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sábado, 21 de outubro de 2017

A imortalidade da alma é uma invenção bíblica?


Toda ideia de imortalidade da alma está centrada
no poder do diabo

Olá, irmão Eduardo, qual é o castigo destinado ao pecador, segundo Deus?

"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente MORRERÁS". Gênesis 2:17

"Porque o salário do pecado é a MORTE, mas o dom gratuito de Deus é a VIDA eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 6:23

Cristo, irmão, é o exemplo do castigo que estava destinado a nós! Cristo não ficou sendo chicoteado eternamente, mas foi logo morto.

Assim como Romanos 6:2, o que está em contraste em Mateus 25:46 é a recompensa de cada um, sendo a vida eterna para os salvos e a morte eterna pra os ímpios:

""E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna". Mateus 25:46

O castigo e punição dos ímpios culmina com a morte.

O castigo não tem tempo determinado para terminar e será infligido aos ímpios até que se complete o castigo de todos e o resultado é perdição eterna destas almas, a morte eterna.

A Bíblia NÃO usa a expressão "alma eterna"! O fogo é eterno e o castigo (Lucas 12:47-49) é eterno, nunca se apaga, até que os ímpios sejam todos inteiramente consumidos.

Para entender o sentido de eternidade deste castigo, temos que usar como base aquilo que foi colocado de exemplo acerca deste castigo e suas consequências, eis alguns:

"De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o CASTIGO DO FOGO ETERNO, elas servem de EXEMPLO." Judas 1:7

Sodoma e Gomorra bem como aquele monte de cidades que a rodeavam podem ser vistas queimando nos dias de hoje?

Não! Não é mesmo irmão?!

Outros antecedentes do uso destas expressões atribuídas ao castigo no lago de fogo:

"Porque será o dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela contenda de Sião.
E os seus ribeiros se tornarão em pez, e o seu pó em enxofre, e a sua terra em pez ardente.
NEM DE NOITE NEM DE DIA SE APAGARÁ; PARA SEMPRE SUA FUMAÇA SUBIRÁ; de GERAÇÃO EM GERAÇÃO será assolada; PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS ninguém passará por ela." Isaías 34:8-10

São as mesmas expressões usadas pelos servos e profetas para se referir ao castigo no lago de fogo.

São estes exemplo que nos mostram se o tormento provindo do castigo será eterno ou se por acaso o tal castigo  culmina na destruição de tudo.

Diante destes casos o cristão tem apenas duas opções: acreditar que o tormento dos ímpios não será eterno, ou então assumir de que estes lugares que sofreram a pena do fogo eterno estão queimando ainda nos dias de hoje.

Porque não se pode interpretar o castigo daqueles exemplos de um jeito e o castigo no lago de fogo de outro jeito sendo que ambos os exemplos usam as mesmas expressões!

O Geena ou Vale de Hinom:

"Chegou a queimar seus filhos em sacrifício, no vale de Ben-Hinom; praticou feitiçaria, adivinhação e magia, e consultou médiuns e espíritas. Fez o que o Senhor reprova, provocando-o à ira." 2 Crônicas 33:6

Este lugar usado tanto pelos profetas como por Jesus apresentavam fogo e vermes que queimavam e consumiam tudo que era jogado ali a todo tempo, mas nenhum cadáver ali ficava queimando eternamente:

"Por isso, certamente vêm os dias, declara o Senhor, em que não mais chamarão este lugar Tofete ou vale de Ben-Hinom, mas vale da Matança, pois ali enterrarão cadáveres até que não haja mais lugar.
Então os cadáveres deste povo servirão de comida para as aves e para os animais, e não haverá quem os afugente." Jeremias 7:32,33

Isaías escreve sob ordem de Deus acerca deste este mesmo lugar a fim de ilustrar o castigo final dos ímpios:

"Sairão e verão os cadáveres dos que se rebelaram contra mim; o seu verme não morrerá, e o seu fogo não se apagará, e causarão repugnância a toda a humanidade. " Isaías 66:24

São cadáveres que se vê como resultado deste castigo o e não pessoas vivas queimando eternamente.

O castigo, o fogo, é eterno, esta é a natureza do castigo, os ímpios poderiam queimar ali eternamente caso não houvesse sido estabelecido a sua destruição por completo, extirpação do pecado e dos pecadores e o estabelecimento de um novo céu e uma nova terra neste nosso mundo destruído pelo fogo:

"E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou." Apocalipse 20:9

O que acontece com este mundo:

"Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça." 2 Pedro 3:10-13

Não existe nenhum tipo de vida reservado ao ímpio, nem mesmo em um estado intermediário.

Assim como para Satanás e seus anjos, o castigo está reservado para depois do juízo, somente então haverá a necessidade de os mortos voltarem à consciência.

Não haverá nenhuma forma de vida reservada para o ímpio depois do juízo, cumpre-se o salário do pecado que é a morte que estava reservada a todo homem após o pecado. Somente os justos terão seus corpos glorificados e farão uso da árvore da vida a fim de viverem eternamente.

A recompensa do ímpio é apenas sofrimento seguido de morte, nenhum lugar especial foi preparado por Deus para  estes senão o lago de fogo que arde com enxofre e que será inaugurado na execução final do juízo sobre todos os ímpios.

O inferno grego é uma crença universal que faz parte da imortalidade da alma crida pelas várias religiões desde sempre, tal crença veio, junto com os falsos deuses do paganismo, desvirtuar o povo de Deus.

Toda forma de espiritismo que existia só era possível graças à esta crença na imortalidade da alma:

"Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;" Deuteronômio 18:11

A fim de manter o povo afastado destas práticas, Deus ensinou claramente:

"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento." Eclesiastes 9:5

"Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio." Salmos 115:17

A vida eterna, na Bíblia, é sempre prometida mediante RESSURREIÇÃO, não é mediante a morte! A recompensa é dada na vinda de Cristo, nunca na morte:

"Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a SUA VINDA." 2 Timóteo 4:8

Ninguém entra no céu sem ter um corpo glorificado:

"Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus." 2 Coríntios 5:1

"Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida." 2 Coríntios 5:4

"num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados." 1 Coríntios 15:52

A teologia Bíblica está plenamente completa sem a imortalidade da alma. Paulo não esperava gozar das delícias do paraíso, mas o sono da morte em Cristo, descanso para sua alma cansada, até a ressurreição.

"Desde agora, a coroa da justiça me ESTÁ GUARDADA, a qual o Senhor, justo juiz, me dará NAQUELE DIA; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a SUA VINDA." 2 Timóteo 4:8

Um abraço.

sábado, 5 de agosto de 2017

A suposta imortalidade da alma de Luciano Sena

Em resposta à página:

https://mcapologetico.blogspot.com.br/2017/08/augustus-nicodemus-ezequiel-gomes-e-alma.html

Olá, irmão Luciano, os versos apresentados em favor da imortalidade da alma, estão flexionados no futuro e se referem ao lago de fogo e enxofre e não a um suposto inferno presente onde as pessoas, ali, estariam sendo jogadas.

"E lançá-los-ão na fornalha de fogo" significa que ainda não estão sendo lançados;
"Serão lançados nas trevas exteriores" significa que ainda não estão sendo lançados;
"Ali haverá choro e ranger de dentes" significa que ainda não há choro nem ranger de dentes;

Os próprios teólogos imortalistas admitem que estes versos não podem ser usados em favor da imortalidade da alma pois claramente se referem ao castigo final no lago de fogo e enxofre que haverá somente no futuro.

A parábola do Rico e Lázaro apresentam duas pessoas ainda com seus corpos. Ambos demonstram limitações e sensações como tinham quando ainda estavam vivos.

De morto só tem a informação, porque a alegoria mostra ambos como se estivessem vivos.

Mostra também um mundo não existente, próximos o suficiente para um ouvir o outro perfeitamente, mas longe o suficiente e separados por um abismo de forma que não poderiam passar de um lugar para o outro. Ao mesmo tempo era possível se esticar o braço e alcançar a língua daquele que estava do outro lado do abismo, pingando uma gota de água em sua língua para o refrescar.

Toda esta situação demonstra que não se trata de um relato histórico, um suposto fato que teria ocorrido, mas tão somente uma parábola.

A parábola presenta coisas impossíveis, uma realidade sem sentido, onde se está longe o suficiente pra um não passar para o lado do outro, mas ao mesmo tempo próximo o suficiente tanto para manter um diálogo quanto alcançar aquele que está do outro lado esticando-se o braço. Mortos que fazem uso da água para se refrescar, que podem tocar um no outro, que possuem braços e são tão palpáveis quanto o eram quando estavam em vida.

Nesta parábola não há nada que ensine a existência de uma entidade sem forma, que não pode ser tocada, que transcenda as limitações físicas e não interaja com coisas materiais.

De modo que não foi por meio desta parábola que tiraram este conceito compartilhado com os espíritas bem como a mentalidade grega sobre almas que não possuem corpo, nem forma, não interagindo com a matéria, bem como um plano espiritual superior não palpável.

Todos estes detalhes e informações aceitos pelos cristãos imortalistas não são ensinamentos Bíblicos. A Bíblia não permite construir este estado intermediário, nem explica a natureza de uma alma desencarnada.

E seria muito estranho a Bíblia advertir para se afastar de qualquer forma de espiritismo e ao mesmo tempo se deter a doutrinar acerca dos espíritos. Não se consultar os mortos, mas ao mesmo tempo estudar a natureza destes mortos a fim de descobrir como é a vida destes mortos no suposto estado intermediário.

Os ensinos do estado intermediário não estão contidos na Bíblia, então, de onde vem?

Com certeza não são daqueles versos que supostamente apoiam a imortalidade da alma, pois ali não fala nada sobre como seria tal estado intermediário nem a natureza dos mortos.

Toda a compreensão que o cristão tem acerca deste assunto é montado à partir das crenças tradicionais presentes desde sempre em nossa cultura e que provêm de uma cultura que firmou suas crenças em ensinos de Sócrates e Platão.

Nestes sim, encontramos todos estes detalhes sobre o que ocorre no estado intermediário, a natureza dos mortos, como é este paraíso e este inferno. Os supostos compartimentos deste inferno o qual a Bíblia não relata, a dimensão onde este inferno se encontra...

E não adianta o irmão tentar me convencer que isto está na Bíblia, porque não está!

Veja, o falso profeta ainda nem se mostrou, portanto não pode ter sido jogado no suposto inferno conforme o último verso bíblico que o irmão colocou. Pelo contrário este verso também está falando do lago de fogo e enxofre que será inaugurado no futuro.

E ainda que fossem atormentados para sempre, não significaria que são imortais, mas tão somente que não poderiam morrer ou se matarem! Lembre que estes versos são aplicados a pessoas VIVAS E RESSURRETAS SENDO CASTIGADAS EM SEUS CORPOS.

Mesmo antes deste castigo e ANTES DESTA RESSURREIÇÃO a tais ímpios seria negado o "benefício" da morte em duas ocasiões conforme Apocalipse 9:6 e Apocalipse 6:16.

Não significa que eram imortais, mas tão somente que não seria permitido a morte atuar sobre estes. Então estes versos não servem de comprovação à imortalidade da alma.

Entramos então nas várias formas de expressão da cultura hebraica e Israelita:

"E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra." Gênesis 4:10

"e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos." Apocalipse 20:4

Se formos interpretar estas almas como sendo desencarnadas, teremos que descrer da ressurreição, porque este texto fala do estado das almas nos mil anos, onde já foram ressuscitados e estão com seus devidos corpos.

"E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram." Apocalipse 6:9

Este evento ocorre na abertura do quinto selo e logo após "clamarem" como clamou Abel, morto por Caim, voltaram ao estado de repouso conforme é dito:

"E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram." Apocalipse 6:11

No máximo este verso poderia estar dizendo que tais almas tiveram um momento de despertar na abertura do quinto selo, para exporem sua indignação, voltando ao seu estado de repouso logo em seguida.

É por isto que, quando um cristão sincero imortalista começa a estudar estes versos utilizados para defender uma suposta imortalidade da alma, acabam seguindo o exemplo de Oscar Cullmann abandonando esta doutrina ao perceberem que tais versos de forma alguma apoia a ideia de um estado intermediário ou de almas conscientes sobrevivendo fora do corpo.

E a fumaça que sobe para todo o sempre, o fogo de natureza eterna e o conceito de eternidade que é aplicado ao castigo dos ímpios tem que ser baseado nos exemplos de onde foram extraídas estas expressões, como o Vale de Hinom, Sodoma e os ribeiros de Edom:

Acerca do juízo final dos ímpios:

"subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou." Apocalipse 20:9

Sodoma e Gomorra:

"Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra;" Gênesis 19:24

"Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos." Lucas 17:29

Ribeiros de Edom:

"E os seus ribeiros se tornarão em pez, e o seu pó em enxofre, e a sua terra em pez ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; pelos séculos dos séculos ninguém passará por ela." Isaías 34:9,10

Que a muito tempo foram consumidos mas são postos e usados como exemplo do castigo que está reservado aos ímpios:

"Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno." Judas 1:7

A própria noção de Gehena é um lugar onde corpos de criminosos são jogados para serem consumidos pelo fogo, junto com os materiais, todo o lixo que ali também era jogado.

Assim também será no juízo:

"Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?" 2 Pedro 3:12

"Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão." 2 Pedro 3:10

Os ímpios no lago de fogo serão tão eternos quanto foram as pessoas de Sodoma e Gomorra, bem como os criminosos que eram jogados no Gehena e o próprio lugar, o lago de fogo e enxofre, será tão eterno quanto o foram estas cidades bem como os Ribeiros de Edom, .

A fumaça que sobe no lago de fogo e enxofre é tão eterna quanto a fumaça que subia dos ribeiros de Edom. A assolação dos ímpios será tão eterna quanto foi a assolação dos ribeiros de Edom.

Então estes versos apresentados pelo irmão também não servem para defesa da imortalidade da alma, porque as mesmas expressões são utilizadas para relatar o castigo de lugares que foram postos e utilizados como exemplo do castigo final dos ímpios.

Veja como os relatos Bíblicos ignoram um suposto estado intermediário de tormento:

"Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte." Apocalipse 21:8

O destino dado aos ímpios, neste verso por exemplo, é o lago de fogo e enxofre que haverá no futuro. Caso houvesse um inferno presente, Deus deveria ter dito que o destino seria o tal inferno já existente que viria antes do lago de fogo e enxofre.

Deus não diz que o castigo deles já começa na PRIMEIRA MORTE.

E assim as afirmações de Deus, claramente referentes ao castigo, sempre são flexionadas no futuro e se referem ao lago de fogo e enxofre.

Quando se fala do Sheol e do Hades, a noção de fogo e tormento nunca é associada. A Bíblia diz que os mortos descem para lá, mas não fala que descem para serem queimados, ou que ali são atormentados.

A imagem do inferno, aos moldes de Dante, que temos quando lemos estas passagens é construído pela nossa cabeça e não pelas Escrituras. Para Salomão, por exemplo, este lugar é tão somente a sepultura para onde vão os mortos.

E nestes Sheol/Hades é dito que vão tanto bons quanto maus, ou seja, se assumirmos que Sheol e Hades é o inferno, teremos que aceitar que também os justos estão sendo jogados ali.

Assim, é impossível usar estas passagens como referência à imortalidade da alma, porque tanto o Sheol, quanto Hades, quanto o fogo eterno, a fumaça que sobe, o castigo de dia e de noite, denotam punições que resultaram na destruição total dos ímpios.

Um abraço.

sábado, 11 de junho de 2016

A imortalidade da alma e a entrada do pecado no mundo

Eva creu que de alguma forma jamais morreria

Olá irmão Luiz,

O irmão disse:

"A imortalidade da alma é realmente de origem católica"

"se a Igreja Católica Apostólica Romana depois adotou tal crença então parabens para ela."

Em um outro comentário o irmão disse:

"São doutrinas católicas sim no sentido da Santa Igreja Universal( Católica)."

Também creio que a imortalidade da alma é de origem na igreja universal/católica. Também creio que se trata de uma crença adotada pela igreja.

Entretanto, ela não é bíblica, por entrar em conflito com os ensinamentos dos profetas do Antigo Testamento e também de Jesus e Paulo acerca do estado da morte como sendo um sono inconsciente.

Esta doutrina invalida certas questões como a da árvore da vida, como meio de se obter a vida eterna.

Cremos na imortalidade CONDICIONAL do ser humano. Que o homem foi criado para ser imortal, mediante a não separação do corpo e do espírito, o que provoca a morte.

Quando o homem peca e morre, Deus toma para si de volta o espírito que deu ao homem e seu corpo volta à terra.

O homem volta ao mesmo estado em que estava antes da colocação do espírito em um corpo.

A alma é algo trazido à existência por meio da união entre o espírito e um corpo e se constitui no ser humano integral.

Os frutos da árvore da vida, bem como as suas folhas é o que nos garante a eterna saúde e juventude.

Lembre-se que a morte antes não existia, portanto toda alma era imortal.

Imortal no sentido de que não morria e não de que não pudesse morrer.

É muito estranho pensar que Deus construa algo que Ele mesmo não pudesse destruir.

Portanto se a imortalidade da alma dissesse que Deus não quer destruir a alma humana, poderia fazer algum sentido.

Mas como a imortalidade da alma afirma que Deus não pode ou não consegue destruir o ser humano, aí a coisa se complica!

A alma é destrutível. Ela existe ou não existe segundo a vontade de Deus.

E a vontade de Deus era de que o homem não fosse imortal caso caísse em pecado, por isto tirou de Adão e Eva o privilégio de tomarem do fruto da árvore da vida.

Indo para a parte científica:

A consciência que temos só é possível quando a mente está ativa. A mente é algo possível por meio do nosso cérebro, por onde permeiam células e correntes elétricas.

Quando o cérebro é danificado, a mente da pessoa é danificada. A pessoa pode morrer, ou esquecer-se de tudo, uma vez que toda a informação que o indivíduo tem é guardada dentro do cérebro.

Veja, se com uma pancada na cabeça o indivíduo perde toda a consciência e não se lembra de nada que ocorreu, quanto mais perderá durante a morte.

Há casos de pessoas que sofrem de amnésia e não mais se lembram das coisas que aprendeu.

A Bíblia e a ciência andam juntas.

A Bíblia relata que na morte não há lembranças.

A Bíblia relata que na morte não há consciência.

Então uma entidade sem consciência e sem lembranças serviria para quê?

O que aprendemos é guardado dentro do cérebro. Veja, não teria como se guardar estas informações dentro de uma alma.

Se a alma tivesse toda arquitetura para guardar informações e gerar consciência, Deus não precisaria criar um corpo para o ser humano. A estrutura desta alma já seria o seu próprio corpo com todas as suas funções de consciência.

Agora, esta alma teria que ser feita de alguma coisas, algo imaterial como a imortalidade sugere.

Mas se Deus pode criar uma mente em algo imaterial, por que não poderia criar uma mente em algo material?

A alma é imortal porque é imaterial?

E esta alma não depende de um corpo nem de um fôlego de vida?

Parece interessante, mas não adianta nada se não for verdade.

Se ao final formos mesmo tão somente uma união entre um espírito e um corpo, todo o conceito da cristandade deveria ser reformulado e esta ideia abandonada.

A pretensão de ter a imortalidade inerente é algo muito perigoso! Deixamos de nos colocarmos como meras criaturas, nos colocando ao lado de Deus na imortalidade inerente.

E temos, à partir de então, a impressão de que Deus realmente estava nos escondendo algo ao não permitir que a humanidade conhecesse algumas coisas.

Primeiro, de que já éramos imortais. Segundo de que poderíamos conhecer do bem e do mal assim como Deus.

Satanás então teria razão, porque Adão e Eva não morreriam porque já eram imortais como Deus e se tornariam conhecedores do bem e do mal, assim como Deus o é!

E ao final, Deus realmente estaria escondendo algo de suas criaturas.

E satanás teria razão, porque não somente o homem continuaria sendo imortal, como também passariam a ser como Deus, conhecedores do bem e do mal.

Satanás mentiu apenas em um ponto!
O de que Adão e Eva jamais morreriam.

Porque Deus diz que o salário do pecado é a morte! Deus nunca escondeu de Adão e Eva de que havia o bem e o mal, tanto que deu-lhes a opção de conhecer ou não conhecer, segundo a árvore plantada no jardim do Éden. Porém avisou de que se conhecessem, eles morreriam.

E isto ocorreria porque Adão e Eva não eram de fato como Deus. O conhecimento do mal não afeta Deus porque além de imortal Ele é Santo.

O fato de Deus ser inerentemente Santo, é uma garantia à todo ser que vive, de que
o universo é um lugar seguro onde suas criaturas não têm o que temer.

Toda criatura é santificada por Deus, mas não é inerentemente santa. Deus não pode pecar, mas as Suas criaturas podem.

"Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica." Êxodo 31:13

Agora, e se as criaturas de Deus fossem imortais e tivessem a livre capacidade de escolher entre o bem e o mal?

Creio ter sido este o argumento usado por Satanás para convencer aos demais anjos.

Sendo imortais, não teriam por que temer serem destruídos por Deus.

Deus pretendia castigar Satanás para silencia-lo e não deixar demais criaturas conhecerem a diferença entre o bem e o mal? Não deixar suas criaturas saberem que era possível viverem totalmente livres como bem quisessem ao invés de escravos sempre fazendo a vontade de Deus?

Como poderiam saber que viver por si mesmos, independentes de Deus, curtindo sua imortalidade e conhecedores do bem e do mal poderia ser algo tão terrível?

Como poderiam saber se realmente existe algo chamado pecado e morte, sendo que nunca viram algo assim e sempre viveram em um mundo perfeito e nunca viram a morte?

Estava Deus apenas mentindo para suas criaturas? Teria Deus realmente as criado? Ou seria que Deus apenas as escravizou tirando seu livre arbítrio, fazendo-as serem totalmente submissas às suas leis e regulamentos?

Satanás tinha razão? Ou Deus tinha razão e estava apenas protegendo suas criaturas de algo terrível com as quais suas criaturas não poderiam lidar?

Dois fatos que viriam às criaturas de Deus caso conhecessem o pecado que é a transgressão da lei moral natural implantada em todo o Seu reino, bem como dentro de cada criatura: Pecado e morte!

Não porque Deus impõe mas porque são o resultado natural quando criaturas não inerentemente santas nem imortais entram em contato com o mal.

E a morte ocorre porque Deus se afasta da criatura, pois Deus não pode conviver com o mal. E porque a pecaminosidade de uma criatura diante da santidade de Deus prontamente as destruiria.

E longe de Deus, a fonte de vida, elas morrem.

E isto ocorre porque Deus não pode criar criaturas inerentemente santas e imortais. Porque a santidade inerente é algo exclusivo de Deus.

Se assim o pudesse, Deus estaria criando outros deuses assim como Ele. Não tendo estes deuses tão somente a onipresença, a onisciência e a onipotência.

Fossem porém inerentemente santos, não haveria problema em conhecer o bem e o mal, porque jamais se corromperiam, assim como Deus conhece e nunca se corrompeu.

O problema é que não somos inerentemente santos e por isto não podemos ser inerentemente imortais!

A imortalidade incondicional era e continua sendo o maior sonho de Satanás. Satanás jamais quis a santidade de Deus, pelo contrário, desejou a maldade e se apaixonou pelo pecado.

É também o maior sonho da humanidade.

A imortalidade inerente, porém, é desnecessária, em um mundo onde todas as criaturas desejam fazer a vontade de Deus, não transgredindo suas leis que regem todo a existência. Assim não conhecem o mal e não são afetados por ele.

Toda a Lei é santa, justa e boa e me refiro a lei de todo o universo, todo o cosmo, tudo que há no Reino Eterno e que foi trazido à existência para subsistir para sempre, porque Deus é santo, justo e bom.

A lei existe para o bem de suas criaturas. Para que não possam sair do estado de santidade e imortalidade, para o estado de pecado e morte que é a consequência natural do pecado, uma vez que provoca um separação de Deus.

Sem a presença de Deus nada subsiste.

As coisas não existem apenas porque Deus as criou, mas porque Ele também as mantêm.

Todo este ensinamento foi introduzido no ensinamento do Sábado e este ensinamento continuará existindo para sempre.

E todos adorarão a Deus porque entendem de que Deus é a fonte de toda a vida e toda existência. Tudo que existe proveio de Sua bondade, por isto Deus é amor.

Deus pratica o amor real e verdadeiro por isto dá liberdade a suas criaturas ao passo que nos mantém longe do mal e do pecado. Por isto Suas leis existem, para nos manter seguros de todo o mal e suas consequências.

Deus não pode mudar seu caráter Santo, também não pode deixar de amar Suas criaturas.

O pecado é algo que agride sobretudo a Deus e O fere ao ver o sofrimento e a maldade em Suas criaturas!

Por isto satanás usa estas coisas para ferir a Deus, usando a humanidade saída de Seu íntimo.

Jesus na cruz, exemplificou o que Satanás estava fazendo com Deus, ali no calvário vimos, em carne e osso, Deus ser Crucificado pelo pecado. O Deus que tanto amou suas criaturas que a si mesmo entregou por elas.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Os hebreus e as aparições


Comentário apagado de :



Muito boa observação, irmão Wesley.

Temos que nos perguntar se Almas realmente apareciam à pessoas. Se Satanás tinha realmente poder para tirar alguém do céu ou do inferno e fazer aparecer a alguém em uma forma desencarnada.

Porque Deus deixa claro que nenhuma destas coisas eram obras Suas:

"Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?" (Isaías 8:19)

Então nos perguntamos, será que as experiências sobrenaturais espíritas que permeavam a cultura hebraica eram derivadas de manifestações reais? Ou se tratavam de manifestações demoníacas?

Segundo o que a Bíblia nos mostra, a experiência hebraica era baseada em ensinamentos de agoureiros, necromantes e pessoas que consultavam os mortos, no que sabemos que estes mortos eram na verdade demônios e não pessoas.

Assim sendo, Satanás levava alguns a pensarem de que a consulta e aparição de espíritos era algo possível.

Exemplo de alguém que caiu neste "conto do vigário": o rei Saul.

Assim sendo os ensinamentos imortalistas da filosofia grega eram embalados por experiências com o sobrenatural, relatados inclusive na Bíblia que os israelitas liam.

Entretanto os israelitas não criam que estes espíritos provinham de um céu ou de um inferno, mas sim do dormitório, sepultura.

Até que entraram em contato com a doutrina grega sobre uma dualidade do ser humano.

E o resultado disto?

Parábola do Rico e Lázaro.

Cristo porém redirecionou a atenção dos israelitas em sua época, para a ressurreição. Cristo não cria na imortalidade da alma, nem em aparições fantasmagóricas, mas na morte como um sono.

A ressurreição é o ponto chave para a desmistificação acerca do estado do ser humano durante a morte.

A ressurreição baseia-se em fazer a alma ressurgir da mesma forma como surgiu em Gênesis 2:7.

Assim sendo, todos os mortos passarão pela experiência de Adão.

E tanto não era necessária a existência de uma alma consciente sobrevivendo fora do corpo quando a alma surgiu, como também não será necessária quando a alma ressurgir com seu corpo e espírito perfeitamente "encaixados".

Assim, a Bíblia não prega a imortalidade da alma, mas a RESSURREIÇÃO DA ALMA!

O ressurgir da sepultura (dormitório)!

Este é o ensinamento Bíblico. Todo o resto é artimanha pregada por meio de ensinos e artifícios criados por Satanás.

Então a serpente disse à mulher:

"Certamente não morrereis." (Gênesis 3:4)

Usando daquela mesma mentira pregada o Éden para enganar a humanidade. Satanás prossegue ensinando que a alma não morre, de fato, mas sobrevive em um estado intermediário fora do corpo.

E consultando a estes, a humanidade enganada acaba consultando a Satanás.

Portanto este ensino de que a alma sobrevive fora do corpo é demoníaco e deve ser abandonado pela comunidade cristã, porque tal ensino não tem parte com as coisas de Deus e o plano da redenção que está focado na ressurreição como solução ÚNICA e DEFINITIVA para a morte, sem artifícios intermediários e sem tornar a alma humana como que tendo um estado naturalmente imortal:

"Aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder para sempre. Amém” (cf. 1Tm.6:16)

A pretensão de ter uma imortalidade inerente, assim como Deus, é ago que surtiu no ego de nossos pais Adão e Eva.

Faz parte da pretensão de ser como Deus.

Deus é naturalmente imortal, porém, a imortalidade humana é algo que é necessário ser adquirida da parte de Deus, seu representativo é a árvore da vida e a condição é o não pecar.

Pecou!? Perdeu o direito à esta imortalidade. Porque Deus não trata de perpetuar o mal e o pecado, pelo contrário ele estingue.

E se Deus privou Adão e Eva do fruto que concede a vida eterna é porque não queria de fato que o homem pecador vivesse eternamente, quer em delícias, ou em tormento.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Os profetas bíblicos ensinaram a imortalidade da alma?

http://novotempo.com/namiradaverdade/categoria/apologia/debates/

A imortalidade da alma e a dualidade é de origem grega e não faz parte dos ensinamentos Bíblicos. A visão hebraica é holística e apresenta o ser humano como um ser integral.

O homem não possui uma alma, o homem É uma alma vivente (Gênesis 2:7).

Assim como morre o animal, assim também morre o homem:

"Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade." (Eclesiastes 3:19)

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa nenhuma… Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol… no além para onde tu vais, não há obra, em projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:5, 6 e 10.

"Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?" (Salmos 6:5)

A visão hebraica acerca do estado dos mortos é inteiramente contrária ao dualismo grego, são como água e óleo, não se misturam.

Quando lemos os escritos do novo testamento sob a perspectiva hebraica do antigo testamento ao invés do dualismo grego, percebemos que a morte não é mais do que um sono inconsciente até a volta de Cristo, como assim declarou Jesus, Paulo juntamente com os profetas Bíblicos.

Cristo subiu ao céu em espírito enquanto esteve na sepultura?

"Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus." (João 20:17)

O ladrão na cruz havia subido na sexta-feira?

"Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados.
Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado;
Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas." (João 19:31-33)

Estêvão exalou de si uma entidade extra-corpórea quando entregou a Deus o seu espírito assim como Cristo também havia entregue?

"E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, ADORMECEU." (Atos 7:59,60)

A imagem simbólica dos mártires clamando por justiça debaixo do altar:

"E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que REPOUSASSEM ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram." (Apocalipse 6:11)~

O sangue de Caim clamando desde a terra era literal, ou uma figura de linguagem simbólica?

"Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus." (1 Coríntios 2:11)

Será que neste verso o Espírito de Deus, comparado ao espírito do homem é uma pessoa? Ou será que é uma entidade extra-corpórea que sai de dentro de Deus?

Diferente do ensino da morte como um sono inconsciente, a imortalidade da alma não é ensinada por nenhum dos profetas. São ensinos contraditórios e nãos se pode harmonizar. De modo que ou cremos no que os profetas nos ensinaram e aceitamos a morte como um sono, ou ignoramos todas as afirmações explicitas e ensinos de tais profetas, nos atendo em deduções acerca de trechos que não fazem parte de um ensino acerca dos estado dos mortos.

Em todos os trechos onde a Bíblia admoesta acerca do assunto dos estados dos mortos, este é apresentado como um sono, no pó da terra, até o dia da ressurreição.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Resposta - Foi o diabo que inventou a doutrina da imortalidade da alma?



Transcrição de um comentário:

Gostaria de trazer aqui, um assunto tratado no MCA e que tem a ver com a doutrina que estávamos abordando, a imortalidade da alma:

"Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."

Gênesis 3:4-5

Será que o que a serpente disse foi realmente uma mentira? Segundo a crença na imortalidade da alma? A resposta é um não! Vejamos por que:

Segundo a crença da imortalidade da alma junto com o tormento eterno, teremos pessoas sendo atormentadas e que nunca irão morrer! Também teremos ali pecadores plenamente conhecedores do bem e do mal!

E então, será que a serpente mentiu para Eva?


Pelo que constamos na história que é pregada pela imortalidade da alma, a serpente não teria mentido! Mas veja o que Deus disse a Eva:

"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Gênesis 2:17

Veja que se tratam de duas afirmações justamente contrárias, então, ou Deus ou Satanás estaria mentindo! Deus diz que Adão e Eva certamente morreriam enquanto que Satanás disse que, pelo contrário, certamente não morreriam e disse também outra coisa que Deus não havia dito, de que seriam conhecedores do bem e do mal, motivo pelo qual a serpente afirmou de que seriam como Deus!

A coisa se complica porque os Justos que serão levados para o céu, embora não pratiquem mais o mal, também viverão eternamente, sabendo a diferença entre o bem e o mal. Então não haveria como Deus provar de que estava disposto a cumprir, de alguma forma, aquilo que havia dito.

Então, para provar de que SUA Palavra era verdadeira, aqueles que prosseguiram pelo caminho da desobediência, ou seja, aqueles que não tiveram parte na INTERVENÇÃO salvífica de Cristo, teriam que fazer cumprir em si a promessa de Deus e sofrer a maldição prevista, ou seja, teriam que morrer!

Portanto, embora a imortalidade da alma não tenha sido arquitetada totalmente no Éden, a pregação da serpente foi a primeira mentira ensinada a fim de implantar essa ilusão de que o homem não possa morrer, independente de pecar ou não, a despeito do que Deus havia dito!

Tomando como base a mentira da serpente, e analisando-a segundo a crença da imortalidade da alma e do tormento eterno, a serpente teria dito a verdade sobre certamente não morrerem e sobre serem conhecedores do bem e do mal, omitindo porém de que, ao final, de quebra, usufruiriam destes dois atributos junto com um tormento que jamais cessaria!

Veja, Deus omitiu de que Adão e Eva conheceriam o bem e o mal, bem como a serpente omitiu de que o resultado do conhecimento do mal trazia também o sofrimento.

Vemos então que a disputa de ensinamentos entre Deus e a Serpente era justamente sobre Adão e Eva, MORREREM, ou NÃO MORREREM!

Então claramente notamos que na Bíblia a primeira promessa, ou pregação, imortalista da alma que temos registrada, partiu do próprio Diabo, que contrariou aquilo que Deus havia dito ,de que a consequência da DESOBEDIÊNCIA certamente seria a morte!

E os ímpios tem que necessariamente morrer, para que se cumpra a Palavra de Deus e para que o Diabo não tenha razão ao dizer de que mesmo desobedecendo a Deus, Adão e Eva jamais morreriam!

Este é o ponto!

Com base nisto, podemos supor que esta teoria da imortalidade da alma começou lá no Gênesis, isto para quem crê no relato de Gênesis como sendo literal!

Mas qual seria o verdadeiro ensinamento acerca da imortalidade do homem?

Encontramos na própria Bíblia! E não em livros gregos!

Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, Gênesis 3:22

Enfim, notamos de que Deus não havia mentido! Adão e Eva só poderiam alcançar a imortalidade, o "certamente não morrer", comendo também do fruto da ÁRVORE DA VIDA!

Significa que a imortalidade do homem é condicional, estando atrelada ao COMER DO FRUTO DA ÁRVORE DA VIDA.

E a Bíblia diz também que os salvos em Cristo comerão deste fruto, enquanto que os ímpios não!

Então teríamos outro problema com a imortalidade da alma, porque não explicaria como os ímpios poderiam partilhar da imortalidade sem provar do fruto da VIDA, bem como não explicaria o porque de os salvos em Cristo precisarem comer deste fruto, como meio de fazer cumprir a imortalidade dita em Gênesis 3:22.

Portanto, a imortalidade inerente da alma é contrária aos relatos que encontramos na Bíblia Sagrada, enquanto que a imortalidade CONDICIONAL atrelada ao fruto da árvore da vida é Bíblica!

Abramos o olho queridos irmãos! É Deus quem nos concederá a imortalidade!  E não a garantia falsa e vazia, de não morrermos, anunciada pela serpente no Éden!

Paz a todos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A visão diabólica da imortalidade da alma



Pense no seguinte:

Cristo haveria vindo à terra para extinguir o pecado e acabar com os pecadores, mas no final das contas, tanto o pecado quanto os pecadores, continuariam a existir eternamente, através dos ímpios que passariam a eternidade blasfemando contra Deus e zombando de Jesus, o Salvador, por não ter conseguido acabar nem com o pecado nem com os pecadores uma vez que os pecadores, assim como Deus, seriam imortais.

- Venha nos destruir se puder, diriam eles, enquanto, em zombarias, diriam que Deus haveria mentido, enquanto que Satanás haveria dito a verdade:

Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:17

E satanás no final das contas seria aquele quem haveria dito a verdade à Adão e Eva acerca do pecado e do destino dos pecadores:

Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Gênesis 3:4

Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Gênesis 3:5

Satanás teria mesmo a razão, pois além de não morrerem, seriam eternos como o próprio Deus!

Ao ler então, na Bíblia, as antigas escrituras chamarem a Deus de 'O Eterno', demônios e pecadores zombariam:

- Grande coisa, 'Eterno' eu também sou!

Ao lerem na Bíblia Deus chamar a si de Alfa e Ômega, Princípio e Fim, Primeiro e último os pecadores e demônios diriam:

- Opa! Ômega, Fim e Último, também somos!


Analise:

Se a alma humana tivesse imortalidade inerente, significaria que tal alma humana, criada, estaria acima do poder de Deus, de forma que uma vez, tendo sido criada, o próprio criador não poderia destruí-la!

Imagine um Deus que poderia tudo, menos destruir uma alma que ELE mesmo criou!

Deus então não estaria fazendo criaturas, mas deuses de natureza tão eterna quanto ELE a quem chamou de homens.

A morte, então, não seria de fato morte mas tão somente uma desencarnação! Onde almas se livrariam da prisão do corpo para viver em um inferno ou paraíso, como ensina a mitologia grega.

A ressurreição proposta por Cristo, seria então um evento em massa de reencarnação espírita onde as almas desencarnadas voltariam para dentro do corpo!


Leia:

"Do pó viestes mas ao pó não retornará! Ainda que queimes por mil anos, nãos vos tornará em cinzas!"

Será que é isso que ensina a Bíblia?

"A alma que pecar, esta também viverá eternamente em tormento"

Será que isto está na Bíblia?

"Os pecadores também herdarão a vida eterna, porém em tormento"

A Bíblia ensina isto?

"Não se preocupe, Deus não pode destruir a alma, mas tão somente o corpo"

É assim que a Bíblia ensina?

"O pecado jamais se apagará e os ímpios viverão eternamente junto aos demônios no inferno"

Alguém já leu assim escrito na Bíblia?

"E blasfemarão o MEU nome por toda a eternidade, porquanto eu os colocarei em um inferno para que sejam castigados para todo o sempre"

Isto está na Bíblia?


Pergunte:

Por que será que não lemos, na Bíblia, coisas deste tipo?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Imortalidade da alma VS Santuário celestial

De modo suscinto, enquanto as teorias relacionadas com a imortalidade da alma, colocam os mortos em um papel ativo e cristo em um papel inativo, as doutrinas do Santuário Celestial, colocam os mortos em um estado de sono inconsciente e Jesus no papel ativo de intercessor, advogado e juiz da humanidade.

Em uma época, após a idade das trevas, onde o conhecimento havia sido retirado do meio cristão, os protestantes encontraram nos pensamentos gregos uma explicação para versos difíceis encontrados na bíblia, ao passo que ignoraram todo o significado cerimonial que encontramos nas Antigas Escrituras.

As teorias relacionadas com a imortalidade da alma vieram como respostas à muitas indagações, aparentemente sem respostas. Mas foi após o ano de 1844 que certo grupo passou a ter entendimento do real sentido das escrituras, porque até então a cristandade ignorava as antigas escrituras.

Mesmo hoje é impossível sequer sugerir a possibilidade da imortalidade da alma à partir dos textos do Antigo Testamento. Somente no Novo Testamento é que a cristandade encontrou âncoras onde pendurar as teorias acerca da imortalidade da alma que de fato acabaram se tornando doutrinas.

Devemos lembrar que as Novas Escrituras foram feitas na ligua grega e que os gregos influenciavam e muito a cultura do Israel que lemos no Novo Testamento. Mas será correto que os gregos expliquem mistérios quanto à morte aos Israelitas e não que os Israelitas, através das antigas escrituras expliquem tais mistérios aos gregos?

Fato é que as doutrinas relacionadas com a imortalidade da alma é de autoria grega e não bíblica. A doutrina, porém, da morte como um sono é bíblica e fortemente embasadas pela pessoa de Jesus e as antigas escrituras.

Para explicar os mistérios do que existe após a morte, encontramos um Deus, na figura de Jesus, ativo, intercedendo pela humanidade, cumprindo as novas escrituras que nos relatam acerca do SEU trabalho como sacerdote e sumo-sacerdote no céu.

Segundo a representação que havia aqui na terra, os adventisas encontraram as doutrinas quanto ao santuário celestial, tantas vezes citado ou referenciado pelas escrituras, tanto no antigo como no novo testamento.

Segundo a qual os mortos em Cristo dormem à espera do dia da ressurreição, quando então, já devidamente julgados como salvos, receberão a recompensa que merecem e subirão aos céus em corpos transformados.

A doutrina do estado intermediário da alma, então, torna-se comprometida, bem como a idéia de cunho grego de que já possa existir um céu ou um inferno devidamente preparado para receber os que dormem.

O estado inconsciente da alma durante a morte, impede que os mortos tenham ciência de boa recompensa ou castigo. As próprias escrituras advertem que a recompensa somente será dada depois da volta de cristo, segundo o que mereça cada um entre os salvos ou entre os perdidos.

Assim a doutrina do Santuário celesital é uma resposta bíblica em substituição às doutrinas de cunho grego que tentam explicar o estado dos mortos.

Mesmo com algumas figuras de liguagens que pareçam remontar um estado de consciência dos mortos, devemos nos apegar ao que a bíblia nos diz explícitamente, ao invés de considerar implícito o que é explícito, e explícito aquilo que é implícito.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O modelo da ressurreição - Parte I

Quando vamos à Bíblia, em busca de um modelo que nos mostre como será a ressurreição, encontramos vários exemplos nas passagens que falam sobre a ressurreição de Lázaro, Moisés e do Próprio Jesus, dentre outros.

Fato interessante a se notar é que a Bíblia nos revela que tanto justos quanto ímpios ressuscitarão futuramente, uns para a salvação e outros para a perdição.

Não há dúvidas de que os ímpios ressuscitarão com corpos carnais para sofrerem o castigo, mas será que a ressurreição dos justos será diferente?

Na Bíblia encontramos:

Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 1 Tessalonicenses 4:17

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15:52

Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. 1 Coríntios 15:53

E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. 1 Coríntios 15:54

Notamos também que a palavra de Paulo possui precedentes nas próprias escrituras:

Muitos cristãos sinceros tendem a matar a "charada" dizendo que o corpo corruptível é o corpo carnal, enquanto que o corpo incorruptível é o corpo espiritual.

Observando a fundo a Palavra de Deus encontramos precedentes para esta forma de linguagem, como em:

E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Romanos 1:23

Isto pode parecer tanto reforçar quanto minar a crença acima estabelecida.

Mas para se manter esta interpretação é preciso se responder algumas questões:


Quanto à corruptibilidade e incorruptibilidade de corpos carnais e corpos espirituais

a) Se o corpo incorruptível é o espiritual, por que então os próprios anjos de Deus se corromperam, sendo então à partir deles que o pecado contaminou o homem? Isto não nos leva a pensar de que o corpo espiritual é que na verdade seja mais propenso à corrupção do que o corpo carnal, haja vista que através de uma criatura espiritual o pecado veio à existência?

b) Não seria razoável pensar de que a corruptibilidade tem mais a ver com a moral do que própriamente com o corpo, seja ele carnal ou espiritual?

c) Se o corpo canal é por natureza corruptível, por que então Adão e Eva então só conseguiriam pecar após comer o fruto da árvore do bem e do mal? E se o corpo espiritual é incorruptível, por que então Satanás conseguiu pecar sem nem mesmo ter provado do fruto do conhecimento do bem e do mal?

d) O versículo de Romanos 1:23, não dá a entender de que houve uma mudança na natureza humana e que esta mudança é que tornou o corpo carnal corruptível? Sendo assim, não seria o corpo humano, incorruptível, antes do pecado, assim como eram os do anjos de Deus, também antes de haverem pecado?

Notemos que estas são apenas as questões acerca da corruptibilidade ou incorruptibilidade de corpos carnais e espirituais, porque há muitas outras a serem levantadas.


O modelo da ressurreição

Ao analizar as escrituras à procura de um modelo de como será a ressurreição dos justos, encontramos várias passagens que nos mostram pessoas que passaram pela ressurreição, como Lázaro, Moisés, Jesus, dentre outros.

A Bíblia nos mostra claramente que Lázaro e Jesus ressuscitaram com seus corpos, no caso de Jesus houve mudança, de forma que seus próprios discípulos não o reconheceram à primeira vista. O próprio Jesus permitiu que um de seus discípulos tocasse em suas feridas, com o objetivo explícito de demonstrar que era de carne.

No caso de Moisés, houve uma disputa pelo seu corpo entre Miguel e Satanás.


O modelo do arrebatamento

A Bíblia também nos mostra vários exemplos sobre o arrebatamento. No caso de Enoque, este foi transladado, quando Deus o tomou para si. No caso de Elias, subiu ao céu em uma carruagem diante dos olhos de Elizeu. No caso de Moisés, o Arcanjo Miguel, veio buscá-lo.


Características corpóreas dos salvos após a ressurreição

A Bíblia nos dá um vislumbre de como será a vida no céu. Relata que nos sentaremos à messa juntamente com Abraão, também que tomaremos da uva e que comeremos do fruto da árvore da vida. Também de que utilizaremos as folhas desta árvore para a cura das nações.

A Bíblia também nos mostra que os justos habitarão em casas, habitarão também em uma cidade devidamente preparada, que é composta de pedras e outros materiais preciosos. A Bíblia relata também que na nova terra construiremos casas, plantaremos vinhas e trabalharemos com a nova terra.

Então surgem algumas peguntas:

a) Por que corpos espirituais habitariam em uma nova terra, uma nova cidade e uma nova casa?
b) Por que corpos espirituais comeriam, beberiam e se sentariam à mesa?

De tudo percebemos que só pode haver um equívoco quanto à natureza dos corpos espirituais.


Características dos corpos espirituais

A Bíblia nos relata que Lúcifer se cobria, ou era coberto de pedras preciosas. Nos relata também que o alimento dos anjos, o maná, foi dado ao homem em certo período da história do Povo de Deus e este alimento possuía as características de um alimento humano, sendo perfeitamente compatível, também com as necessidades nutricionais humanas.

A Bíblia também nos relata episódios em que anjos se alimentaram de comida terrestre, assim como os homens se alimentaram de comida celeste.

A Bíblia também nos relata que corpos espirituais batalham e que podem portar espadas flamejantes.

Disto surgem algumas perguntas:

a) Corpos espirituais precisam se alimentar?
b) Corpos espirituais dão valor à pedras que são físicas?
c) Como corpos espirituais poderiam batalhar?


Levantamentos sobre a corruptibilidade e a incorruptibilidade

Percebemos que a corruptibilidade está mais ligada à uma condição moral do que física e que no aspecto físico é mais razoável pensar que a corruptibilidade e a incorruptibilidade, na Bíblia, se trate de uma comparação entre os aspectos de perfeição físca (como as denotadas em Adão e Eva), com os aspectos de imperfeição física, como no próprio caso de Paulo, sujeito à doenças e ao envelhecimento.

Isto é reforçado pelo fato de que na nova terra comeremos da árvore da vida, e tomaremos de suas folhas.

Isto, muito apoia a visão adventista de que tanto as folhas como o fruto se tratem de curas preventivas para os males do envelhecimento, do adoecimento do corpo e também como meio de perpetuação da vida. concedendo a vida eterna.


Levantamentos sobre os corpos espirituais

Por meio da Bíblia, notamos que o erro só pode estar na nossa compreensão acerca dos corpos espirituais que, por meio da mitologia grega, pensaríamos não ter propriedade física. A própria Bíblia, quanto ao novo testamento, foi feita em escrita grega, e o próprio Israel era influenciado por esta cultura, mas mesmo assim, não encontramos na Bíblia, qualquer apoio à esta visão de corpos espirituais imateriais.

A Bíblia, ao tratar tanto da pessoa humana como dos anjos, demonstra mais que se referiram à espíritos dentro de um corpo, o que podemos chamar de corpos espirituais.

A visão israelita sobre espírito, também não se parecia com a mesma visão grega. O espírito bíblico é visto como um sopro de vida que sai da boca de Deus, um princípio ativo e não uma vida propriamente dita. O livro de Gênesis demonstra que o homem só se tornou vivente à partir do momento que passou a possuir alma, mediante a colocação do espírito em um corpo, surgindo assim uma alma consciente, totalmente dependente do corpo para exercer as suas faculdades vitais.


Levantamentos sobre a relação entre os corpos espirituais dos humanos e dos anjos.

A Bíblia aproxima os corpos dos anjos mais à um corpo parecido com os dos seres humanos do que parecido com um corpo composto puramente de espírito, mesmo não sendo estes corpos constituídos de carne. A sequência lógica é de que Deus é espirito e que o espírito de Deus é colocado nos corpos tanto dos anjos como do ser humano, possibilitando a vida. Assim, podemos crer que anjos tenham corpos espirituais mas não que sejam tão somente compostos de espírito e no fim das contas, tanto homens quanto anjos contém este princípio ativo necessário à vida que é o espírito.


Levantamentos sobre o modelo da ressurreição

Bíblicamente está claro de que a ressurreição dos justos será corpórea, assim como a ressurreição dos ímpios, com a diferença de que habitaremos em um corpo de natureza espiritual incorruptível. A Bíblia nos leva a crer de que tais corpos serão ainda humanos, porém diferentes dos corpos corrompidos pelo pecado que temos hoje, mas em semelhança ao corpo que Cristo possui desde a ressurreição, porquando seus discípulos não o conseguiu reconhecer. Mas será que estes corpos seriam de carne e osso?

Leia a Parte II