. E o domingo só substituiu o sábado depois dos concílios, por obra do papado, até então, o sábado continuava sendo o Shabat, dia de descanso. Tendo em vista dois dias de descanso, tiveram que optar por um, o qual foi o domingo. Mas por que o homem mudou o dia de guarda, não significa que o mandamento mudou. A Bíblia diz: "E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo." Daniel 7:25 Aqueles que apoiaram a mudança, logo foram eles próprios perseguidos, na chama Santa Inquisição e que durou 1260 anos, até a prisão do Papa Pio VI pelo general das tropas de Napoleão. A história não deixa dúvidas, o homem mudou a lei! A mudança oficial do sábado veio junto com a mudança do segundo mandamento. Estes dois mandamentos tiveram que serem mudados para a igreja se adaptar aos pagãos que estavam frequentando os cultos na igreja. Foi por conta da entrada do paganismo na igreja que ela teve que se adaptar e fazer mudança na lei e nos calendários de festas da igreja. Assim, a igreja se tornou a religião suprema do império romano, unificando cristãos e pagãos, quando então os bispos da igreja assumiram o governo dos estados de Roma, divididos pelas sucessivas invasões bárbaras, tendo então, então, o apoio de 7 destas 10 tribos, os quais venceram as últimas 3 tribos, surgindo então o período de Supremacia Papal. E tudo começou com a mudança do dia de guarda do sábado, irmão. O domingo, dado como decreto, serviu como um sinal de lealdade ao estado de roma. Negar este decreto significava escolher voltar para debaixo da espada, junto com os judeus, em um tempo em que a igreja já havia desenvolvido, por parte de uma boa parte de membros, um sentimento anti-judaísmo e que, por outro lado, contava com a simpatia do atual imperador. Não demorou então muito para deixarem o sábado de lado e abraçarem definitivamente o primeiro dia, passando a chama-lo, então, aí sim, de domingo, um termo latim. Não há como esconder estes fatos à luz da história.

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