quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O surgimento da Doutrina do Santuário

"Para salvar a cara, foi sugerido que talvez Miller tivesse interpretado mal a profecia de Daniel 8:14"

Nesta parte o irmão está proferindo julgamento! Despindo-se de suas vestes cristãs e avaliando o coração daquelas pessoas e ainda de forma generalizada.

Isto é muito grave querido irmão.

Muitos neo-ateus, ao estilo do "porta dos funtos", de forma escarnecedora, ao tratar da morte de cristo, sugerem que os cristão se desapontaram com um falso deus quer viria para salvar os judeus, mas que acabou morrendo e que para "salvar a cara" teriam inventado uma ressurreição.

É o mesmo tipo de julgamento que o irmão tem feito para como os desapontados, querido irmão.

Todos os apóstolos e discípulos de Jesus se desapontaram ao perceber de que aquilo que esperavam, a vinda do reino de Cristo em Glória naquele tempo, não aconteceu! Este desapontamento foi fruto de uma má compreensão da missão do messias.

Cristo sabia que seus seguidores tinham uma compreensão equivocada acerca de sua vinda, mesmo assim não revelou-lhes a verdade imediatamente.

Não se poderia frustrar as expectativas daquelas pessoas, sem que antes vissem o propósito real de Sua vinda, para que tivessem em que se firmarem.

De forma semelhante isto ocorreu com os milleritas, que posteriormente, entenderam o propósito daquele movimento de reavivamento. Assim como os apóstolos e discípulos de Cristo, posteriormente, entenderam o propósito da primeira vinda de Cristo.

Os apóstolos de Cristo foram vistos como sectários, seguidores de um Jesus que afirmava ser o messias. Dor e vergonha acometeram os seguidores de Cristo, quando o reino esperado não veio e Cristo morreu.

Concordará então o irmão com neo-ateus, de que para "salvar a cara" os discípulos se Jesus teriam inventado uma ideia de que o Cristo morto haveria ressuscitado?

Não é assim que as coisas funcionam querido irmão!

A consciência de uma compreensão errada de toda ou parte das escrituras, acerca da missão de Cristo, foi algo que os discípulos de Jesus tiveram que enfrentar, por um período de tempo não muito diferente dos milleritas desapontados.

E há fatos que não podemos ignorar:

Aquela comoção do segundo grande reavivamento, não foi algo natural. Algo sobrenatural sobreveio a todo o mundo e as pessoas realmente voltaram a estudar a Bíblia como que entendendo de que algo importante estaria para acontecer naquele tempo.

Aquelas eram as dores do parto para o surgimento da igreja profética que restauraria as verdades Bíblicas deitadas por terra.

E assim como o legado apostólico se constituiu quando do reaparecimento de Cristo trazendo revelações a seus discípulos sobre Seu ministério. Assim também o legado da igreja que prepararia um povo para o real advento, se constituiu quando Cristo, através de seu testemunho, trouxe revelações àquele povo sobre o seu ministério. Revelações nada novas e que sempre houveram contidas nas Antigas Escrituras.

E assim como Cristo passou da condição de Cordeiro recém sacrificado para a condição de sacerdote no ano de sua ascensão, em 1844 Cristo passa para a última fase de seu ministério, no santuário celestial.

Toda aquela comoção da expectativa do reavivamento não foi por acaso. Semelhante expectativa ocorria antigamente sobre o Povo de Israel, quando se aproximava do Dia da Expiação.

E a aflição que sentiam no momento em que toda a nação estava passando por um julgamento no santo-dos-santos, então culminava em alegria por mais um ano se remissão.

O irmão complementou:

"Não há absolutamente nada na Bíblia que apoie tal doutrina bizarra, "

Porém isto é uma grande inverdade. O dia da expiação era uma representação por meio de simbolismos e que se cumpriria de forma tão real quanto os próprios rituais que o antecedem, o de Cristo sendo sacrificado como Cordeiro. E Cristo atuando em sua função de sacerdote.

O Santuário é real, o sacrifício do Cordeiro é real. O sacerdócio é real, o sumo-sacerdócio é real. Logo, o dia da expiação também é real!

A Purificação do santuário, no cerimonialismo israelita indicava o início dos trabalhos do sumo sacerdote que ocorria uma vez por ano.

Não há como se negar hoje esta compreensão! O santuário era purificado uma vez por ano, dando início aos trabalhos sumo-sacerdotais no santo-dos santos.

E se o irmão disser de que a purificação do santuário não existe na Bíblia, apenas demonstra que não conhece as Antigas Escrituras.

Fato é que as 2.300 tardes e manhãs proféticas, que são literalmente 2.300 anos, se cumprem exatamente no ano de 1844.

Nisto Miller não errou! E não haveria como errar, pois não é difícil contar 2.300 anos à partir do decreto que está bem claro nas escrituras.

Assim, as 2300 tardes e manhãs se cumpriram em 1844, no  que pergunto:

Os desapontados estavam certos em interpretar  o seguinte verso:

"E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. Daniel 8:14"

Como que se referindo àquela purificação do santuário que ocorria uma vez por ano entre o povo de Israel?

Então a purificação do santuário no tempo Israelita não é bíblica, irmão Paulo Cadi?

Não ocorria uma vez por ano, no seio israelita, a purificação do santuário, sendo tudo isto invenção dos adventistas?

Os desapontados apenas tiveram uma ideia do que poderia ser, de fato, aquela purificação.

Até aquela data, não se tinha a consciência que as igrejas têm hoje sobre a existência de um santuário no céu, embora por diversas vezes, tanto no Antigo, quanto no Novo testamento, tenha sido dito de que o santuário que havia na terra era uma cópia do santuário que há no céu!

A primeira impressão de Miller foi de que a purificação do santuário seria de um santuário mesmo! Porém,como o santuário Israelita havia sido há muito destruído, então teria que ser outra coisa.

Analisando versos Bíblicos concluiu que poderia ser a própria Terra que era mostrada como algo que seria purificado pelo fogo!

Para o irmão entender esta questão, basta ver uma linha dispensacionalista que sugere de que o santuário de Israel, será novamente reconstruído de onde sairia as duas testemunhas ditas em apocalipse.

Porém, hoje, a comunidade cristã entende que há um Santuário no céu, onde Cristo exerce seu Sumo-sacerdócio.

Porém, foram primeiramente os adventistas que formularam esta doutrina, e a aplicaram em sua teologia, tornando esta doutrina, em seu cumprimento hoje, no ministério de Cristo, a espinha dorsal do Povo Adventista. Assim como o cerimonialismo em torno do Santuário era a espinha dorsal do Povo Israelita.

Assim, longe de ser uma simples desculpa para o desapontamento (e que seria a última coisa com que se preocupariam naquele momento), a noção da existência de um santuário no céu, permitiu construir a Doutrina do Santuário!

Veja portanto que Luciano Sena tem pregado uma inverdade ao dizer de que a IASD teria surgido de uma falsa predição!

Porque a predição de Miller não causou o surgimento da IASD, mas tão somente dos milleritas.

E os desapontados não eram ainda considerados como a Igreja Adventista.

Porque foi com OUTRA compreensão, ou visão, que de fato deu início à Igreja que Temos hoje.

E esta compreensão é A DO SANTUÁRIO!

Miller, juntamente com todas as igrejas da época, nem de longe imaginavam que haveria um santuário no céu!

Este foi um ensinamento totalmente novo, sobre o qual foi construída toda a Igreja, juntamente com suas doutrinas.

A doutrina do santuário possibilitou a sistematização de todas as doutrinas adventistas, desde a justificação pela fé por meio do sacrifício de Cristo, até o juízo, que é a última parte do ministério de Cristo.

Assim as doutrinas adventistas se dão com base na interpretação dos simbolismos do santuário terrestre, seguindo a mesma linha teológica de ensinamento que era passado ao Povo Israelita, por meio de figuras representativas.

E assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, conseguiu alinhar sua teologia com a compreensão de Paulo, que também desenvolveu sua visão acerca do sacerdócio de Cristo no Santuário celestial em seu ministério sacerdotal e sumo-sacerdotal, por meio da interpretação das figuras simbólicas e rituais contidos no santuário terrestre.

E precisamos entender todo o cerimonialismo até mesmo para dar explicação de o porque de o véu do santuário ter sido rasgado ao meio quando da morte de Cristo. Além de entender o significado de SEU sacrifício e o trabalho que Ele realiza hoje em favor de todo o Seu povo.

E o irmão Paulo Cadi vem me dizer de que os ensinamentos do Santuário é invenção adventista e que não consta nas Escrituras!

TODAS as figuras do santuário tem seu cumprimento! Incluindo os rituais preditos no dia da expiação!

A compreensão alcançada pelos adventistas é de que o dia da expiação, antes prefigurada no santuário terrestre alcançou seu cumprimento naquela data de 22 de outubro de 1844, que foi o final das 2.300 tarde e manhãs, preditas em Daniel e que indicaria o início do dia da expiação, marcada pela purificação do santuário, onde então se realizaria os trabalhos do DIA DA EXPIAÇÃO.

Nada a ver com a Bíblia, irmão Paulo Cadi? Desculpa de adventista para tapar o desapontamento?

Que tipo de julgamento é este?

 E pergunto ao irmão:

Os irmãos Testemunhas de Jeová, tem sua doutrinas fixadas na espinha dorsal do cerimonialismo israelita assim como a Igreja Adventista do Sétimo Dia?

Respondendo esta questão o irmão entenderá o porque de a Igreja Adventista não se desviar dos ensinos Bíblicos a respeito de toda obra de redenção, desde a queda do pecado, até a volta de cristo.

Porque a Doutrina do santuário e os trabalhos que ali seriam realizado se iniciam imediatamente quando Adão e Eva pecaram, simbolicamente recebendo vestes da graça, propiciadas pelo próprio Deus, por meio de sacrifício de animal.

E nas ofertas entregues por seus filhos ao Senhor.

Desta forma, sobre os trilhos de tudo aquilo que foi, detalhadamente, nos ensinado, por meio do cerimonialismo a respeito da obra que Cristo faria em favor da humanidade, a IASD construiu toda a sua compreensão biblico-doutrinária.

Assim, a IASD hoje vive todo aquele cerimonialismo em seu CUMPRIMENTO. Assim como Paulo vivia, entendendo a obra que Cristo fez e continua fazendo em nosso favor em SEU ministério real.

Toda a compreensão de Paulo acerca do ministério que Cristo realiza no santuário celestial, foi extraída do cerimonialismo das Antigas Escrituras. As mesmas que Cristo utilizava para falar de Sua vinda e de Si mesmo.

Cristo disse: Eu sou o pão da vida (referência aos pães da proposição). Eu sou a luz do mundo (referência ao castiçal).

Todas referentes a figuras do cerimonialismo.

João disse: eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Referência ao cerimonialismo.

O santuário e todo aquele cerimonialismo e simbolismo eram pré-figurações dos trabalhos que Cristo realiza hoje em seu ministério real e verdadeiro. Cumprimento de TUDO aquilo que havia sido dito, ensinado e representado.

Porém, muitos cristãos tem dificuldade em aceitar o cumprimento do dia da expiação!

E daí inventam que esta questão de dia da expiação como cumprimento do maior período profético de Daniel é coisa de adventista desapontado!

6 comentários:

  1. Ótima explanação. Deus tem dado muitas oportunidades para Luciano e cia Ltda compreenderem as verdades restauradas pelo movimento profético. Mas eivados pelo preconceito e ira "não dão o braço a torcer". A cada recusa do reconhecimento das verdades apresentadas, entendo melhor as palavras de Jesus em Lucas 16:31 " Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos. "

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  2. Ótima explanação. Deus tem dado muitas oportunidades para Luciano e cia Ltda compreenderem as verdades restauradas pelo movimento profético. Mas eivados pelo preconceito e ira "não dão o braço a torcer". A cada recusa do reconhecimento das verdades apresentadas, entendo melhor as palavras de Jesus em Lucas 16:31 " Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos. "

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  3. Irmão Sr. Adventista.
    Tenho acompanhado o debate entre você e Paulo Cadi.
    Paulo Cadi é presunçoso e se acha irrefutável. É um pobre coitado, mas orgulhoso. Olhe essas citações:
    “Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o ser humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável.” PJ, 154
    “O orgulho não sente necessidade alguma, e assim fecha o coração a Cristo e às infinitas bênçãos que veio dar.” CC, 30
    Mas mesmo que você lide com pessoas assim "antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós." 1 Pedro 3:15
    Que Deus lhe bendiga meu irmão!

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    1. Estamos tendo, pelo menos, um bom treinamento para a paciência e que nunca é demais. Mas creio que Paulo Cadi já não está no mesmo ponto de antes. Mesmo que seja para contradizer, tem conhecido mais acerca da IASD, bem mais que os demais, e assim, bebido nem que seja alguns goles enquanto tenta evitar mergulhar em nossos ensinamentos.

      E sabemos como é difícil sair do engano, ainda que a verdade esteja brilhando com fulgor total à sua frente!

      Mas esperemos que Cristo, por meio do Espírito Santo vença esta batalha e Paulo Cadi saia da escuridão para os Braços de Cristo, plenamente satisfeito em reconhecer todos os mandamentos de Deus.

      E que se torne pleno guardador e defensor da Lei, como seu xará, Paulo, o apóstolo de nosso Senhor Jesus.

      Oremos por este nosso irmão!

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  4. E Luciano Sena está "titubeando" novamente, pensando até em vetar sumariamente os comentários!

    A verdade realmente parece o estar incomodando! Quem sabe daqui a alguns meses ou anos ele venha a dar mais um passo de fé, saindo novamente do engano para abraçar novas verdades a que está tendo contato com os adventistas.

    Para Deus, nada é impossível.

    Oremos também pelo irmão Luciano.

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