segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A lei antes de Moisés

Olá, irmão, gostaria de ter essa onisciência do amigo! Tudo que tenho, porém, é a Bíblia Sagrada que Diz: "Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis." Gênesis 26:5 Palavras como "dispensação" e "reformada" era o que não existia nos tempos de Adão e Eva, quando caíram em pecado. O que lemos no tempo dos patriarcas? 1) Sacrifício de animais; 2) Distinção entre animais limpos e impuros; 3) Castigo de Deus quanto ao matar e o adulterar; 4) Castigo de Deus quanto à idolatria; 5) Jó não blasfemando o nome de Deus; Vemos os Patriarcas agindo e procedendo conforme os mandamentos. Até mesmo pais e mães que não têm religião passam ensinamentos morais para seus filhos. Isto é algo que Deus colocou na humanidade, desde o princípio. Todos os Patriarcas da Linhagem de Sete, observaram o sábado e não há como negar isto, uma vez que o sábado consta no calendário da humanidade, desde que o mundo é mundo. Além do quê, a observância ou não dos mandamentos, por parte dos patriarcas, não anulam os conceitos morais de Deus. Tais leis não precisam da ratificação humana para passarem a existir, elas existem desde que seres com livre arbítrio foram criados. A menos que Deus tenha criado seres amorais, o que é impossível, porque mesmo hoje se encontra princípios morais até mesmo nos piores homens. Não houvessem estes princípios morais implantados toda a humanidade seria psicopata. O homem, mesmo hoje consegue reagir quanto àquilo que é mal e isto vem de uma moralidade internamente implantada. Esta moralidade vem de Deus e as leis escritas são apenas um reflexo desta moralidade que vem de Deus e que foi implantada no ser humano, internamente, no coração ou na mente. Assim, dizer que o homem passou a perceber a diferença entre o bem e o mal por ocasião da entrega da lei, é uma inverdade sem tamanho. O próprio fato de o homem saber, então, a diferença entre o bem e o mal desde que pecou, demonstra que já era capaz de atentar ou não aos conceitos morais internamente implantados. Como Caim sabia que não podia matar? Como Lameque sabia igualmente que não podia matar? Por que Onã foi castigado? Deus criou uma coisa chamada "caixola" que funcionaria como receptáculos dos ensinos de Deus. Naquela época, o ser humano era capaz de guardar informações como se as houvessem escrito, não necessitavam de barro, nem de escrita cuneiforme. As escritas daquele tempo eram mais para questões de contrato, firmando acordo, entre duas partes, como prova caso alguém mentisse sobre um determinado acordo. E a descendência de Sete andava com Deus e, assim como Caim e Abeu, ouviam a Deus diretamente, não necessitando do intermédio de um profeta. Na terra do Egito, como o povo de Deus havia se degradado moralmente com o povo Egípcio e de demais nações, Deus elegeu um profeta, para a própria segurança destes. Então Deus passou a falar ao povo por meio de profetas, entregando aquelas mesmas leis dadas a Abraão, agora de forma escrita. Abraão vivia nas terras de Ur dos caldeus, cidade idólatra, mas ouviu a voz de Deus e dali saiu, recebendo então instruções de Deus e assim Abraão conheceu e guardou as leis de Deus. Dízimo, também consta desde antes da entrega das tábuas contendo a Lei escrita. Quando Moisés fala destas coisas, fala naturalmente, pois escreveu o livro do Gênesis após ter recebido as tábuas da lei, bem como o restante da lei, já bem conhecendo estes mandamentos. Por isto Moisés não se detêm em explicar estas leis no tempo de Abraão, pois tais leis já constam detalhadas na parte onde descreve acerca de seu tempo, o dos descendentes de Abraão. Quando Moisés foi ordenado a construir um santuário, o fez segundo um modelo que está no céu e que foi lhe mostrado. O livro de Apocalipse nos diz que este santuário no céu já possuía uma Arca da Aliança que inclusive foi mostrada a Moisés, para servir de modelo para a criação da Arca da Aliança do santuário terrestre. A Bíblia mostra que desde Abel, já se sacrificava animais, Abraão também sacrificou animais e assim a Aliança existe desde a época de Adão e Eva. Deus apenas deu de forma escrita aquilo que Ele ordenava e instruía na descendência de Seu povo, falando diretamente a estes. Vemos isto quando Deus aconselha Caim, já tentado pelo pecado da inveja e o orienta. E também quando Caim mata Abel e Deus dá a ele o mesmo destino que deu aos descendentes de Abraão, milênios depois. Assim, Deus não trata legalmente a humanidade de forma diferente, o que muda é a tolerância e a forma como Deus aplica o castigo. O dispensacionalismo, irmão, não é bíblico. Deus orientou, à humanidade, as mesmas coisas, o que muda é a forma didática que Deus usa. Veja, Deus puniu a nação recém liberta, por praticar a idolatria, mesmo antes da entrega das leis escritas. Puniu o povo por transgredir o sábado, igualmente antes da entrega da lei escrita. O povo conhecia a Deus, conhecia suas leis, haviam se esquecido do sábado, mas bem sabiam que não poderiam praticar a idolatria, nem se deter em orgias, de modo que sabiam muito bem por que Deus estava irado e entendiam, tanto que parte daquele povo se posicionou ao lado de Deus e parte se posicionou contra, no que Deus destruiu a parte que se posicionou contra Ele. É questão, irmão, de deixar de lado estes ensinos abolicionistas de que a lei não presta e que o Antigo Testamento não serviria para nada, dando ouvidos, ao invés, ao que Paulo escreveu acerca de toda a escritura ter sido inspirada e útil para o ensino. Para redarguir, instruir em justiça e ora se não é isto que se faz oralmente hoje entre pais e filhos, e se não era assim que Deus tratava com a descendência de Adão! Assim, nem Paulo, nem Moisés, divide a bíblia em dispensação, a Bíblia é uma coisa só, independente do tempo. É o mesmo ensino, a mesma repreensão, é o guiar da humanidade na mesma direção, segundo os mesmos princípios irrevogáveis. O que muda é apenas a forma como Deus lida com Seu povo no decorrer da história e a forma pela qual passa seus ensinos, quer via oral, escrita, sonhos, visões, profecias. Ou os recursos, quer cerimônias, parábolas, músicas, cânticos, escritos teatrais. Tudo converge para um mesmo ensino. E o sábado, irmão, que permanece no calendário, desde a fundação do mundo é o que temos de mais palpável entre os mandamentos, no mundo secular. Veja que o esquecer do sábado está ligado diretamente à idolatria, na história humana, assim como os outros 3 primeiros mandamentos. Assim deixaram de guardar o sábado porque adoraram a outros deuses, no que os 4 primeiros mandamentos nos falam de haver um único Deus que criou os céus e a terra, o mar e tudo que neles há. Sendo estes mesmos mandamentos, resgatados a Abraão e à sua descendência. Assim, Deus cobrou o sábado e a questão da idolatria, antes mesmo de entregar a Lei escrita. O sétimo Dia, que é o sábado da criação, sempre existiu, assim como Deus sempre existiu. Reconhecê-los ou não, se esquecer deles, ou não, aí vai de cada um.

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