sábado, 19 de julho de 2014

Toda a Bíblia como uma sombra representativa das coisas passadas presentes e futuras


Em resposta ao irmão Jair, em: http://novamenteadventistas.blogspot.com/2014/07/guarda-do-domingo-biblico-ou-pagao.html?showComment=1405764469557#c6728801669823632572

Sim, irmão Jair e isto coloca em dúvida a sinceridade daqueles que conhecem os fatos em relação ao sábado e o domingo, mas escolhem continuar com um falso dia de guarda.

Devemos ter em mente que, na Bíblia, sempre que o Israel antigo se afastou de Deus, eles não deixaram de utilizar a Bíblia, muito pelo contrário, faziam exatamente o que se faz hoje, ignorando certas ordens e instruções, a fim de adorarem a outros deuses e se envolverem com jóias, comidas e bebidas pagãs.

Combatiam os profetas, deturpando a Bíblia da mesmíssima forma como se faz hoje em relação a certas doutrinas. Reinterpretavam textos e diziam, outrora, o que convinha seguir e o que não convinha seguir.

Guardavam os sábados as festas e as luas novas, mas transgrediam os mandamentos de Deus. A religião israelita acabou se tornando pura tradição.

Na Bíblia, vemos Cristo e seus discípulos, guardarem o sábado da maneira correta e cumprirem os mandamentos da forma como sempre deveria ter sido feita, por amor a Deus e ao próximo e não para obter salvação.

As sombras cerimoniais ensinavam como Deus haveria de salvar o povo, mas o povo ignorante achou que seriam salvos por fazerem aquelas representações e guardarem os mandamentos.

O significado da Lei foi deixado de lado e o povo passou a seguir a Lei como se fosse uma receita de bolo, onde se você seguisse passo-a-passo teria direito à salvação.

A lei não foi dada com o intuito de salvar a humanidade, e as representações cerimoniais não foram criadas com o intuito de santificar o povo de Israel. Tais coisas apontavam para Aquele que iria salvar e santificar o povo!

Mas quando a solução para os pecados de Israel finalmente veio, preferiram continuar com a tradição e tentar se justificar por meio dela.

Hoje alguns cristãos repetem o erro tentando se justificar não pelo pelo sacrifício de Cristo, mas guardando um dia em homenagem ao sacrifício de Cristo, o suposto "dia do senhor" em comemoração à ressurreição de Cristo.

Ao invés de guardar os mandamentos, preferem guardar uma tradição! Acreditando que por homenagear a cristo através de uma tradição estariam honrando ao sacrifício de Cristo mais do que guardar aos mandamentos de Deus que ELE nos ordenou!

A patrística, ensinou erroneamente aos cristãos a repudiar o judaísmo e sua tradição, esquecendo-se que a Bíblia não tem culpa da tradição a que os israelitas tornaram a Lei de Deus.

Tentando distanciar-se destes e não serem confundidos, aceitaram colocar um dia especial, o domingo que os diferenciassem dos judeus.

Diziam: Não temos nada com esta raça de judeus.

Mas esqueciam-se que Jesus era judeu e que a salvação outrora vinha dos judeus porque dos Judeus nasceu Cristo e que a mensagem da salvação foi dada antes aos judeus juntamente com o privilégio de espalha-la por todo o mundo.

Em afronta à tradição judaica, o cristianismo criou a sua própria tradição envolta em símbolos e cultos pagãos, que se intensificou à medida que florescia a amizade entre a igreja e o estado.

A amizade com o estado pagão criou inimizade para com os mandamentos de Deus.

Hoje muitas doutrinas cristãs, não bíblicas, pretendem abolir certos mandamentos de Deus pelo único fato de se verem em contradição a estes.

A morte como um sono no pó da terra onde a alma descansa, crida pelos hebreus, foi substituída pela crença grega na imortalidade da alma, com céu e infernos presentes, provindas de mitologias dantescas, platônicas com pitadas da sabedoria de Sócrates.

FILOSOFIAS começaram a permear a mente de pais da igreja, após a era primitiva e pura, quando então a imagem dos ensinamentos de cristo e a importância de fazer unicamente da bíblia sua regra de fé começaram a se perder no tempo.

Mas o sábado nunca deixou de ser guardado até que Satanás em uma jogada decisiva coloca a igreja em vista de escolher entre a guarda do sábado ou do domingo, até que a igreja se decide enfim pelo domingo que tanto tinham orgulho, por ser um símbolo perene da tradição cristã.

O domingo então se tornou como um selo de identidade da igreja cristã, assim como o sábado era um selo da identidade da religião judaica.

E nesta contraposição de tradição a igreja cristã se "enriqueceu" com doutrinas cada vez mais contrárias às crenças judaicas.

Quando lemos, na Bíblia, percebemos que a única objeção de Cristo para com a tradição dos judeus é no quesito do sábado onde o colocavam como um dia em que não se fazia nada e, além disso, não se permitia fazer o bem.

Paulo também levantou como única objeção o fato de o povo insistir na tradição de fazer dos mandamentos de Deus, inclusive do cerimonialismo um meio de salvação.

Mas a igreja cristã decidiu criar sua própria tradição e ser fiel à ela, acreditando que a salvação, de modo implícito, estaria relacionada com o distanciar da tradição judaica.

Diziam: - Isto é coisa de Judeu, isto é coisa de Israelita. E criaram par si novas tradições, como que se tais tradições estivessem no novo testamento, a fim de terem algo de "melhor" a oferecer do que o judaísmo, esquecendo-se de que o melhor seria seguir a Cristo e seus mandamentos da forma como os Escritos Antigos sempre ensinaram, e aos quais os escritos novos deram um significado mais profundo.

Agora temos aí cristãos guardando um domingo sem saber ao certo de onde veio, crendo em uma imortalidade da alma sem saber de fato quando é que tal ensinamento começou a ser aceito na igreja Cristã!

Porque Cristo e seus apóstolos tinham como regra de fé a Bíblia hebraica. Criam na morte como um sono e no descanso no pó da terra como cria Isaías, o mesmo ensinamento que Cristo por diversas vezes admoestou.

E veja a extrema incoerência de certa forma de pentecostalismo que tem invadido as igrejas cristãs por todo o mundo:

Dizem que Paulo considerava a Lei um peso, e segui-la, um sofrimento. Mas Paulo afirma que tinha prazer na lei de Deus. Logo, seria Paulo um masoquista? Por ter prazer em algo que em sua própria opinião seria um sofrimento desnecessário?

E Cristo, seria um sádico ao recomendar aos cristãos insistentemente a guarda dos mandamentos de Deus, que na opinião pentecostalista seria uma fonte de tormento e tentativa de justificação pelas obras?

Veja que é este tipo de pensamento satânico que tem trazido confusão à cabeça de cristãos que se veem hoje incentivados a colocar a graça contra as obras.

É a teologia da lei contra a graça!

Pensam, que é uma questão de teologia cristã da salvação pela graça, contra a teologia judaica da salvação pelas obras.

E não percebem, em sua cegueira, que a Bíblia não é contraditória e, ao contrário do que estes creem, apresenta Lei e graça de forma harmônica!

Assim tais pentecostalistas ensinam que temos que fazer ou das obras um meio de salvação ou da graça um meio de salvação, como se as obras houvessem sido outrora alguma vez colocada pela Bíblia como meio de salvação.

Fé e obras andam Juntas, foi isto que Cristo ensinou! Não há como um salvo na graça viver sem boas obras, guardando os mandamentos de Deus. A graça é o meio pelo qual somos capacitados e chamados à boas obras.

A Lei foi dada aos Israelitas porque os tais eram a igreja de antigamente, todos que aderiam à aliança eram considerado os salvos e o Povo de Deus, salvos pela graça.

De modo que receberam a Lei somente depois de serem feitos O Povo de Deus liberto da escravidão do Egito, que é símbolo da escravidão do pecado e que serve hoje ao nosso entendimento.

De modo que a aliança de Deus é feita quando aceitamos a Deus como nosso único Deus e então recebemos seus mandamentos!

Quanto a Lei, não tem sentido ser dada ao ímpio que não crê em Deus pois de forma impossível conseguirá guarda-la.

Então vemos um povo Israelita, salvos literalmente pela graça, da escravidão do Egito, recebendo então os mandamentos de Deus. Isto é simbolo do povo cristão, salvos da escravidão do pecado e que recebe os mandamentos de Deus para guardá-lo.

E Deus deu ao povo de Israel o sábado como sinal desta libertação e do descanso dado por Deus, que provê santificação através de um relacionamento fiel com o Senhor que criou os céus e a terra e que os tiraram da escravidão do pecado, da escravidão do Egito e que eram lembrados ao sétimo dia da semana.

E pergunto quem é o 'Eu Sou' que libertou o povo do Egito e deu-lhes a Lei?

Cristo diz que ELE é o 'Eu Sou', desde antes de Abraão existir.

Agora, toda esta forma didática de Deus explicar através de exemplos práticos o plano da salvação, passa desapercebido por pessoas ainda envoltas no pecado tendo seus olhos espirituais ainda não totalmente abertos.

Custam perceber de que todo o Antigo e Novo Testamento é um ensinamento e uma explicação acerca de como funciona a Salvação em Cristo.

Por isto os judeus como nação não aceitaram a salvação em Cristo pois seus olhos estavam nublados pela tradição e hoje ocorre a mesma coisa com a igreja cristã que, nubladas com suas próprias tradições, não conseguem mais enxergar a beleza dos ensinamentos da Palavra de Deus.

Temos o novo testamento que não veio revogar mas dar o verdadeiro sentido e trazer o pleno entendimento das Antigas Escrituras Sagradas.

A salvação sempre foi pela graça, salvação esta, explícita quando Deus retirou seu povo do Egito, terra de pecados, levando-os para uma nova terra onde emana leite e mel, sob a guarda da lei de Deus, o paraíso israelita.

Era um ensinamento aqui na terra acerca das coisas futura.

Quando vamos à fundo nos ensinamentos das Escrituras Sagradas, percebemos que a maior parte das coisas contidas ali, são sombras de ensinamentos das coisas futuras.

A cidade de Babilônia é simbolo da confusão religiosa com tradições que levam à desobediência aos mandamentos de Deus, símbolo da mistura do verdadeiro com o falso, da luz com a trevas.

Israel era simbolo da cidade luz, que anda nos caminhos de Deus, salva por este mesmo Deus, do pecado do Egito, e da Babilônia (confusão e idolatria religiosa).

Egito é simbolo do mundo em que vivemos hoje, escravos do pecado, do trabalho incessante, servindo aos "senhores do mundo". A terra que emana leite e mel é símbolo do paraíso da nova terra reformada pelo poder de Deus, onde haveremos de habitar.

O 'Eu Sou' é o libertador, que nos tira do mundo de pecados que, por um caminho árduo de peregrinação em comunhão constante com Deus e vítima de perseguições, caminham para a terra prometida.

A perseguição dos egípcios aos israelitas é uma sombra da perseguição que os fiéis em Cristo haveriam de passar, a grande tribulação. A intervenção Divina, abrindo o mar para SEU povo passar é um simbolo do cuidado que Deus tem para com seu povo, fazendo milagres diante do impossível e o engolimento dos exército pelo mar é um símbolo do que Deus é capaz de fazer para salvar o SEU Povo.

Vários adversários se colocaram no caminho de Israel tentando impedi-los de alcançar a terra prometida o que se cumpre hoje na vida de cada cristão onde, através dos seus, satanás tenta a todo custo impedir aos pertencentes do povo de Deus de alcançar o paraíso dado-nos por Deus.

Tudo era um ensinamento acerca de como Deus salva o seu povo e como o protege e o guia.

Tendo salvo e protegido SEU povo e então garantindo a SUA companhia, cuidado e manteneção, Deus então entrega a sua Lei, para que o povo possa viver em harmonia com Deus e com seus semelhantes.

ESTE é o sentido da Lei! É dar a Lei à um povo que foi salvo e agora se encontra protegido sob o regimento da vontade de Deus expressa na Lei do Senhor, para o bem de SEU povo!

Então por que será que Deus deu sua lei justamente aos israelitas e não aos Egipcios?!

Ora a resposta é mais do que óbvio! É porque Deus salvou aos Iraelitas, eles eram o SEU povo e não os Egípcios que nunca O aceitaram. E por que Deus não entregou os mesmos mandamentos a outras nações?

Ora porque nenhuma das outras nações houveram aqueles que se dispuseram a deixar suas Babilônias ou Egitos espirituais, para se unir ao Povo de Deus, tal qual fizera Abraão, Ló, dentre outros.

A Bíblia diz que Abraão também recebeu a lei, porque é dito que Abraão guardou os mandados de Deus, suas leis e seus estatutos, mesmo não tendo sido estes escritos em uma tábua de pedra. Como era de costume, a lei de Deus era passada através de ensinamentos de pai para filho sendo gravadas então na mente e no coração, algo que Deus prometeu ao povo de Israel que seria novamente resgatado, de uma forma mais eficaz, através da contemplação do amor de Deus, na morte de SEU Filho na Cruz.

Israel não recebeu os mandamentos de Deus de forma privilegiada, mas de forma privilegiada pôde receber tais mandamentos de forma gloriosa, tendo-os escritos em tábuas de pedra com o próprio dedo de Deus, para testemunho à todas as nações de que aquelas eram realmente a Lei do Senhor. Porém mais glorioso seria no futuro o povo recebendo tal lei escrita em seus próprios corações, através da graça que veio de forma ainda mais gloriosa.

Os israelitas tiveram o privilegio de servir como o povo cuja história seria usada para exemplificar o plano de salvação e o amor de Deus para com a criatura humana, recebendo os mandamentos em tábuas de pedra que representavam o coração de pedra humano, mas que Cristo transformaria novamente em carne pulsante.

Através de Israel, muitas outras pessoas de outros povos puderam obter a salvação, fazendo parte fisicamente do povo de Deus, passando então a guardar os mandamentos de Deus.

Hoje nada disto mudou, porém que as coisas agora ocorrem de forma espiritual!

Há um Israel Espiritual compostos de todos aqueles que são salvos pela graça de Deus e que abraçam as duas alianças do Senhor, a primeira que lhes dá os mandamentos de Deus e a segunda que a escreve em seus corações e mentes, para que nunca se apartem dela ou se esqueçam. Não mais em tábuas de pedra, mas o Povo de Deus hoje recebe a lei diretamente no coração, através da atuação de Cristo no arrependimento e na vontade de obedecer aos mandamentos de Deus de forma compassiva.

Mas Deus continua tendo um Israel Físico, uma Igreja Física que compreende o povo de Deus, rebanho de cristo, para onde Deus pretende trazer ovelhas que são de outros aprisco, para então guardarem a mesma lei e adorarem ao mesmo Senhor, aquele que fez os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e também aquele que livrou SEU povo da escravidão do Egito, mas que hoje vivem na Babilônia da confusão religiosa, regrada ao vinho de falsas doutrinas e que Cristo vencerá de forma pacífica, libertando aqueles que são SEUS.

A Babilônia de Nabucodonosor era um símbolo da igreja de Deus hoje, onde o povo de Deus vive em meio à confusão religiosa, em um mundo que adora vários deuses: Vaidade, dinheiro, fama, comodidades, dentre outros e que além disto bebem do vinho da Babilônia, as falsas doutrinas.

Mas assim como Ciro uma vez invadiu babilônia e retirou dali seu povo, levando-os de volta para o Lar, Cristo virá em socorro ao seu povo, tirando-os da babilônia espiritual e levando-os de volta ao seu lar de origem, guardando os mandamentos de Deus e vivendo inteiramente sob SUA autoridade.

É por isto que muitas igrejas temem e tremem estudar as profecias de Daniel e Apocalipse, pois ali é feita uma junção entre o passado e o futuro, mostrando, que longe de terem sido abolidas, mais do que nunca, a lei e as profecias antigas nos mostram as coisas que estamos passando hoje e que haveremos de passar no futuro.

É uma sombra que não nos deixa permanecer no engano e que nos mostra de forma clara a vontade de Deus e como é o plano de Salvação de Deus para nós.

Ciro é um tipo de Cristo, Melquisedeque é um tipo de Cristo, em verdade a  Bíblia toda fala de Cristo e prenuncia seus maravilhosos feitos.

Mas o povo de Deus se recusa a aceitar a Cristo como um Libertador pleno, um mantenedor pleno e um Deus de cuidado pleno que se preocupa até mesmo com aquilo que comemos ou vestimos.

O povo de Deus hoje, não vive como o povo de Deus antigamente! Guardando os mandamentos de Deus, lembrando Dele aos sábados, totalmente dependentes Dele ao invés de totalmente dependentes do mundo!

Hoje discutem sobre invalidar os mandamentos de Deus, deixar de lado e esquecer todos aqueles ensinamentos que nos mostram o verdadeiro plano da salvação e transformação em Cristo.

Preferem continuar na confusão religiosa, transgredindo aos mandamentos de Deus nas coisas que convém à tradição de cada religião. Ninguém se dispõe a deixar de lado a tradição e escolher seguir unicamente a Bíblia e as doutrinas que estão ali contidas, preferem o vinho da confusão religiosa.

Inventam cair no espírito, falar línguas estranhas, domingos, imortalidades da alma, duplas predestinações, e nisto, deixam de lado os mandamentos de Deus e SEUS ensinamentos.

Tais mandamentos não nos falam de um passado, porque através do passado nos ensinam acerca das coisas presentes e futuras. O povo antigamente foi ensinado de uma forma física e didática, para que hoje possamos compreender de uma forma espiritual.

TUDO que há na Bíblia nas Antigas Escrituras servem como sombra das coisas que são presentes hoje! Uma sombra cuja imagem é presente e que nunca se apaga. Longe das antigas coisas terem desaparecido, elas apontavam para o seu cumprimento, no hoje, nas verdadeiras coisas.

O santuário representativo terrestre apontava para o santuário glorioso que temos no céu! O sacerdócio levítico apontava para o sacerdócio de Cristo que atua em favor de nós, pecadores! O sumo sacerdócio levítico e o dia da expiação apontavam para uma obra especial de Cristo como nosso sumo-sacerdote no santuário celeste, fazendo uma obra de julgamento em favor dos salvos.

O cordeirinho sacrificado apontava para o sacrifício de Cristo. As tribos de israel dispersas apontavam para o povo de Deus hoje disperso. A promessa de união destes povos no Israel antigo aponta para as ovelhas de cristo que seriam novamente reunidas em um mesmo aprisco.

O novo testamento veio para ajudar o povo de Deus a compreender as antigas coisas e não revogá-las, tudo que havia sido dito se cumpriu e haverá de continuar a se cumprir e nenhum til se passará da lei, até que céus e terras passem e a lei escrita não seja mais necessária, porque todos a terão, então, gravadas em seu coração e suas mentes e nunca mais haverão de despreza-la ou esquecê-la.

Apegados apenas às letras, os de mentes fechadas e cauterizadas pela tradição, não entenderam que as antigas coisas falavam e ensinavam acerca das coisas futuras. Não entenderam que tudo que havia ocorrido e registrado, na Bíblia Sagrada, eram testemunho das coisas que ocorreriam no futuro.

Puderam viver de forma física e didática aquilo que se daria futuramente e se repetiria de uma forma mais realista e espiritual, no contexto de uma batalha presente entre o bem e o mal, O Grande Conflito, mas não souberam aplicar isto em suas vidas espirituais e se prenderam somente à letra e esqueceram-se dos ensinamentos.

Quando os adventistas de 1844 entenderam isto, seus olhos se abriram para uma maior compreensão da Bíblia e do que ELA ensinava acerca das coisas futuras. Assim longe de perderem a validade, ou seu sentido, a antiga lei passou a apresentar uma imagem perfeita das coisas presentes e dos conflitos presentes.

Sim aquele santuário israelita existe, e está no céu, sendo SUA imagem real. O sacerdote existe, e também está no céu, executando um obra em favor de Nós. O sumo-sacerdote da ordem de Melquisedeque também existe e está no céu. Um libertador da ordem de Ciro também existe e logo virá nos libertar desta babilônia em que vivemos, abrindo as portas e secando os rios.

Mas a parte obscura, que se contrapõe à luz relatada pela Bíblia, também está presente em nossos dias, no cumprimento da sua imagem.

Cumprindo-se na  Babilônia, onde hoje vivemos hoje cativos! Estando libertos do pecado (do Egito), sendo então servidos pelas iguarias (comidas e bebidas imundas), pela idolatria (ídolos de todas as formas) pelo vinho (falsas doutrinas), que nos são servidos diariamente e que muitas vezes não conseguimos rejeitar.

Alguns abraçam com gosto esta babilônia, outros, como Daniel e seus amigos, decidem permanecer firmes e fiéis aos mandamentos de Deus, não se contaminando com as coisas deste mundo, nem  com as iguarias, nem com a idolatria e nem com o vinho de falsas doutrinas.

Nossos teólogos, nas mais variadas denominações, não são nada ingênuos e muitos destes percebem em parte as implicações das coisas antigas nas atuais, e isto vem desde meados de 1800 quando o entendimento cristão foi aberto, como foi predito acerca daquele livro selado por Daniel e que é o próprio livro de Daniel.

Mas a sinceridade destes não tem sido suficiente para deixar de lado toda a tradição a fim de mergulhar novamente nos ensinamentos de Deus, e nas coisas antigas que falam a respeito de nosso presente e futuro e das coisas que começaram a se cumprir quando da abertura do penúltimo livro, dito pelo Apocalipse, inaugurando o tempo do fim.

O remanescente fiel de Israel, o resto, que se negou a juntar-se com as doutrinas de Babilônia, hoje está presente na figura da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Que recusa-se a contaminar-se com o vinho e as iguarias e a confusão religiosa deste mundo.

Um povo que decidiu novamente se voltar à Bíblia e ser fiel aos mandamentos de Deus. Estudar a fundo as leis e as profecias a fim de alcançar o entendimento acerca das coisas passadas, presentes e futuras.

Hoje temos o dispensacionalismo, voltado à filosofia humana e que pretende explicar as coisas futuras, não pelo estudo aprofundado da Bíblia, nem pelo que ocorreu no passado, mas por elaborações de partes bíblicas feitas em cima de raciocínios meramente humanos, jogando o cumprimento de todas as coisas sempre para um futuro incerto e que não comprometeria a igreja no hoje.

A história porém é o melhor meio de se estudar e encaixar as profecias e neste caminho não há enganos.

O dispensacionalismo nos leva a abandonar os mandamentos de Deus, mas a história nos leva a cada vez mais a abraça-los. Na história vemos o cumprimento de tudo aquilo que dantes fora apresentado através dos dilemas de Israel.

Israel é mostrado como um filme das coisas que ocorreriam no futuro, em um contexto mundial, onde as profecias e os dilemas de se seguir a lei envolveriam toda a humanidade.

O Israel antigo, se tornou um Israel mundial, a Babilônia antiga se tornou uma babilônia Mundial, aquilo que era um conflito localizado entre duas nações combatentes desde o princípio, se tornou um conflito mundial, que serve de exemplificação aos anjos e demais criaturas celeste de um conflito cósmico entre o bem e o mal e que existe desde que o pecado veio à existência.

O Egito ainda está presente hoje, escravizando as pessoas que ainda não conheceram a Cristo. Muitos são libertos, mas diante da perseguição, acabam se entregando às cavalarias do Rei do Egito antes de confiar em Deus e dar o primeiro passo sobre as águas a fim de que Deus abra os caminhos em sua vida para que possam permanecer sob SUA guarda e cuidados e possam enfim guardar fielmente os mandamentos de Deus em terras seguras.

A saída de Ló e sua família era um prenúncio da saída do povo de Deus da  Babilônia espiritual: Sai dela povo meu, para não serdes cúmplices de seus pecados e para que não sofra os danos das últimas pragas é o que nos diz a Bíblia.

Cristo, por misericórdia, nos trouxe de antemão, o cumprimento, no futuro, de muitas coisas ensinadas nas Antigas Escrituras mas que os judeus em sua maioria não haviam entendido. A queda de Babilônia é uma delas e o fim da confusão religiosa.

Paulo foi escolhido porque justamente entendia parte destas coisas, e ao se converter, entendeu o cumprimento de tais coisas em Cristo, no que anuncia acerca de um santuário celeste e de um sacerdote e sumo sacerdote intercedendo pelo SEU povo e executando juízos à seu favor, segundo o que aprendeu nas Escrituras Sagradas.

Deste modo, usando a Bíblia, Cristo e Paulo nos dão um entendimento das escrituras e nos abrem os olhos para compreender as coisas que antes Deus queria nos mostrar e que se aplicariam naquele tempo presente e futuro. Principalmente acerca do Messias e dos dilemas que surgiriam na vida dos cristãos que viveriam em um mundo que sempre foi por inteiro um Egito para os que não aceitaram a Cristo e que se tornaria uma Babilônia, justamente para aqueles que aceitaram a Cristo.

Mais do que abrir os olhos de Paulo, para ver o mundo real, Deus retirou-lhe as escamas que ainda tapavam sua visão para o entendimento a fim de enxergar as coisas que haviam se cumprido.

Paulo conheceu que todas as coisas que havia aprendido falavam acerca do Cristo e de uma batalha que Paulo experimentaria na sua própria carne, tendo na mente a Lei de Deus e nos ombros a Lei do pecado.

Paulo então entendeu que a única esperança de salvação era em Cristo Jesus.

Hoje, temos nas várias igrejas, os Saulos a perseguirem aqueles que são do povo de Deus, e que desejam estudar a Bíblia a fundo e guardar os mandamentos de Deus, assim como Cristo, pregando a Lei e o Amor, a Graça e as boas obras. Que preferem antes seguir o que diz a lei e os profetas, do que o que diz a tradição!

Paulo é o mais perfeito exemplo de quem sofre este tipo de perseguição! Desde os primórdios, a principal ferramente dos tradicionalistas era taxar os fieis seguidores dos mandamentos de Deus de sectários!

A estes, seguindo o exemplo que Paulo nos deixou, devemos responder:

"Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas." Atos 24:14

Porque se somos sectários é porque deixamos cair dos olhos as escamas que antes nos atrapalhavam de enxergar a pura verdade contida na Palavra de Deus.

Antes o problema era enxergar a Cristo, mas hoje, o problema tem sido enxergar a SUA Lei.

Temos por costume, hoje, de entender as coisas IMPLÍCITAS quando então vemos o cumprimento nas coisas EXPLÍCITAS!

Na didática de Deus porém ocorre o inverso, onde através de ensinamentos Explícitos de acontecimentos e dilemas do dia-a-dia de um povo especial, o Israel, Deus nos ensina acerca das coisas implícitas, não conhecidas, de uma batalha que se tornaria mundial, entre o bem e o mal.

Tudo era sombra e representação, através de um Povo escolhido, das coisa vindouras.

Deste modo, mais do que nunca a Bíblia e toda a Bíblia é um livro de aplicação no hoje, para conhecimento das coisas presentes.

Paulo ensinou de que não temos que nos prender às representações porque podemos nos ligar diretamente ao verdadeiro Santuário que está no Céu e ao verdadeiro Sacerdote e Sumo-sacerdote intermediador que é Cristo. Infelizmente a comunidade cristã hoje em geral não aceita este santuário, este sacerdote e e este sumo-sacerdote intercessor e nem o cumprimento das coisas preditas e que explicam todo o nosso presente e o nosso futuro.

Fazem vistas escuras ao trabalho que Cristo realiza no céu em favor do SEU povo e tudo que Deus pretende nos ensinar, acerca do mundo de hoje, através de exemplos do passado. Temem o juízo, o que não é de se admirar, pois ao olhar a Bíblia como regra de fé, muitos percebem que estão deveras em desconformidade com o que há ali ordenado e instruído, especialmente na questão do sábado que é algo explícito nos 10 mandamentos de Deus.

(Sr. Adventista)

4 comentários:

  1. Tradição.O mundo Cristão já está tão acostumado a considerar o Domingo como dia "santo",que quando se fala a respeito do Sábado,fica tudo parecendo algo de fanáticos extremistas que só querem aparecer.

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    1. Pois é esta imagem que alguns dispensacionalistas pretendem passar, de que quem segue a Bíblia do Antigo testamento ou mesmo à risca alguns mandamentos explícitos no novo, sejam considerados fanáticos.

      Pretendem implantar uma religiosidade mais branda, sem muito comprometimento com a lei de Deus, apresentando um salvador que é capaz de abolir a justiça em detrimento do amor.

      Sendo justamente o mesmo tipo de pensamento que sempre permeou o povo de israel a deixar de lado a Lei de Deus, caindo em apostasia.

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