terça-feira, 29 de abril de 2014

Entendendo - Julgamento Interpessoal

O 'Entendendo' será um conjunto de artigos destinado a nos ajudar a entendermos este mundo e a razão  humana  (mente humana).

Tenho notado por aí, muita falsa psicologia, com aparentes meias verdades, porém recheadas de julgamento pessoa. Por isto, hoje iremos falar sobre:

Julgamento

O julgamento é uma ferramenta usada muitas vezes de forma não totalmente consciente mas sempre de forma intencional.

Ocorre que em todo julgamento não fundamentado em um PADRÃO ou LEI, a pessoa costuma usar a si mesma como base para dizer o que há de errado no outro indivíduo ou nas crenças do indivíduo!

Imagine então a seguinte cena:

Julgamento por ignorância

Um doutor em psicologia, apresenta uma tese acerca de sua área do conhecimento humano. Um ouvinte, leigo no assunto, então percebe que o que foi exposto, contradiz a sua própria consciência acerca do assunto. O ouvinte leigo, então, diz que o doutor em psicologia está enganado e que precisa estudar mais.


Julgamento por si mesmo de base

Um palestrante apresenta um conjunto de textos retirados de obras literárias de vários autores, então em cima destes textos constrói todo embasamento da sua argumentação. O ouvinte porém não concorda com todo o conteúdo apresentado, mas apenas parte, então parabeniza ao palestrante, mas recomenda que se corrija em determinados pontos. Não estranhamente os pontos que o palestrante deveria corrigir seriam todos aqueles que contradizem a crença do ouvinte.


Julgamento pelo ego

É quando, apenas, pelo simples fato de o que é dito contradizer alguma crença do ouvinte, o palestrante já se torna equivocado.


Julgamento justo

É aquele que ocorre, por exemplo, em um tribunal, não usando por base a si mesmo, ou a opinião de outras pessoas, mas sim um Padrão, quer seja moral, ético, ou legal. Biblicamente, este é o único tipo de julgamento que é lícito a um cristão fazer e em se tratado de religião, o padrão a ser utilizado deve ser a Bíblia Sagrada e nada mais. Em nossa sociedade podemos usar nossos valores a fim de julgar e isto também é apoiado pela Bíblia, especialmente através das cartas de Paulo. Valores morais de uma família ou grupo e que não entram em conflito com a Bíblia também podem ser usado para o julgamento interpessoal.

O julgamento de si mesmo

Este tipo de julgamento nos diz que cada indivíduo deverá viver segundo os padrões que ele mesmo construiu. Significa que, se o indivíduo for infiel aos seus próprios padrões, estará pecando. A Bíblia diz que tudo aquilo que não provêm da fé é pecado, sendo também dito que cada um deve estar seguro de si e de suas próprias crenças. A Bíblia também diz que para aqueles que estão sem lei, a si mesmos constituem lei.

ENTRETANTO...

Este padrão moral de si próprio, pode servir apenas para o indivíduo julgar-se a si mesmo e nunca  o próximo! Servindo apenas para examinar as crenças de si mesmo e não as crenças do próximo.

Percebemos então a clara linha divisória que nos diz qual é o julgamento correto a se fazer e qual o julgamento incorreto e que que não devemos fazer.

O correto é julgar por padrões fora de nós mesmos, e o incorreto é julgar usando a nós mesmos como padrão.

Ocorre que se estabelecemos, para um irmão (ignorante), um padrão de conduta que não seguimos, resulta que o irmão não será julgado por este padrão que impomos, mas nós seremos! Por isto é dito "Não julgueis para não serdes julgados porque com o mesmo pesos que medires, também serás medido".

Conclusão

Não há coisa pior, em termos de julgamento interpessoal, do que acusar a um irmão, daquilo que nós próprios somos!

E a Bíblia diz que somos pecadores, cegos, maldizentes, prevaricadores, infiéis e muitas outras coisas mais... resultado...

Não devemos julgar ao próximo em hipótese alguma (no relacionamento interpessoal). Devemos fazer-nos semelhantes a eles (no sentido de confessar que também somos falhos e pecadores) e perdoá-los. Por que o verso termina "e com o grau que perdoares, também lhe serão perdoados os próprios pecados".

O cristão pode, então, discutir doutrinas mas nunca pessoas, podendo fazer alertas quanto à conduta de um irmão, baseado-se em um PADRÃO MORAL fora de si mesmo, mas jamais julgá-lo ou condená-lo, usando como base seus próprios padrões morais e de medida.

Devemos então proceder conforme escrita em uma certa frase, "quando sentir vontade de julgar, corra desesperadamente à procura de um espelho".

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