terça-feira, 13 de agosto de 2013

A criação no Éden e a entrada do pecado


Questionando as escrituras



Acerca da natureza da serpente 

Ora, Moisés foi incumbido por Deus a escrever o relato da Criação. Assim o relato da criação é restringida pela capacidade de análise e percepção e interpretação daquele que está sendo inspirado.

No relato sobre a entrada do pecado no Éden,  inicialmente percebemos Moisés dando uma explicação sobre a peculiaridade da serpente, baseado em seu entendimento.

Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? (Gênesis 3:1)

Percebemos que a conclusão sobre a astúcia se deu por base no procedimento da serpente, enquanto esta argumentava com Eva.

Devemos nos perguntar: Moisés conhecia o comportamento daquele animal antes? Será que aquele animal sempre procedeu naturalmente daquela forma?

Concluímos que a observação da parte de Moisés era a de que a serpente era astuta pelo modo que agiu para com Eva, uma descrição baseada na observação e não no conhecimento.


Acerca do conhecimento da serpente

"Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."  (Gênesis 3:4-5) 

Neste ponto devemos nos perguntar: A serpente conhecia o bem e o mal? Desde quando a serpente conhecia sobre o bem e o mal? De que modo a serpente conheceu sobre o bem e o mal?

Concluímos que a serpente conhecia sobre o bem e o mal.


Acerca do conhecimento de Deus

"Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,"  (Gênesis 3:22) 

Notamos que o conhecimento do bem e do mal já existia da parte de Deus e disto perguntamos: Como a serpente obteve este mesmo conhecimento? Por que a serpente quis passar este conhecimento para Eva? E por que a serpente mentiu quanto ao resultado deste conhecimento?


Acerca do destino da serpente

"Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."  (Gênesis 3:14-15) 


Acerca de Satanás

"Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela." (Jó 1:7)

A origem de Satanás era de rodear e passear pela terra.

Já sabemos que a serpente do Éden atuou de forma a corromper Adão e Eva, e teve êxito, colocando-os em um estado de profunda desgraça, fazendo-os perder todas as bênçãos que tinham recebido, inclusive o jardim que possuíam.

Sabemos também que Satanás, na terra, atuou de forma a corromper Jó, mas não logrou êxito, mesmo colocando-o em um estado de profunda desgraça, fazendo-o perder todas as bênçãos que tinha recebido, tudo que possuía.


O intento da serpente e de Satanás

Percebemos que o intento, tanto da serpente como de Satanás é a de tentar a humanidade a fim de fazê-la pecar contra o Senhor. Notamos que o resultado de suas ações se constitui em um estado de desgraça sobre a humanidade.

Seriam a serpente e Satanás, dois agentes distintos, com o mesmo intento?


Acerca do rei de Tiro

"Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti." Ezequiel 28:13-15

Notamos que o rei de Tiro, também esteve no Éden, como a serpente, notamos que, tal como satanás, era um anjo. Também notamos que tinha acesso à visitar à Deus, como Satanás o tinha no livro de Jó. Aqui porém diz que o rei de Tiro um dia se achou em iniquidade.


Acerca do rei de Babilônia

"Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo". Mas às profundezas do Sheol você será levado, irá ao fundo do abismo!" (Isaías 12:15)

Percebemos que este rei esteve no céu e foi lançado para terra, e deseja subir novamente ao céu, estabelecendo-se acima do trono de Deus.


Acerca das semelhanças nas descrições destes personagens

Semelhanças da serpente e de Satanás
Criaturas que, além da humanidade, também conhecem o bem e o mal.
Tentam a humanidade.
Trazem desgraça para a humanidade.
Usam de ardis e persuasão em seus diálogos.

Semelhanças da serpente e do rei de Tiro
Ambos estiveram no Éden.
Praticam a iniquidade (desobediência à Deus).

Semelhanças da serpente e do rei de Babilônia
Foram jogados por terra;
Prostravam a humanidade;
Foram amaldiçoados por Deus.

Semelhança de Satanás e do rei de Tiro
Origem angelical.

Semelhanças de Satanás e do rei de Babilônia
Ambos eram criaturas angelicais.
Em certo momento se encontraram na terra.
Denotam capacidade de subir novamente ao céu.

Semelhanças do rei de Tiro e do rei de Babilônia
Estiveram junto de Deus;
Se cobriam de glória;
Eram perfeitos em seus caminhos até caírem em iniquidade;
Eram vaidosos;
Tinham extrema proximidade com Deus;

Semelhanças da serpente, de Satanás, do rei de Tiro e do rei de Babilônia.
Atuam corrompendo o povo de Deus.


Conclusão mais lógica:

A serpente, bem como os reis de Tiro e Babilônia atuam em primeira pessoa, corrompendo a humanidade. Satanás porém se difere, porque utiliza de outras pessoas para seu intento, como demonstrado em Jó. Mas é possível que tanto a serpente como os reis de Tiro e Babilônia, tenham sido, também, seres manipulados por satanás.

Os seres manipulados estariam então personificando, nas descrições bíblicas, as características daquele que os manipulavam, Satanás, remontando sua origem, e o que aconteceu para esta criatura estar rodeando e passeando pela terra, bem como seu objetivo:

Origem: Céu;
Função: Querubin ungido da guarda
Caráter original: Estrela da manhã, perfeito em seus caminhos, desde o dia em que foi criado, até que se achou iniquidade nele;
Aparência: Modelo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza;
Desejo: Subir ao céu acima das estrelas de Deus e exaltar o seu próprio trono;
Destino: Atirado por terra;

Passsagem: Jardim do Éden;
Vestimenta: Pedras preciosas;
Caráter: Vaidoso, astuto;
Destino: Ferir o calcanhar da semente da descedência de Eva e ter sua cabeça esmagada;

Habitação atual: Terra;
Caráter: Mentiroso, enganador, tentador, corruptor de homens e nações;
Destino: Sheol, fundo do abismo;


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mensageiros do Diabo

Sobre a Divindade de Cristo



Exemplo em função:
O Pai é o Juiz e o Filho o advogado. O Juiz é maior do que o Advogado.  


Exemplo em ofício:
Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo; Provérbios 8:30

Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. 1 Coríntios 3:10

Em posição:
Pai e Filho.


Em essência:
Ambos representam o amor e a Justiça.

Em caráter:
Ambos são completamente santos, em Deus, não habita qualquer tipo de mal.

Em natureza:
São Divinos e eternos, onicientes, onipresentes e onipotentes, onde se escondem todos os tesouros da sabedoria e das ciências.

sábado, 10 de agosto de 2013

O sábado entre o Gênesis e o Êxodo


Uma defesa apologética sobre a guarda do sábado no gênesis, aos que crêem na guarda do domingo.

Veja por este ângulo:

O pentateuco não relata se Adão se alimentava, mas devemos crer que sim porque isto é uma necessidade fisiológica.

A questão é se o sábado é uma questão fisiológica (de descanso) necessária, ou se o homem consegue trabalhar como máquina 7 dias na semana sem prejuízo à sua saúde física, espiritual e familiar.

Assim é mais razoavel crer de que Adão não trabalhava no dia de sábado e descansava conforme Deus deu exemplo. Além do que, se não fosse para ser seguido pelo homem, não haveria porque haver o sétimo dia, porque se o sétimo dia não foi criado para o homem, então para Deus é que não foi, porque está escrito que Deus não se cansa nem se fadiga.

E seria muita coincidência, em Êxodo 20 Deus ter exigido a guarda do sábado, como lembraça, citando os eventos da criação.

E a palavra santificar significa separar, então sendo que Deus santificou o sábado, então o separou para algum propósito.

Veja então que se o sábado fosse substituído, pelo domingo, o domingo deveria cair no sétimo Dia, assim apenas se trocaria o nome de sábado para domingo (muitos protestantes crêem que a troca do sábado pelo domingo se deu em razão de uma homenagem à ressurreição de Cristo).

Veja também que se homenagear o primeiro dia da semana, não significa necessáriamente que se deva deixar de observar o sábado.

Se a observância do domingo se deu como uma homenagem, todo homem é livre para decidir aderir a esta homenagem ou não, porque Deus não obrigou o homem a homenageá-lo no domingo, isto não consta nas escrituras.

Assim, a homenagem seriam para aqueles que decidissem aderir à homenagem. O que então proibiria os judeus de continuarem guardando o sábado como sempre fizeram?

De forma que na Bíblia não encontramos mandamento contra a guarda do sábado.

Enfim, não há texto que indique a cessação da guarda do sábado, nem a proibição da guarda deste dia.

Jesus também não nos pediu para homenageá-lo guardando o primeiro dia da semana, isto não consta nas escrituras.

Veja uma incoerência:

Mesmo com o silêncio das escrituras os dominguistas tem fé de que os primeiros cristãos já guardavam o domingo.

Mas justificam pelo silêncio das escrituras de que Adão não guardava o sábado.

No gênesis vemos um exemplo claro do próprio Deus guardando o sábado, mas veja que os dominguistas usam exemplos de ações de apóstolos denotados no primeiro dia da semana e julgam que este exemplo seja suficiente para se crer na guarda do domigo.

Incoerência e contradição entre aquilo que pregam e defendem.

Porque se creem que pelo exemplo de homens é possível se afirmar com certeza de que se deve guardar o primeiro dia da semana, então por que pelo exemplo do próprio Deus não se creria que Adão deveria guardar o sétimo dia da semana?

Se mesmo com o silêncio das escrituras se crê com fervor na guarda de um domingo por parte dos primeiros cristãos, então por que com o silêncio das escrituras não se crê com fervor na guarda do sábado por Adão.

Porque o domingo não tem antecedentes nas escrituras na época dos primeiros cristãos, mas o sábado já tinha antecedente na época de Adão.

Vemos a criação do sábado nas escrituras na época de Adão, mas não vemos o domingo sendo criado nas escrituras na época dos primeiros cristãos.

Vemos Deus dando exemplo guardando o sábado na época de Adão, mas não vemos Jesus dando exemplo guardando o domingo na época dos primeiros cristãos. Justamente o contrário, pois vemos tanto Jesus como os primeiros cristãos dando exemplos de guarda do sábado.

Alguns domingistas alegam: Ah! os discípulos guardavam o sábado para agradar os judeus!

Da mesma forma poderíamos alegar: Ah! então os discípulos guardavam o domingo para agradar os pagãos. Porque já naquela época o domingo era guardado exclusivamente pelos pagãos.

Portanto não há argumentos em favor do domingo, como o silêncio das escrituras que não possa ser usado também em favor do sábado no Gênesis. Se pelo exemplo podem defender o domingo nas escrituras, por este mesmo exemplo também se pode defender o sábado.

Mas a questão é que vemos o sábado na criação de gênesis, nos 10 mandamentos e também sendo praticado por Jesus e os apóstolos de forma explícita.

Quanto ao domingo sequer vemos tal dia ser homenageado, ou guardado nem por Deus, nem por Cristo, nem pelos apóstolos, nem pelos cristãos.

Se por causa do judaísmo ou não, o que vemos nas escrituras são todos estes guardando o sábado e não o domingo.

Se a guarda do sábado fosse errada, Jesus haveria advertido posteriormente, todas aquelas mulheres que o foram visitar em sua tumba, pois no dia anterior haviam guardado o sábado. E deveria advertir a Paulo que por diversas vezes insistiu em fazer suas coisas religiosas no sábado.

Então se Deus não repreendeu a Paulo, por que repreendieria os cristãos? Parece então que, no mínimio, Deus deixou passar batido e permitiu que continuassem guardando o sábado.

E não vemos nenhuma intervenção divina em favor do domingo.

Querer homenagerar a ressurreição de Cristo é uma coisa, agora querer que todos os sabatistas aderem à esta homenagem é outra coisa. Onde está o livre harbítrio? Pois se não é uma questão de Lei, por que os cristãos sabatistas deveriam seguir tal homenagem?

Porque como cristãos seremos julgados pela lei e se, nela, não há condenação alguma àquele que guarde o sábado, por que então deveríamos cessar de guardar este dia?

Portanto não há nada na Bíblia que impeça o cristão de guardar o sábado e os teólogos domingistas sabem bem disto!

Os cristãos sabatistas estão errados em guardar o sábado? Não! Não estão! E será que estão errados em não guardar o domingo! Não! Também não estão.

E veja esta questão bem intrigante:

Se os dominguistas se sentem confortáveis em guardar o domingo em homenagem à ressurreição de Cristo, por que os sabatistas então não poderiam se sentir confortáveis em continuar guardando o sábado em homenagem ao descanso mortuário de Jesus durante o sábado, e também em homenagem ao costume de Jesus em ir às sinagogas ao sábado, e ao quarto mandamento que Deus entregou e também ao memorial da criação que consta no Gênesis e em Êxodo 20!?

Veja que o motivo para os sabatistas guardarem o sábado, bem como a quantidade de homenagens disponíveis é muito maior do que aqueles que sobram para o domingo.

Ah! Jesus ressuscitou no domingo!

Mas foi depois de ter guardado o sábado!

Então seria melhor que guardássemos o sábado como Jesus guardou e ressuscitássemos no domingo como Jesus ressuscitou.

Seria então o caso de homenagear a ressurreição de Cristo batizando as pessoas neste dia, porque o batismo significa morrer para a antiga vida e nascer denovo com Cristo para um nova vida.

Ou então continuaríamos observando a páscoa, fazendo-a toda semana.

Agora não vejo muito sentido em transformar uma homenagem de páscoa semanal em um sábado! Os significados são deveras diferentes.

Sábado e páscoa semanal, mesmo que por homenagem, não deveriam se excluir!

O problema porém, é querer juntar os dois e fazer um dia só.

E pelo conhecimento histórico podemos afirmar categoricamente que isto só foi concretizado no período de Roma Papal e não antes.

E se ocorrera antes, este assunto haveria causado mais dissenções entre os cristãos de origem judia e os gentios de origem pagã do que um acordo.

E se levarmos em conta que os pagãos já tinham por costume a guarda do domingo, então entenderíamos a vontade de se juntar o sábado e o domingo em um dia só.

Mas estes eventos estão totalmente fora das escrituras, de forma que não há como ter certeza se tais acontecimentos haveriam sido dirigidos por Deus.

Assim se queremos segurança e firmamento nas escrituras, temos o sábado. Tanto que se pegarmos este livro, a Bíblia e a entregarmos à uma grupo de pessoas que nunca ouviu sobre religião, este certamente guardarão o sábado. Porque a menos que um pastor dominguista por exemplo, vá lá, pregue e explique sobre a homenagem da páscoa semanal, jamais um povo que usa somente a bíblia poderá supor que haveria ocorrido a mudança do sábado para o domingo.

E a coisa se complicaria, pois, sobre o 'dia do Senhor' (expressão da qual se derivou o uso da palavra domingo), encontrariam isto:

"Ai daqueles que desejam o dia do Senhor! Para que quereis vós este dia do Senhor? Será de trevas e não de luz."

"Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor; dia nublado; será o tempo dos gentios."

"Ai do dia! Porque o dia do Senhor está perto, e virá como uma assolação do Todo-Poderoso"

"O grande dia do Senhor está perto, sim, está perto, e se apressa muito; amarga é a voz do dia do Senhor; clamará ali o poderoso"

"Clamai, pois, o dia do Senhor está perto; vem do Todo-Poderoso como assolação"

E como resultado, estes novos cristãos recém convertidos, correriam de medo para debaixo da cama com medo deste tal dia do senhor.

Mas isto não aconteceria se mostrássemos o verdadeiro e o único que é SANTO dia do Senhor de Isaías 58:13-14

Aqui concluo minha exposicão crente de que os que atendem à razão se firmem no dia seguro do sábado e não nas conjecturas acerca do domingo.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O espirito santo ao se manifestar, pode derrubar as pessoas?

O modelo da ressurreição - Parte I

Quando vamos à Bíblia, em busca de um modelo que nos mostre como será a ressurreição, encontramos vários exemplos nas passagens que falam sobre a ressurreição de Lázaro, Moisés e do Próprio Jesus, dentre outros.

Fato interessante a se notar é que a Bíblia nos revela que tanto justos quanto ímpios ressuscitarão futuramente, uns para a salvação e outros para a perdição.

Não há dúvidas de que os ímpios ressuscitarão com corpos carnais para sofrerem o castigo, mas será que a ressurreição dos justos será diferente?

Na Bíblia encontramos:

Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 1 Tessalonicenses 4:17

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15:52

Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. 1 Coríntios 15:53

E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. 1 Coríntios 15:54

Notamos também que a palavra de Paulo possui precedentes nas próprias escrituras:

Muitos cristãos sinceros tendem a matar a "charada" dizendo que o corpo corruptível é o corpo carnal, enquanto que o corpo incorruptível é o corpo espiritual.

Observando a fundo a Palavra de Deus encontramos precedentes para esta forma de linguagem, como em:

E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Romanos 1:23

Isto pode parecer tanto reforçar quanto minar a crença acima estabelecida.

Mas para se manter esta interpretação é preciso se responder algumas questões:


Quanto à corruptibilidade e incorruptibilidade de corpos carnais e corpos espirituais

a) Se o corpo incorruptível é o espiritual, por que então os próprios anjos de Deus se corromperam, sendo então à partir deles que o pecado contaminou o homem? Isto não nos leva a pensar de que o corpo espiritual é que na verdade seja mais propenso à corrupção do que o corpo carnal, haja vista que através de uma criatura espiritual o pecado veio à existência?

b) Não seria razoável pensar de que a corruptibilidade tem mais a ver com a moral do que própriamente com o corpo, seja ele carnal ou espiritual?

c) Se o corpo canal é por natureza corruptível, por que então Adão e Eva então só conseguiriam pecar após comer o fruto da árvore do bem e do mal? E se o corpo espiritual é incorruptível, por que então Satanás conseguiu pecar sem nem mesmo ter provado do fruto do conhecimento do bem e do mal?

d) O versículo de Romanos 1:23, não dá a entender de que houve uma mudança na natureza humana e que esta mudança é que tornou o corpo carnal corruptível? Sendo assim, não seria o corpo humano, incorruptível, antes do pecado, assim como eram os do anjos de Deus, também antes de haverem pecado?

Notemos que estas são apenas as questões acerca da corruptibilidade ou incorruptibilidade de corpos carnais e espirituais, porque há muitas outras a serem levantadas.


O modelo da ressurreição

Ao analizar as escrituras à procura de um modelo de como será a ressurreição dos justos, encontramos várias passagens que nos mostram pessoas que passaram pela ressurreição, como Lázaro, Moisés, Jesus, dentre outros.

A Bíblia nos mostra claramente que Lázaro e Jesus ressuscitaram com seus corpos, no caso de Jesus houve mudança, de forma que seus próprios discípulos não o reconheceram à primeira vista. O próprio Jesus permitiu que um de seus discípulos tocasse em suas feridas, com o objetivo explícito de demonstrar que era de carne.

No caso de Moisés, houve uma disputa pelo seu corpo entre Miguel e Satanás.


O modelo do arrebatamento

A Bíblia também nos mostra vários exemplos sobre o arrebatamento. No caso de Enoque, este foi transladado, quando Deus o tomou para si. No caso de Elias, subiu ao céu em uma carruagem diante dos olhos de Elizeu. No caso de Moisés, o Arcanjo Miguel, veio buscá-lo.


Características corpóreas dos salvos após a ressurreição

A Bíblia nos dá um vislumbre de como será a vida no céu. Relata que nos sentaremos à messa juntamente com Abraão, também que tomaremos da uva e que comeremos do fruto da árvore da vida. Também de que utilizaremos as folhas desta árvore para a cura das nações.

A Bíblia também nos mostra que os justos habitarão em casas, habitarão também em uma cidade devidamente preparada, que é composta de pedras e outros materiais preciosos. A Bíblia relata também que na nova terra construiremos casas, plantaremos vinhas e trabalharemos com a nova terra.

Então surgem algumas peguntas:

a) Por que corpos espirituais habitariam em uma nova terra, uma nova cidade e uma nova casa?
b) Por que corpos espirituais comeriam, beberiam e se sentariam à mesa?

De tudo percebemos que só pode haver um equívoco quanto à natureza dos corpos espirituais.


Características dos corpos espirituais

A Bíblia nos relata que Lúcifer se cobria, ou era coberto de pedras preciosas. Nos relata também que o alimento dos anjos, o maná, foi dado ao homem em certo período da história do Povo de Deus e este alimento possuía as características de um alimento humano, sendo perfeitamente compatível, também com as necessidades nutricionais humanas.

A Bíblia também nos relata episódios em que anjos se alimentaram de comida terrestre, assim como os homens se alimentaram de comida celeste.

A Bíblia também nos relata que corpos espirituais batalham e que podem portar espadas flamejantes.

Disto surgem algumas perguntas:

a) Corpos espirituais precisam se alimentar?
b) Corpos espirituais dão valor à pedras que são físicas?
c) Como corpos espirituais poderiam batalhar?


Levantamentos sobre a corruptibilidade e a incorruptibilidade

Percebemos que a corruptibilidade está mais ligada à uma condição moral do que física e que no aspecto físico é mais razoável pensar que a corruptibilidade e a incorruptibilidade, na Bíblia, se trate de uma comparação entre os aspectos de perfeição físca (como as denotadas em Adão e Eva), com os aspectos de imperfeição física, como no próprio caso de Paulo, sujeito à doenças e ao envelhecimento.

Isto é reforçado pelo fato de que na nova terra comeremos da árvore da vida, e tomaremos de suas folhas.

Isto, muito apoia a visão adventista de que tanto as folhas como o fruto se tratem de curas preventivas para os males do envelhecimento, do adoecimento do corpo e também como meio de perpetuação da vida. concedendo a vida eterna.


Levantamentos sobre os corpos espirituais

Por meio da Bíblia, notamos que o erro só pode estar na nossa compreensão acerca dos corpos espirituais que, por meio da mitologia grega, pensaríamos não ter propriedade física. A própria Bíblia, quanto ao novo testamento, foi feita em escrita grega, e o próprio Israel era influenciado por esta cultura, mas mesmo assim, não encontramos na Bíblia, qualquer apoio à esta visão de corpos espirituais imateriais.

A Bíblia, ao tratar tanto da pessoa humana como dos anjos, demonstra mais que se referiram à espíritos dentro de um corpo, o que podemos chamar de corpos espirituais.

A visão israelita sobre espírito, também não se parecia com a mesma visão grega. O espírito bíblico é visto como um sopro de vida que sai da boca de Deus, um princípio ativo e não uma vida propriamente dita. O livro de Gênesis demonstra que o homem só se tornou vivente à partir do momento que passou a possuir alma, mediante a colocação do espírito em um corpo, surgindo assim uma alma consciente, totalmente dependente do corpo para exercer as suas faculdades vitais.


Levantamentos sobre a relação entre os corpos espirituais dos humanos e dos anjos.

A Bíblia aproxima os corpos dos anjos mais à um corpo parecido com os dos seres humanos do que parecido com um corpo composto puramente de espírito, mesmo não sendo estes corpos constituídos de carne. A sequência lógica é de que Deus é espirito e que o espírito de Deus é colocado nos corpos tanto dos anjos como do ser humano, possibilitando a vida. Assim, podemos crer que anjos tenham corpos espirituais mas não que sejam tão somente compostos de espírito e no fim das contas, tanto homens quanto anjos contém este princípio ativo necessário à vida que é o espírito.


Levantamentos sobre o modelo da ressurreição

Bíblicamente está claro de que a ressurreição dos justos será corpórea, assim como a ressurreição dos ímpios, com a diferença de que habitaremos em um corpo de natureza espiritual incorruptível. A Bíblia nos leva a crer de que tais corpos serão ainda humanos, porém diferentes dos corpos corrompidos pelo pecado que temos hoje, mas em semelhança ao corpo que Cristo possui desde a ressurreição, porquando seus discípulos não o conseguiu reconhecer. Mas será que estes corpos seriam de carne e osso?

Leia a Parte II

O modelo da ressurreição - Parte II

Leia antes a Parte I

Pessoalmente acredito que a opinião adventista de que estes corpos que os santos hão de ter, após a ressurreição, seriam corpos glorificados é a que melhor explica a condição física do homem, segundo o que nos é relatado na Bíblia. Pois se Jesus pode transformar o caráter humano pervertido, por que não haveríamos de crer que, pelo mesmo poder, Jesus possa restaurar também o degradado e pervertido corpo humano de volta à semelhança de Adão, onde a carne não era corrupta nem levava o homem pecar?

A Bíblia apresenta que, após a conversão e o 'tornar nova criatura', o homem passa, moralmente, a andar em espírito, tendo então uma mente inclinada às coisas espirituais. Ao mesmo tempo, afirma que o homem convertido continua suscetível aos desejos da carne pecaminosa.

Assim sendo, devemos crer de que Paulo se referia justamente à isto, quando falava sobre a corruptibilidade e a incorruptibilidade do corpo, mencionando a conversão deste corpo corrupo, para um corpo incorrupto, completando o a obra que Cristo inicia em cada pessoa, quando previamente reveste o caráter corrupto, por um caráter incorrupto, através da conversão.


Acerca do revestimento da incorruptibilidade

Com isto, creio que harmonizamos a questão no que se refere aos corpos espirituais que os santos hão de ter por ocasião da volta de Cristo. A alma dos santos habitarão em corpos, que habitarão em casas, e habitarão a nova terra. Estes corpos então não serão mais estimulados pelos parazeres da carne, mas sim pelos prazeres espirituais, das coisas elevada, coisas como altruísmo, benignidade, bondade e todas aquelas características manifetadas através de Jesus Cristo e que se refletem hoje nos santos que passam pela transformação passando a serem movidos pelas coisas espirituais e se agradando delas.

Tendo já uma consciência espiritual e com a chegada de um corpo espiritual, nós os salvos, estaremos completamente transformados e incorruptíveis. Permaneceremos com a mesma mente, inclinada às coisas espirituais, mas também permaneceremos com corpos de carne e osso, mas agora também inclinados às coisas espirituais.


Acerca do princípio da vida neste planeta

Esta forma de visualizar os assuntos em torno da questão dos corpos espirituais, permite até que se dê uma explicação para o fato de Adão e Eva terem se sentido nus após pecarem. Em verdade, após pecarem, as vestes de glória que estava sobre eles os deixaram. Sentido falta desta veste, sentiram-se nus e mais do que isto, ficaram indefesos contra o pecado.

Podemos ter um vislubre do que seriam os efeitos destas vestes ou revestimentos no aspecto físico da pessoa humana, através da glória de Deus que ficou impressa no rosto de Moisés quando desceu do monte Sinai após receber as táboas contendo os mandamento. Moisés teve que se cobrir, porque os homens não suportavam ver o brilho em seu rosto.

A reação de Adão e eva seriam por motivos opostos, ou seja, justamente porque não tinham mais aquele vislumbre de glória a cobrir-lhes, trataram de cobrir a sua nudez.

Deste modo a árvore da vida seria a representação de uma escolha, no que se referia a permanecer ao lado de Deus com estes benefícios que impediam o pecado de atuar na vida do ser humano ou rejeitá-Lo a fim de poderem conhecer sobre o bem e o mal.

Ao comer do fruto, Adão e Eva conheceram o mal e o pecado, a glória que estava antes sobre eles se retirou e ficaram nus e segundo o que escolheram, teriam que enfrentar e resistir ao pecado por suas próprias forças. Mas satanás sabia que sem tais proteções o homem estaria totalmente indefeso e passíveis de estar sob sua influência. Deus em sua oniciência também sabia e tratou de alertar ao homem.

Adão e Eva entendiam que ao desobedecer, estariam rejeitando esta proteção Divina de incorruptibilidade que os envolviam, mas na tentação da serpente imaginavam que com a desobediência estariam permintindo a si mesmos serem como Deus, com a capacidade de se auto governarem através de seu próprio entendimento.

Mas conheceram que o siginificado maior de pecado é a separação de Deus. Ao escolherem provar do fruto e de uma nova vida, também escolheram se privar da incorruptibilidade que os revestiam, levados pelo desejo que tinham de fazerem de si mesmo deuses.

Destituídos da graça da proteção que estava sobre eles, perceberam que não se tornaram como deuses, e agora, indefesos, passaram a sofrer tormentos de dúvida, vergonha, medo e arrependimento. Ao provar do fruto, o revestimento de incorruptibilidade foi retirado, os olhos de Adão e Eva se abriram para o entendimento do que era o mal e perceberam o mal no que fizeram ao desobedecer à Deus e se lembraram do que Deus havia dito sobre a morte de quem provasse do fruto.

O próprio Jesus Cristo abdicou da proteção divina que estava sobre ele para ser tentado no deserto e ser provado, mas Cristo venceu à tentação que Adão e Eva não conseguiram vencer, a tentação de colocarem a sua própria vontade acima da vontade de Deus.

Isto nos mostra que o modelo do corpo espiritual que teremos, será a exata condição que Adão e Eva tinham antes de caírem em pecado, estando então o homem, novamente, revestidos da incorruptibilidade e livres da ameaça do mal.


A condição do corpo humano hoje

O corpo que antes era protegido do pecado, tornou-se indefeso e à partir de então, o inimigo maligno que a bíblia chama de Diabo e Satanás tratou de acelerar o processo de entranhamento do mal na mente e no corpo de cada ser humano, plantando ali as sementes da morte tão presente nas más obras humanas dos dias atuais. Hoje o homem furta e mata, mas este mesmo homem também acaba padecendo por meio de uma vingança familiar, ou uma intervenção policial. Mulheres adulteram e acabam sendo mortas por seus companheiros. Homens mentem,criam inimigos e acabam colhendo aquilo que plantaram ou permitiram ser plantado dentro de si mesmos. As sementes da morte é plantada no íntimo de governantes que roubam e deixam morrer vários de seus semelhantes por falta de assistência. Homens cobiçam e tiram o pouco que resta de quem não tem, deixando-os à mingua e à morte.

Sementes da morte é o que o pecado planta dentro de cada pessoa, que outrora se agradaram nas coisas que acabam por corromper a saúde física, mental e espiritual de cada ser humano. Vemos esta degradação enquanto, um jovem, que nasceu como uma criança inocente, perde suas vestes da inocência, sendo coberto cada vez mais pela corruptibilidade e capacidade de praticar, o mal, que Adão e Eva um dia desejaram conhecer.

Na história, homens adoraram outros deuses e sacrificam seus próprios filhos. Homens amaram a si mesmos, procurando estabelecer a sua vontade egoísta por onde alcançava seu poder. Criaram por si mesmos seus próprios princípios de moralidade e estabeleceram seus próprios conceitos de certo e errado.

Quem ama demais a si mesmo se perde, como satanás se perdeu. O amor de Deus é diferente, porque cria e se doa, incondicionalmente, criando vida e salvando vidas.

Mas mesmo conhecendo o caráter bondoso de Deus, homens tomam o nome de Deus em vão e zombam de sua presença, afastando de si a sua proteção e permitindo a abreviação do resultado dos seus pecados. Como loucos, se colocando à mercer dos seus próprios inimigos e da morte, e não apenas isto, mas também à mercê do maior dos inimigos que é Satanás e de seus demônios.

E os que não houvem a voz de Deus, trabalham dia e noite além da necessidade, pois criam para si muitas necessidades, e quando as suprem, arrumam novas necessidades. Em seu dia-a-dia, comem mal e dormem mal e chegam no final de semana esgotados, não fazendo uso do descanso, nem das boas coisas que Deus criou, nem da água, nem dos nutrientes das frutas, nem das noites de sono, nem do dia de descanso.

Corpos cansados e sobrecarregados, escravizados pelo pecado que trouxe ao homem, excassez e necessidade onde antes havia abundância. Alimentam suas mentes e corpos com coisas más, colocando-se à mercê de doenças, tanto físicas, quanto psicológicas e principalmente morais.

De tudo tiramos que o corpo é algo importante e que faz parte da pessoa humana, e que para resolver o problema das fraquezas materiais, Deus haverá de eliminar o pecado do mundo e restaurar o mundo que Ele criou originalmente fazendo tudo novo e ainda melhor.

Teremos corpos glorificados e restaurados à perfeição original de Adão e Eva, e não teremos marcas alguma do pecado, nem cicatrizes, nem imperfeições, seremos todos jovens, belos, saudáves, felizes e completamente realizados. Continuaremos a observar as estrelas no céu e a usufruir da água, do sabor das frutas, do gostinho das ervas, de um abraço amigo e de um afago irmão.

Teremos a companhia de muitos animais, em um mundo belo e magnífico onde ouviremos o canto dos pássaros e sentiremos os perfumes das rosas, que não terão mais espinhos. E teremos principalmente a companhia de Deus e poderemos conversar face-a-face, Cristo nos mostrará os resultados do pecado nas cicatrizes de suas mãos e de sua costela e poderemos ver a glória que Jesus manifestou ao transfigurar-se aos seus discípulos.

Teremos alguém totalmente homem e totalmente divino caminhando entre nós e vivendo entre nós. Desfrutaremos de seu amor e carinho eterno, ele será o nosso Rei. E todos nós, como irmãos, seremos uma família composta por filhos de Deus e príncipes herdeiros deste mundo. Em um reino eterno, governado por um rei Justo e amoroso, que conhece o ser humano e passou pelas terríveis dificuldades que passamos e que nos ama incondicionalmente.

(Sr. Adventista)