terça-feira, 14 de abril de 2015

A purificação do Santuário

Olá, querido irmão. Biblicamente o que mancha o santuário são as nossas transgressões, que ali ficam registradas em livros e que no santuário terrestre era simbolizado pela cortina e pelo altar de incenso onde eram aspergido parte do sangue derramado de cordeiros e outros animais. Quando um cordeiro estava para ser imolado, fora do santuário, a pessoa que ofereceu o sacrifício colocava as mãos sobre a cabeça do cordeiro simbolizando uma transferência dos seus pecados para o animal. O cordeiro então era morto e levado para dentro do santuário, e com ele, os pecados daquela pessoa. O sangue tendo sido aspergido, e o sacrifício tendo sido aceito, o pecador então era perdoado, o sangue porém permanecia sobre a cortina e o altar de incenso do santuário até o dia da expiação. Somente no dia expiação é que o santuário era limpo, simbolizando de que o registro contendo nossos pecados foram apagados. Dois bodes eram separados, uma para o Senhor e que servia fazer expiação por todo o povo e outro para satanás e que era enviado para morrer no deserto. Com o sangue do bode separado para o Senhor era feita a purificação do santuário. Ao final do dia e tendo sido feito todo o ritual de purificação com o sangue do bode separado para o Senhor, o sacerdote então saia do santuário, e o povo entrava em festa porque isto significava de que os pecados de toda aquela nação haviam sido definitivamente eliminados. Enquanto o povo iniciava a festa, o sacerdote então se dirigia ao bode separado para Azazel. Impondo as mãos sobre este bode, toda a culpa referente aos pecados perdoados de todo aquele povo, eram então simbolicamente transferido para aquele bode, que então era levado para fora das portas de Israel, para morrer no deserto. O bode exilado no deserto era uma representação de satanás no milênio de sua prisão, após os salvos haverem sido todos levados ao céu, período este, onde ocorrerá o seu julgamento. Além da condenação que lhes está reservada por conta da rebelião no céu, satanás e seus anjos serão julgados no milênio de sua prisão, juntamente com os ímpios que estarão mortos, quando a terra então estará vazia como um imenso deserto. Os trabalhos realizados fora do santuário, todos os dias e também no dia da expiação, representavam a Cristo como salvador da humanidade aqui na terra, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e que propicia o sangue para perdão e purificação de nossos pecados. Os trabalhos diários no santuário e que eram realizados no primeiro compartimento todos os dias, representavam Cristo, atuando como intercessor e mediador entre Deus e os homens, o nosso sacerdote. O trabalho anual e que era realizado no segundo compartimento, no dia da expiação, representavam Cristo, atuando como intercessor, mediador e agora também como juiz, o nosso sumo-sacerdote. No céu, dentro do Santuário Celestial, Cristo faz uso contínuo de seu sangue UMA VEZ derramado (sem precisar morrer várias vezes como é feito na missa). E com este sangue propicia o perdão para os nossos pecados, diariamente. Juntamente com este serviço diário, na plenitude dos tempos, cristo inciou a obra de juízo no tempo da expiação. Cristo então começou a realizar um trabalho de eliminação dos registros dos pecados dos salvos, e que corresponde a todos aqueles cujos nomes permaneceram no livro da vida. Todos aqueles, porém, que não tiveram seu nome inscrito no livro da vida, ou que tiveram o seu nome apagado, não participarão desta primeira fase do juízo, que é para a salvação. Estes então participarão da segunda fase do juízo que é a de julgamento e que ocorre nos mil anos, juntamente com o julgamento de satanás e seus anjos. Terminada a segunda fase de julgamento e cumprido-se os mil anos de castigo de satanás, iniciar-se-á a fase final do juízo que é a da aplicação da punição, seguida da destruição dos ímpios e de satanás e seus anjos. Terminado o castigo e a destruição dos pecadores e com eles o pecado, haverá então novo céus e nova terra, e a morte deixará de existir. Conclui-se então a obra da redenção e cumpre-se todas as profecias bíblicas. Deus continua então o plano para a humanidade e que tinha desde o Éden, antes que o pecado entrasse no mundo. O homem tem então livre acesso à árvore da vida e o seu fruto que serve para a eterna vida e as suas folhas e que servem para a eterna saúde. Não haverá então mais choro, nem pranto nem dor e viveremos ao lado de Cristo 100% homem e 100% Divino, para sempre, nesta nova terra.

Além das marcas na lembrança e que o tempo tratará de apagar, a única coisa que haverá de diferente no plano original, é que Cristo agora terá que permanecer eternamente com uma natureza também humana, levando consigo nas mãos as marcas da dor que o pecado trouxe ao mundo.

E Cristo se tornou como um de nós, para que por esta aproximação, pudéssemos voltar a fazer parte da família celestial.

E por isto Cristo é o único hábil para servir de mediador entre deus e os homens, porque é o único que carrega sobre si as marcas de nossas transgressões e é o único que conserva em si, hoje, as duas naturezas, tanto Divina quanto humana, o qual permanecerá por toda a eternidade.

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