sábado, 29 de agosto de 2015

A mortalidade da alma



Irmão Luiz, não concordo com suas ideias e não se trata de certos pontos nas tais, mas praticamente a totalidade.

Vejo muitas conjecturas em suas ideias e análises muito ilógicas.

Por exemplo:

O irmão defendeu uma ideia de que o homem existe antes mesmo de nascer!

Porque o barro que compôs Adão já existia antes dele vir à existência. O fôlego que foi colocado em suas narinas também.

Então se após a morte a alma não pode deixar de existir por conta da existência tanto do pó quando do fôlego de vida, então Adão e Eva, bem como toda a humanidade que um dia pisou sobre a terra, já existia antes mesmo de Adão e Eva serem criados.

Sua análise é ilógica querido irmão!

Segundo ponto:

O irmão só pode dar um ensinamento por certo após resolver todas as questões bíblicas que dizem respeito a determinado assunto.

Gênesis 3:22, por exemplo.

Adão e Eva não morreram imediatamente, mas já não tinham mais a vida eterna.

Gênesis 3:22 é claro em demonstrar que enquanto Adão e Eva comessem do fruto, não morreriam.

E em toda a Bíblia, morte é descrita como sendo o evento quando a pessoa perde sua vida. Como os animais por exemplo:

Eclesiastes 3:19

A morte é referida na Bíblia principalmente pelo ato de perder o fôlego de vida, assim, quando uma pessoa morre, diz-se que ela expirou.

O irmão pode consultar em qualquer livro teológico e verá que até aqui, não há como se contradizer estas verdades que são presentes na compreensão tanto mortalista quanto imortalista.

A questão à partir de então é:

O que acontece com a alma, quando o corpo retorna ao pó e o fôlego de vida volta para Deus?

Agora, me apresente os versos bíblicos que mostram como é a vida de Adão no paraíso desde que expirou!

Apresente os versos bíblicos que nos mostram Eva em um estado etéreo vivendo neste paraíso!

Não há! Tudo que a Bíblia nos mostra acerca de Adão e Eva é que um dia morreram e a história destes termina por aí.

Então, na visão de Gênesis temos a mortalidade ou a imortalidade a alma?

Agora o irmão vai para Êxodo, Levítico, Números, passando por toda a Lei e os Profetas, até o último livro e me diga:

Oscar Cullman estava certo ao dizer de que não é possível defender a imortalidade da alma usando o Antigo Testamento?

O Antigo Testamento foi construído utilizando a língua e as expressões hebraicas, segundo a cultura dos hebreus que sempre utilizou linguajar aniquilacionista para definir o destino dos ímpios.

E isto não é questão de opinião é uma conclusão a que chega qualquer imortalista que, como Cullman e vários outros estudiosos, tenha avaliado os versos das Antigas Escrituras.

E não podemos traduzir nenhum verso no Antigo Testamento pela palavra "inferno" que é de origem grega! O Antigo Testamento foi escrito em hebraico e aramaico e não no grego.

Assim, posso, como mortalista, dizer com conforto de que o Antigo Testamento apresenta uma visão hebraica mortalista e aniquilacionista.

Alguns exemplos de como as próprias Novas Escrituras demonstram de que não é possível se extrair uma visão imortalista usando as Antigas Escrituras:

  • As almas que clamam debaixo do altar de Deus, que sabemos estar no céu em contraste com o clamor de Abel, desde a terra;


  • O fogo eterno que queimará os ímpios no lago de fogo e enxofre, em contraste com o fogo eterno que queimou Sodoma e Gomorra.

Todo estudioso, de verdade, assume que há estes dilemas ainda entre os teólogos!

Mortalistas defendem que a Bíblia é mortalista, enquanto imortalistas porém defendem que a Bíblia é imortalista.

Porém sabemos que a Bíblia prega uma ou outra, não pode ser ambas!

Agora vem a seguinte pergunta:

Partindo para o Novo Testamento, a fim de interpretá-la, utilizaremos o Antigo Testamento? Ou utilizaremos a tradição, quer grega ou hebraica?

Aí que está o ponto!

Se o irmão me disser de que é a tradição, não estará seguindo o conselho de Cristo, que recomendou as Antigas Escrituras.

João 5:39;
2 Timóteo 3:16;
Lucas 16:31;

Todo ensino das Novas Escrituras deve ser averiguado segundo as Antigas Escrituras.

A luz, à respeito das Novas Escrituras, só pode vir quando usamos como base as Antigas Escrituras:

Isaías 8:20;

Cristo falou segundo as Antigas Escrituras, Paulo também falou segundo as Antigas Escrituras e de igual modo Pedro e demais apóstolos e escritores bíblicos!

Assim, entendemos de que verso algum das Novas Escrituras contradiz ou revoga qualquer mínimo "til" ou "j" das Antigas Escrituras. Também não a modifica, nem institui preceitos contrários àqueles já existentes nas Antigas Escrituras.

A Bíblia nos tempos de Cristo, ainda era sagrada e imutável!

Porém, hoje, parece que alguns não concordam com isto, e pelo poder da tradição se dispõem a modificar aquilo que havia sido anteriormente escrito!

A questão é que a igreja cristã, não está em conformidade com a Bíblia! Por isto tratam de criar interpretações a fim de dizer de que houve mudança na lei, onde jogam a responsabilidade por todas estas mudança em cima do próprio Cristo, na cruz.

Porque não querem guardar o sábado, as lei dos alimentos, nem crer na morte como um sono inconsciente. Assim se apegam à tradição que lhes foi repassada, deixando de lado os mandamentos de Deus.

E acabam amando mais a tradição do que a Palavra de Deus.

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