sábado, 8 de outubro de 2016

Análise -"Refutando a entrevista do Rodrigo Silva ao Jô - Parte 1/4" (com réplica e tréplica)



Temos um relato romano que fala que amarravam os crucificados?

Rodrigo Silvo usou uma base, a ausência de relato romano, faltou com a verdade ao dizer que não havia? Ou seja, temos realmente um relato romano (não uma opinião), mas um registro antigo romano que fala de que amarravam os crucificados?

Segunda pergunta: Esta questão de amarrar os crucificado, está sendo hoje questionado? Amigo disse "a maioria dos especialistas acredita".

E Rodrigo Silva no vídeo não disse que a ideia de que os crucificados eram amarrado "estava mudando". O que Rodrigo Silva disse é que "a questão do amarrar, hoje está sendo questionado".

Então, independente de estar mudando ou não, volto à pergunta: Esta questão do amarrar, hoje está sendo questionada? O amigo disse "a maioria dos especialistas acredita". Não são todos? Há quem questione? Ou não?

Os demais detalhes ditos por Rodrigo Silva também parecem estar de acordo aos 5:50.

E Rodrigo Silva não disse que os ossos das mãos e do braço não foram encontrados, mas sim de que estavam fragmentados. Pergunto: Estavam ou não fragmentados? Jô soares perguntou "Esse negócio de cravo na mão não tem?" Rodrigo Silva respondeu: "Não, não, não porque o osso dele estava muito fragmentado, então os ossos da mão não estavam todos inteiros".

O amigo ainda argumentou "mas que evidentemente era comum o uso de cordas para amarrar crucificados", pergunto, evidentemente? O vídeo mostrou que era evidente o uso de cravos, porque acharam um exemplar contendo um cravo preso ao calcanhar.

E se a questão do uso de cordas não é baseado em relato romano, nem em achado arqueológico, como foi o achado do cravo, por que se afirma que usavam cordas? E por que cordas?

E a argumentação de Rodrigo Silva é de que não foi possível constatar de que os pregos foram utilizados na mão, porque estavam muito fragmentados, mas o amigo disse de que segundo os estudiosos de que "não nenhuma evidência de que os pregos perfuraram os braços e as mãos da vítima". O amigo então argumenta de que isto "parece indicar de que ele foi amarrado". Então pergunto:

Rodrigo Silva mentiu ao dizer de que os ossos estavam fragmentados? Porque o amigo deu a entender que foi possível checar se os tais foram perfurados ou não.

Percebo então de que na explicação de Rodrigo Silva não parece haver incorretude:

1) A questão do amarrar está sendo questionado; Rodrigo Silva disse "A questão do amarrar está sendo questionado" e não que "a idéia de que os crucificados eram amarrados estava mudando";
2) Não temos nenhum relato romano de que amarravam os crucificados;
3) Que as reconstruções renascentistas é que falavam isto;
4) No achado do crucificado constava um cravo fixado ao calcanhar;
5) os ossos das mãos do achado estavam fragmentados demais para se comprovar se foram ou não fixado com cravos;

Creio que o amigo não interpretou direito a afirmação de Rodrigo Silva uma vez que:

1) Mudou o sentido da afirmação de Rodrigo Silva sobre a questão de o amarrar estar sendo "questionado" o qual o amigo trocou por "a idéia estaria mudando";
2) O amigo afirmou "Portanto Rodrigo não deveria ter usado justamente este caso como evidência de que as mãos dos crucificados eram pregadas" sendo que, pelo achado, menos ainda poderia ser usado como evidência para uso de cordas. E o amigo apoiou fortemente o uso de cordas, ao passo que mostrou, atravé do próprio vídeo a possibilidade de que usassem cravos nas mãos além das cordas. Ainda mais a frente aos 9: 55 o amigo afirma "mas é impossível que Jesus tenha sido sustentado APENAS pelos pregos".

O que percebo é que Rodrigo Silva estaria evidenciando o uso de cravos e contradizendo o uso "somente de cordas".

Quanto a questão do uso do cravo COM cordas, ou cravo SEM cordas, não deu para extrair do diálogo. Creio que o amigo se equivocou na interpretação do diálogo.


RÉPLICA

Olá. Obrigado por assistir e perguntar. Você disse: 1) A questão do amarrar está sendo questionado; Rodrigo Silva disse "A questão do amarrar está sendo questionado" e não que "a idéia de que os crucificados eram amarrados estava mudando"; Eu reconheço que ele não falou que estava mudando, mas sim sendo questionado. Foi um ato falho meu. Mas isso não muda o meu argumento. Pois para ser questionado, ele tem que dizer porque está sendo questionado! E a evidência que ele apresenta para o questionamento é muito fraca e já havia sido refutada. Você disse: 5) os ossos das mãos do achado estavam fragmentados demais para se comprovar se foram ou não fixado com cravos; O legista/arqueólogo que analisaram o ÚNICO caso de prego encontrado, foram os mesmos que afirmaram em seu documento que Yohanan Ben Hagkol teria sido amarrado. Se você olhar o link, eles claramente descartam a hipótese dele ter tido as mãos pregadas. Que era o questionamento feito por Nico Haas e que foi refutado por Zias e Sekelis. http://cdn.biblicalarchaeology.org/wp-content/uploads/BSBA110602100.jpg?6da03c E eles dizem isso, especificamente pela análise dos ossos do metacarpo e do antebraço: "Thus, the lack of traumatic injury to the forearm and metacarpals of the hand seems to suggest that the arms of the condemned were tied rather than nailed to the cross" Traduzindo: "Assim, a falta de ferimentos traumáticos no antebraço e metacarpo da mão sugerem que os braços do condenado foram amarrados e não pregados à cruz." Como você analista os ossos da mão ou do antebraço se eles estavam "muito fragmentados" eu não sei. Eu concluo que eles não estavam tão ruins, que não se pudesse fazer a tal análise. O que contraria frontalmente o que afirmou Rodrigo. Você disse: 2) Não temos nenhum relato romano de que amarravam os crucificados; Na verdade, aos 7:57 eu destaco (mas não falo) a parte do documento onde eles afirmam que "Existe AMPLA quantidades de evidências artísticas e literárias, para o uso de cordas ao invés de pregos". Pode ser que não sejam romanos, mas existem relatos. Você pode olhar, por você mesmo aqui. http://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-topics/crucifixion/roman-crucifixion-methods-reveal-the-history-of-crucifixion/ E você pode ver evidências de que os crucificados eram amarrados nesse medalhão de um cristão do século II (que não era um romano), onde Jesus é mostrado amarrado. http://i.imgur.com/KGQYa57.jpg O cara não era uma testemunha ocular de que Jesus teria sido amarrado, mas o fato dele ter desenhado um Jesus amarrado e não pregado é uma evidência artística, de que pelo menos isso deveria ocorrer. Temos que entender que os desenhos da época não eram os melhores, e é muito difícil às vezes interpretar se são pegos ou cordas. Eu não sei se existem relatos romanos especificamente. atravé do próprio vídeo a possibilidade de que usassem cravos nas mãos além das cordas E veja bem, eu não afirmo que Jesus não poderia ter sido pregado. Eu afirmo que é possível que ele talvez tenha sido pregado, mas possivelmente apenas como crueldade. Porque, usar apenas pregos era uma coisa difícil e cara, e eu afirmo portanto que é IMPROVÁVEL, mas não impossível. Você disse: 3) Que as reconstruções renascentistas é que falavam isto; Eu não argumento que as reconstituições renascentistas não falavam isso, pois na renascença eles já haviam desconfiado que Jesus não poderia ter sido só pregado pleas mãos. Por isso, o Sudário mostra Jesus crucificado pelos pulsos. Mas eu honestamente não achei nenhuma reconstituição medieval ou renascentista. Pode ser que exista, eu acho que li algo. Mas eu desconheço. O meu ponto, é que a reconstituição que fala que os crucificados eram provavelmente amarrados e que esse era o método comum de crucificação é JUSTAMENTE o caso de Yohanan Ben Hagkol que ele usa como exemplo. E que ele não deveria ter usado justamente esse, como o caso para argumentar contra o uso de cordas. E essa é uma reconstituição MODERNA diferente do que afirma Rodrigo. Se ele queria afirmar que se estava questionando isso, ele não deveria usar o caso de Yohanan Ben Hagkol, porque ele foi amarrado nas mãos, e só foi pregado no calcanhar. Esse foi o único caso, entre milhares de crucificações onde foram encontrados os restos, e nesse caso o prego era pequeno demais para penetrar a tábua (arruela) o pé e ainda fixar na madeira. No final, eu ainda dou o benefício da dúvida ao pastor, quando eu afirmo que ele talvez tenha se equivocado. E dar uma entrevista como essa pode ser muito estressante. Pode ser que ele não sabia de algo, na época, eu posso mesmo ter interpretado ele erroneamente, etc. Mas ele continua fazendo isso depois. Então eu acho, que ele foi intencional. Um estudioso deveria ser mais cuidadoso. Mas não tenho como saber o que se passava na cabeça dele. Veja os meus próximos vídeos e decida por você mesmo. Abraços.


TRÉPLICA

Olá, irmão, então concluo que o prof. Rodrigo Silva não cometeu nenhuma incorretude em suas justificativas. Poderia estar errado em sua opinião acerca do amarrar ou não, mas não nas justificativas que usou. Aos 8:00 ouvimos "Portanto o rodrigo não deveria ter usado justamente este caso como evidência de que as mãos dos crucificados eram pregadas e que isto estaria mudando." Mas não é isto que se vê no vídeo! No vídeo, o Prof. Rodrigo cita o caso da crucifixão no pé, no que o Jô pergunta: "Este negócio de cravo na mão não tem?!" no que o prof. Rodrigo diz: "não, não, não, porque o osso estava muito fragmentado". A questão do amarrar os braços, por sua vez, está bem longe desta parte, aos 0:50, onde também o Jô levanta acerca da questão de amarrarem os braços onde, ali sim, o prof. Rodrigo Silva de que "a questão do amarrar hoje está sendo questionada". Assim, não vi o Prof. Rodrigo Silva usando "este caso como evidência de que as mãos dos crucificados eram pregadas" pelo contrário, o que vemos no vídeo é ele afirmando que neste caso "não, não, não, porque o osso estava muito fragmentado" o que sugere de que não era possível chegar a tal constatação por meio deste caso. Assim, não vejo nada que desabone a idoneidade do Prof. Rodrigo Silva nesta entrevista com o Jô. Quanto aos esclarecimentos do irmão, as informações foram bem úteis, gostei bastante, os argumentos do irmão também são razoáveis e aprendi bastante. Um abraço.


SALDO

Saldo positivo, cresci bastante em conhecimento, dialogando com uma pessoa bastante educada e solicita.

4 comentários:

  1. Cada dia mais me aproximo dos adventista por esse evangelho maravilhoso sem falta de nada, tudo se completa perfeitamente, enfim encontrei a Bíblia para os meus questionamentos.. Os adventista real estão de parabéns...dos judeus da vontade até de rir da insanidade desse povo...

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  2. Cada dia mais me aproximo dos adventista por esse evangelho maravilhoso sem falta de nada, tudo se completa perfeitamente, enfim encontrei a Bíblia para os meus questionamentos.. Os adventista real estão de parabéns...dos judeus da vontade até de rir da insanidade desse povo...

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  3. Olha só... Que legal! Obrigado, por dizer que eu sou educado e solícito. :D

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  4. Olá, irmão, é uma honra tê-lo aqui.

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