sábado, 25 de junho de 2016

Curtas - Cristo falou mais do inferno do que do céu?

E a palavra inferno não existe na Bíblia, irmão. A palavra Geena, um lugar onde criminosos eram queimados e consumidos até virarem cinzas, esta sim existe.

O Geena existia antigamente, porém não existe mais, portanto, ninguém pode ser jogado, hoje, ali.

E o lago de fogo e enxofre, sobre o qual Cristo falou usando como exemplo o Geena, existirá no futuro.

Então, se não há inferno, se não há Geena e sendo que o lago de fogo haverá apenas no futuro, onde as almas dos ímpios estariam sendo jogadas hoje?

E discordo de sua afirmação, pois Cristo falou mais acerca da ressurreição e das coisas do céu, usando inclusive parábolas que ocupam boa parte da Bíblia, do que da morte dos ímpios no lago de fogo e enxofre.

Quanto ao estado intermediário (e que incluem as coisas do inferno) como creem alguns irmãos imortalistas, ainda não encontrei um verso, na Bíblia, falando acerca deste assunto. O que vejo é Cristo falando das coisas do céu no que, quanto ao estado dos mortos, Cristo compara-o a um sono, assim como Paulo (1 Tessalonicenses 4:13), aguardando o recebimento da recompensa na volta de Cristo (2 Timóteo4:8).

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Comentário - O sábado e sua essência, do Gênesis ao Apocalipse.

Olá Paulo Cadi, o livro de Gênesis também foi escrito por Moisés, no mesmo contexto.

Os mandamentos já conhecidos (Gênesis 26:5) não são ali detalhados porque não há necessidade, uma vez que são devidamente explicados no livro seguinte, de Êxodo.

A forma como Moisés descreve os relatos, demonstra de que os mandamentos já eram cobrados, antes mesmo da entrega destas leis escritas, inclusive o sábado (Êxodo 16:28).

Gênesis e êxodo são um mesmo relato corrido, os escritos de Moisés são uma coisa só.

Não foram escritos em duas dispensações diferentes!

Moisés não faz separação alguma ente Gênesis e Êxodo, Moisés, descreve estes relatos como uma coisa só.

O próprio relato da criação e da história da humanidade, foi dado para explicar o propósito de Deus estar fazendo aquela aliança com os descendentes de Israel, juntamente com aquelas leis.

Assim como Deus fez uma aliança com Adão e Eva, que é a de enviar o messias, para salvar a humanidade, Deus também faz uma aliança com Abraão, Jacó e também seus descendentes.

De modo que o povo de Israel pratica todas aquelas coisas ensinada oralmente aos seus antepassados como descreve outras coisas que aquele povo deveria seguir.

Por isto é dito que aquela aliança em específico não foi feita com os seus antepassados. Há muitas coisas novas que aquele povo deveria seguir, com base nas antigas, ao passo que Deus fez com aquele povo também novas promessas, garantindo ainda as promessas anteriores entregues aos seus pais.

O simples fato de o sábado já ser lembrado ao povo liberto, antes da entrega das tábuas, já nos mostra que este era um mandamento já incluído na aliança feita com os patriarcas!

O patriarca imediato do povo de Israel era o próprio Israel (Jacó). Que já praticava o dízimo e sabia dos seus pecados.

E se sabia dos seus pecados é porque Deus já cobrava estes pecados (o pecado é a transgressão da lei).

A lei, dada de forma oral, foi dada não para revogar, mas para colaborar com a lei internamente gravada em Adão e Eva, da mesma forma a lei escrita veio não para revogar, mas para colaborar com a lei oral e a lei interna.

Da mesma forma que a lei espriritual não veio para revogar nenhuma outra das formas de expressão da lei, mas para fazer com que ela voltassem novamente a ser escritas internamente no ser humano.

Por que a lei oral foi dada?

R= Porque o homem, depois do pecado, estava perdendo a lei gravada em seu interior rapidamente.

Por que o homem teve, depois, que receber a lei dada de forma escrita?

Porque o homem nem mais pela memória era capaz de guardar estes mandamentos. A lei então que estava no coração e então na mente, teve que ser escrita em tábuas de pedra, porque o homem já não conseguia mais guardá-la internamente.

A Bíblia descreve claramente que não apenas o sábado foi cobrado antes da entrega das tábuas da lei, como leis já faziam parte do cotidiano de seu patriarca mais distante, Abraão!

(Gênesis 26:5)

Moisés descreve naturalmente, desde o Gênesis e antes da entrega da lei escrita, Deus cobrando daqueles que matavam, adulteravam, cometiam idolatria e por fim transgrediam o sábado.

Antigamente o povo entendia que aquilo era moralmente errado, mas isto foi se perdendo no tempo à medida que a lei internamente implantada ia enfraquecendo e o povo ia se esquecendo dos ensinamentos deixados por Deus.

Moisés, apenas não descreve aqueles mandamentos guardados por Abraão!

Tendo Deus criado o sábado no Éden, e por causa do homem, segundo Jesus, alegar, então, de que o sábado foi revogado após a queda no pecado é algo sem base nem fundamento.

E moisés não aplica a palavra sábado no evento do Éden, mas aplica o conceito de dia de descanso, segundo exemplo dado pelo próprio Deus.

E o próprio Deus entrega Sua lei agora escrita em tábuas de pedra, onde, dia de descanso é mostrado como sendo realmente o propósito do sábado. Deste modo não contrariando, mas afirmando aquilo que toda a Bíblia ensina, de que o sétimo dia foi criado e dado ao homem com propósito de descanso. E não apenas isto, mas bênção e santificação!

A lei dada de forma escrita apenas reafirma todos estes conceitos, onde é dito que o sábado é o dia em que o Senhor nos santifica (Êxodo 31:13).

Desta forma, o que Israel recebeu foram mais leis! E percebemos dentre estas que o mandamento do sábado não era um mandamento novo.

Não usar o sábado segundo o propósito em que foi dado é tão moralmente errado quanto não usar as demais coisas segundo o propósito que foi dado.

É anti-natural, é fora dos propósitos e da vontade de Deus. E sendo que o sábado foi dado com o propósito de descanso, deve ser usando com o propósito de descanso. E sendo que Deus criou o sábado com um propósito de bênção e santificação, deve ser usado segundo este propósito de bênção e santificação.

E não maldição, como estava sendo feito por alguns judeus seguindo sua tradição e ensinamentos, ao contrário do exemplo que Deus deu, demonstrando todo o cuidado para com o Seu povo, enviando o maná e não deixando nada lhes faltar. Assim como entregou tudo a Adão e Eva, não deixando coisa alguma lhes faltar, nem mesmo o descanso.

E na rebeldia em guardar os mandamentos, Deus nunca aboliu os seus mandamentos, mas reeducou o seu povo, castigando aqueles que tentaram influenciar os que guardavam a serem desobedientes, fazendo a vontade egoístas daqueles que não amavam a Deus, por que a lei dada por Deus era uma expressão de Sua vontade, caráter e cuidado e que mostrava, inclusive, a tolerância de Deus enquanto mudava os maus hábitos daquele povo.

E a lei escrita e que estava dentro da arca a aliança é a mesma que se encontra escrita na arca que está no céu (Apocalipse 11:19)?

É a mesma lei, quando Moisés viu o modelo do santuário, também viu todos os móveis.

A lei dada a Moisés, colocada dentro da arca, é uma cópia da Lei que há contida na arca no céu.

Deuteronômio 5, segundo o que o próprio Moisés relata, seria uma repetição do que Deus havia dito a ele anteriormente quando da entrega da primeira tábua.

E por que Deuteronômio 5 está diferente?

Porque Deuteronômio 5 é uma recapitulação do que Deus havia dado na primeira ocasião.

Ali, Moisés agrega certas razões pertinentes, após a rebeldia do povo aos pés do monte.  Segundo TODA a informação que lhe foi passada por Deus naqueles dias no topo do monte.

E obviamente Moisés guardou as tábuas entregues por Deus, cópia da primeira. De modo que o que está em Êxodo 20:11, é repetido por várias vezes na Bíblia, como em Salmos 146:6, Ageu 2:6, Atos 4:24, Atos 14:15 e no convite de adoração em Apocalipse 14:7.

E Moisés não faz ressalva de que este detalhe deva ser suprimido, nem a Bíblia, pelo contrário, reafirmando o valor do sábado como um dia de homenagem ao Deus criador, até no último livro de Apocalipse.

E sabe o que isto nos mostra, irmão?

Que este detalhe é tomado como um bandeira, por Deus, como motivo para guardarmos o sábado.

Deus criou um dia, para conter todo este significado e lembrar eternamente à humanidade quem Criou o homem bem como tudo tudo que há neste mundo, para que assim, nunca nos esqueçamos quem de fato é o nosso Senhor e o único digno de louvor e adoração.

sábado, 11 de junho de 2016

A imortalidade da alma e a entrada do pecado no mundo

Eva creu que de alguma forma jamais morreria

Olá irmão Luiz,

O irmão disse:

"A imortalidade da alma é realmente de origem católica"

"se a Igreja Católica Apostólica Romana depois adotou tal crença então parabens para ela."

Em um outro comentário o irmão disse:

"São doutrinas católicas sim no sentido da Santa Igreja Universal( Católica)."

Também creio que a imortalidade da alma é de origem na igreja universal/católica. Também creio que se trata de uma crença adotada pela igreja.

Entretanto, ela não é bíblica, por entrar em conflito com os ensinamentos dos profetas do Antigo Testamento e também de Jesus e Paulo acerca do estado da morte como sendo um sono inconsciente.

Esta doutrina invalida certas questões como a da árvore da vida, como meio de se obter a vida eterna.

Cremos na imortalidade CONDICIONAL do ser humano. Que o homem foi criado para ser imortal, mediante a não separação do corpo e do espírito, o que provoca a morte.

Quando o homem peca e morre, Deus toma para si de volta o espírito que deu ao homem e seu corpo volta à terra.

O homem volta ao mesmo estado em que estava antes da colocação do espírito em um corpo.

A alma é algo trazido à existência por meio da união entre o espírito e um corpo e se constitui no ser humano integral.

Os frutos da árvore da vida, bem como as suas folhas é o que nos garante a eterna saúde e juventude.

Lembre-se que a morte antes não existia, portanto toda alma era imortal.

Imortal no sentido de que não morria e não de que não pudesse morrer.

É muito estranho pensar que Deus construa algo que Ele mesmo não pudesse destruir.

Portanto se a imortalidade da alma dissesse que Deus não quer destruir a alma humana, poderia fazer algum sentido.

Mas como a imortalidade da alma afirma que Deus não pode ou não consegue destruir o ser humano, aí a coisa se complica!

A alma é destrutível. Ela existe ou não existe segundo a vontade de Deus.

E a vontade de Deus era de que o homem não fosse imortal caso caísse em pecado, por isto tirou de Adão e Eva o privilégio de tomarem do fruto da árvore da vida.

Indo para a parte científica:

A consciência que temos só é possível quando a mente está ativa. A mente é algo possível por meio do nosso cérebro, por onde permeiam células e correntes elétricas.

Quando o cérebro é danificado, a mente da pessoa é danificada. A pessoa pode morrer, ou esquecer-se de tudo, uma vez que toda a informação que o indivíduo tem é guardada dentro do cérebro.

Veja, se com uma pancada na cabeça o indivíduo perde toda a consciência e não se lembra de nada que ocorreu, quanto mais perderá durante a morte.

Há casos de pessoas que sofrem de amnésia e não mais se lembram das coisas que aprendeu.

A Bíblia e a ciência andam juntas.

A Bíblia relata que na morte não há lembranças.

A Bíblia relata que na morte não há consciência.

Então uma entidade sem consciência e sem lembranças serviria para quê?

O que aprendemos é guardado dentro do cérebro. Veja, não teria como se guardar estas informações dentro de uma alma.

Se a alma tivesse toda arquitetura para guardar informações e gerar consciência, Deus não precisaria criar um corpo para o ser humano. A estrutura desta alma já seria o seu próprio corpo com todas as suas funções de consciência.

Agora, esta alma teria que ser feita de alguma coisas, algo imaterial como a imortalidade sugere.

Mas se Deus pode criar uma mente em algo imaterial, por que não poderia criar uma mente em algo material?

A alma é imortal porque é imaterial?

E esta alma não depende de um corpo nem de um fôlego de vida?

Parece interessante, mas não adianta nada se não for verdade.

Se ao final formos mesmo tão somente uma união entre um espírito e um corpo, todo o conceito da cristandade deveria ser reformulado e esta ideia abandonada.

A pretensão de ter a imortalidade inerente é algo muito perigoso! Deixamos de nos colocarmos como meras criaturas, nos colocando ao lado de Deus na imortalidade inerente.

E temos, à partir de então, a impressão de que Deus realmente estava nos escondendo algo ao não permitir que a humanidade conhecesse algumas coisas.

Primeiro, de que já éramos imortais. Segundo de que poderíamos conhecer do bem e do mal assim como Deus.

Satanás então teria razão, porque Adão e Eva não morreriam porque já eram imortais como Deus e se tornariam conhecedores do bem e do mal, assim como Deus o é!

E ao final, Deus realmente estaria escondendo algo de suas criaturas.

E satanás teria razão, porque não somente o homem continuaria sendo imortal, como também passariam a ser como Deus, conhecedores do bem e do mal.

Satanás mentiu apenas em um ponto!
O de que Adão e Eva jamais morreriam.

Porque Deus diz que o salário do pecado é a morte! Deus nunca escondeu de Adão e Eva de que havia o bem e o mal, tanto que deu-lhes a opção de conhecer ou não conhecer, segundo a árvore plantada no jardim do Éden. Porém avisou de que se conhecessem, eles morreriam.

E isto ocorreria porque Adão e Eva não eram de fato como Deus. O conhecimento do mal não afeta Deus porque além de imortal Ele é Santo.

O fato de Deus ser inerentemente Santo, é uma garantia à todo ser que vive, de que
o universo é um lugar seguro onde suas criaturas não têm o que temer.

Toda criatura é santificada por Deus, mas não é inerentemente santa. Deus não pode pecar, mas as Suas criaturas podem.

"Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica." Êxodo 31:13

Agora, e se as criaturas de Deus fossem imortais e tivessem a livre capacidade de escolher entre o bem e o mal?

Creio ter sido este o argumento usado por Satanás para convencer aos demais anjos.

Sendo imortais, não teriam por que temer serem destruídos por Deus.

Deus pretendia castigar Satanás para silencia-lo e não deixar demais criaturas conhecerem a diferença entre o bem e o mal? Não deixar suas criaturas saberem que era possível viverem totalmente livres como bem quisessem ao invés de escravos sempre fazendo a vontade de Deus?

Como poderiam saber que viver por si mesmos, independentes de Deus, curtindo sua imortalidade e conhecedores do bem e do mal poderia ser algo tão terrível?

Como poderiam saber se realmente existe algo chamado pecado e morte, sendo que nunca viram algo assim e sempre viveram em um mundo perfeito e nunca viram a morte?

Estava Deus apenas mentindo para suas criaturas? Teria Deus realmente as criado? Ou seria que Deus apenas as escravizou tirando seu livre arbítrio, fazendo-as serem totalmente submissas às suas leis e regulamentos?

Satanás tinha razão? Ou Deus tinha razão e estava apenas protegendo suas criaturas de algo terrível com as quais suas criaturas não poderiam lidar?

Dois fatos que viriam às criaturas de Deus caso conhecessem o pecado que é a transgressão da lei moral natural implantada em todo o Seu reino, bem como dentro de cada criatura: Pecado e morte!

Não porque Deus impõe mas porque são o resultado natural quando criaturas não inerentemente santas nem imortais entram em contato com o mal.

E a morte ocorre porque Deus se afasta da criatura, pois Deus não pode conviver com o mal. E porque a pecaminosidade de uma criatura diante da santidade de Deus prontamente as destruiria.

E longe de Deus, a fonte de vida, elas morrem.

E isto ocorre porque Deus não pode criar criaturas inerentemente santas e imortais. Porque a santidade inerente é algo exclusivo de Deus.

Se assim o pudesse, Deus estaria criando outros deuses assim como Ele. Não tendo estes deuses tão somente a onipresença, a onisciência e a onipotência.

Fossem porém inerentemente santos, não haveria problema em conhecer o bem e o mal, porque jamais se corromperiam, assim como Deus conhece e nunca se corrompeu.

O problema é que não somos inerentemente santos e por isto não podemos ser inerentemente imortais!

A imortalidade incondicional era e continua sendo o maior sonho de Satanás. Satanás jamais quis a santidade de Deus, pelo contrário, desejou a maldade e se apaixonou pelo pecado.

É também o maior sonho da humanidade.

A imortalidade inerente, porém, é desnecessária, em um mundo onde todas as criaturas desejam fazer a vontade de Deus, não transgredindo suas leis que regem todo a existência. Assim não conhecem o mal e não são afetados por ele.

Toda a Lei é santa, justa e boa e me refiro a lei de todo o universo, todo o cosmo, tudo que há no Reino Eterno e que foi trazido à existência para subsistir para sempre, porque Deus é santo, justo e bom.

A lei existe para o bem de suas criaturas. Para que não possam sair do estado de santidade e imortalidade, para o estado de pecado e morte que é a consequência natural do pecado, uma vez que provoca um separação de Deus.

Sem a presença de Deus nada subsiste.

As coisas não existem apenas porque Deus as criou, mas porque Ele também as mantêm.

Todo este ensinamento foi introduzido no ensinamento do Sábado e este ensinamento continuará existindo para sempre.

E todos adorarão a Deus porque entendem de que Deus é a fonte de toda a vida e toda existência. Tudo que existe proveio de Sua bondade, por isto Deus é amor.

Deus pratica o amor real e verdadeiro por isto dá liberdade a suas criaturas ao passo que nos mantém longe do mal e do pecado. Por isto Suas leis existem, para nos manter seguros de todo o mal e suas consequências.

Deus não pode mudar seu caráter Santo, também não pode deixar de amar Suas criaturas.

O pecado é algo que agride sobretudo a Deus e O fere ao ver o sofrimento e a maldade em Suas criaturas!

Por isto satanás usa estas coisas para ferir a Deus, usando a humanidade saída de Seu íntimo.

Jesus na cruz, exemplificou o que Satanás estava fazendo com Deus, ali no calvário vimos, em carne e osso, Deus ser Crucificado pelo pecado. O Deus que tanto amou suas criaturas que a si mesmo entregou por elas.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Por que Cristo fez todas aquelas coisas no dia de Sábado?


"O sábado não nos isenta da responsabilidade de
cuidar de nosso povo"

Quando Cristo realizou curas e milagres no sábado estava resgatando o sentido original deste dia. Um dia de bênçãos e santificação.

Na época de Cristo, mais uma vez mais a humanidade pôde disputar do privilégio de desfrutar do sábado na companhia direta com o Seu criador, onde ali Cristo tornou o dia de sábado especial também para aqueles que mais necessitavam.

Deus colocou o sábado como um dia especial de bênçãos e santificação para a humanidade no Éden e assim Deus abençoou o dia de sábado e o santificou.

Cristo Deus proveio bênção e santificação ao cuidar do Seu povo junto com a Pregação, um valor originalmente esquecido. Após a libertação do Egito o povo de Deus era totalmente dependente das bênçãos e santificação do Criador para a sua subsistência e prosperidade, recebiam comida e água no deserto, proteção contra o calor e a escuridão. Eram guardados de todo o mal pois Deus promovia cura e salvação à picada das víboras e não permitia que nenhum exército ameaçasse o Seu povo.

Cristo veio em defesa dos mais pobres e necessitados, que sofriam as mazelas de seu próprio povo. A falta de amor e cuidado era ponto latente na cultura judaica, sobretudo entre os fariseus.

Com a desculpa de transgressão ao sábado, impunham ainda mais sofrimento e descaso à parte do povo que mais necessitava. O sábado era de fato o pior dia para estes homens que muitas vezes, neste dia, eram privados do próprio alimento.

Israel não alimentava seus pobres no dia de sábado, não curava os enfermos, não levavam o coxo e o aleijado para o centro de reunião e congregação.

Este descaso para com os necessitados, não proveio da Lei de Deus, mais da falta de amor constante entre os israelitas, sobretudo nas regras tradicionais, uma expressão desta falta de cuidado para com aqueles que sobreviviam à custas da caridade.

Como um Deus amoroso que sai em defesa do Seu povo, Cristo proveio ao pobre, faminto, doente e necessitado o conforto da Palavra de Deus e o alívio para suas doenças, tanto física quanto espirituais.

Deus sempre trabalhou em benefício do Seu povo e Cristo se fez igual a Ele, cuidando do Seu povo no dia de sábado. Cristo trouxe justiça às classes mais menosprezadas. Trouxe dignidade aos que antes andavam na prostituição, aos endemoniados e a salvação com arrependimento ao pecador, ao ladrão, ao assassino e ao adúltero.

Cristo fez até do último momento na cruz, um motivo de bênção e salvação aos que estiveram ao lado Dele.

Toda a bondade de Deus se condensava em Jesus, fiel servo que, fazendo a obra de Deus aqui na terra, nos ensinou a dar dignidade às mulheres, incluirmos as crianças, ampararmos os pobres, dignificar as viúvas, curarmos os doentes e cuidarmos dos necessitados.

Cristo poderia escolher qualquer dia na semana para morrer, mas condensou seu descanso na sepultura, no sono da morte, entre a sexta, dia de sua morte e o primeiro dia, o de sua ressurreição.

O sono de Cristo na sepultura sinaliza o descanso de suas obras em vida.

O Deus que Cria, que liberta, que cuida, que cura e traz alívio. Cristo mostrou o verdadeiro propósito do sábado, que é um dia especial para todo aquele que mantêm contato com o seu Criador.

Cristo fez do sábado um dia especial de comunhão com o Criador. Ali Deus se fez presente cuidado do Seu povo. Cristo estabeleceu os critérios para guardar este dia à partir de então, a nós, cristãos, delegou a tarefa de aliviar o sofrimento e incluir toda criatura no usufrutos do sábado.

Não apenas o homem e a mulher da nação de Deus, mas também o estrangeiro, o empregado e também o gado. O povo havia esquecido o sentido de inclusão do sábado.

Sábado é um dia de compartilhar, cuidar, levar o aleijado à igreja, curar o doente, visitar o preso, pregar o evangelho. É dia especial de bênção e santificação.

É dia de descanso para o cansado, o aflito, o faminto, de alívio, um dia de esperança.

Deveria ser o dia mais agradável aos desfavorecidos, o dia mais aguardado por aqueles que necessitam das bênçãos e santificação de Deus.

Deus estava preparando um povo para levar estas bênçãos e santificação para as demais nações da terra, porém não fizeram isto ao seu próprio povo, por conta da dureza do coração e a insistência da prática de atenderem a seus próprios interesses particulares.

Cristo reformou toda a visão da Lei, e trouxe em si a verdadeira essência do caráter de Deus.

Colocou a lei no seu devido patamar de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Cristo explicou toda esta essência a través do sábado, onde colocamos Deus acima de ossas vidas e O reconhecemos como Criador e mantenedor, o amor vertical. Ao lado de nossos irmãos os quais amamos cuidamos e protegemos, o amor horizontal.

Estas duas formas de amar são bem representadas na cruz, em suas linhas horizontal e vertical, onde Cristo se sacrificou por amor.

De forma que não apenas amamos a Deus e Deus nos ama, mas também amamos ao próximo. Guardar o sábado amando a Deus mas sem amar ao próximo, não é cumprimento da lei.

Por meio do sábado repartimos a bondade que Deus tem para conosco, compartilhando com os menos privilegiados aquilo que recebemos de Deus. E fazendo assim Deus derrama sobre nós ainda mais bênçãos, fortalecendo a relação de amor ao próximo.

Cuidar do pobre e necessitado é um privilégio que Deus nos concede, uma oportunidade de participarmos do plano de Deus que é para a salvação e redenção de toda humanidade. Ao invés de um trabalho é dever de todo o homem.

No deserto, Deus promulgou os deveres de seu povo, não como forma de salvação, mas de participação no projeto de Deus para levar a salvação ao mundo. Para que servissem de exemplo e meio de propagação das boas novas de que um substituto viria para salvar a humanidade e garantir a todos que quiserem a eterna redenção.

O santuário de sacrifícios era o centro de adoração a Deus e memorial do plano redentor saído da vontade de Deus e do coração do filho.

Cristo escolheu morrer pela humanidade e deixou um sinal no mundo, apontando para Ele, o criador e originador de todas as coisas, desde o Éden.

Desta forma cristo já tinha um plano especial com a instituição do sábado no Éden, de forma que, desde o princípio, o sábado foi posto como um sinal que aponta eternamente para o Seu criador.

Na cidade santa, a árvore da vida dá seu fruto de mês em mês, esta é lua nova para os que hão de habitar estas cidades. Em cada mês participaremos dos seus frutos, que nos concede a vida eterna, como recompensa de nossa obediência e fidelidade àquele que nos Criou.

No céu, passaremos por mil anos sabáticos e prosseguiremos comendo do fruto que concede a vida, aqui na terra, direto das mãos de Cristo.

E todo sábado nos reuniremos ao redor da Cidade Santa e os que estiverem longe, em espírito e verdade. Usufruindo dos benefícios deste dia, assim como o povo usufruía dos benefícios do sacrifício contínuo mesmo longe de Israel. Em um propósito único de adoração ao Criador de todas as coisas, onde toda carne se apresentará diante Dele.

O Criador jamais será esquecido, ninguém se apartará Dele e Suas verdades. O que o pecado separou, a graça por meio do Criador reuniu e a bênção e santificação, uma vez dada ao homem, permanecerá para todo o sempre, em memorial de toda criação.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

CACP e sua alegação de que Cristo transgrediu o sábado



"E aquele homem foi, e anunciou aos judeus que Jesus era o que o curara. E por esta causa os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado. E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus." (João 5:15-18)

Qual ponto estava sendo disputando entre Cristo e os fariseus?


a)  Se era lícito curar no sábado;

OU

b)  Se era lícito transgredir o sábado.


Meditemos na contradição da própria afirmação caso escolhamos a segunda opção.

Devemos questionar as Escrituras acerca do tipo de trabalho que Cristo afirmava ser lícito fazer no sábado:

O que estava em discussão, segundo os fariseus:


"E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados." (Mateus 12:10-12)

O que estava em discussão, segundo Jesus:

"E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei, e aos fariseus, dizendo: É lícito curar no sábado?" Lucas 14:3


Assim temos a certeza sobre o que estava posto em discussão e a resposta é:

a)  Se era lícito curar no sábado;

O que mais Cristo disse que era lícito fazer no sábado?


"Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?" (Mateus 12:5)

A defesa apologética de Cristo, acerca do sábado, nos evangelhos:

A cessação do trabalho laboral aos sábados não impedia os israelitas de servirem ao próximo e fazerem bem. Também não impedia os israelitas de se alimentarem, ou usufruírem daquilo que haviam produzido nos demais dias da semana.

Um entendimento mais amplo acerca da essência do sábado:


(Sr. Adventista)

Resposta a Luciano do (MCA) acerca da páscoa semanal

Olá Luciano!

Cristo não instituiu uma páscoa semanal.

O irmão usa um páscoa semanal não instituída para defender um domingo não instituído.

Dia da recriação, dia do Senhor, são doutrinas copiadas do sábado e reformuladas segundo teorias acerca do domingo.

O domingo é ensinado hoje por meio de teorias e não um claro "assim diz o Senhor".

É um jeito muito estranho de se estudar e interpretar as Escrituras.

De forma semelhante alguns irmãos utilizam o verdadeiro dom de línguas bíblico e daí formulam ensinos sobre línguas estranhas.

De igual modo, alguns irmãos pegam a visão de Pedro e daí formulam ensino sobre permissão para se consumir carnes imundas.

E também pegam passagens onde pessoas caíam na presença de Jesus para firmar o ensinamento sobre cair no espírito.

Se domingo e imortalidade da alma fossem verdadeiros ensinamentos da parte de Deus, a Igreja de Cristo não teria caído em apostasia com a entrada destas doutrinas para dentro da igreja.

O mandamento foi mudado e não foi Cristo nem Deus quem mudou. Os apóstolos também não o mudaram.

Todo o ensinamento Bíblico impede que se faça qualquer tipo de mudança na lei.

Cristão algum pode fazer coisa alguma sem uma clara ordem de Deus, ainda mais mexendo nos mandamentos que Ele escreveu com Seu próprio dedo.

Tão séria é esta questão que Deus não permitiu que o homem escrevesse os Seus mandamentos.

Doutrinariamente a bíblia não ensina a mudar o sábado para o domingo.

Também não institui regras para se guardar um novo sábado da forma como os irmãos fazem hoje, trabalhando.

Tanto não existe uma ordem para se mudar o mandamento na bíblia que não existe qualquer regulamentação para guarda-lo de forma diferente do sábado.

A cristandade tanto criou por si mesma um novo dia de guarda quanto o regulamentou. Não foi Deus quem criou o domingo e o regulamentou, mas a cristandade ao longo dos anos.

O protestantismo não assume, mas continuam crendo de que a igreja tenha poder e autorização para mudar a lei, instituir dias e reinterpretar a Bíblia, sem contrariar a fé que se encontra ali explícita.

Deste modo o protestantismo em geral ainda continua seguindo o mal exemplo do papado, colocando a autoridade da igreja acima das Escrituras Sagradas.

O ensinamento do domingo prontamente contraria o ensinamento do sábado, assim como o ensinamento da imortalidade da alma prontamente contradiz o da morte como um sono inconsciente.

Não apenas se ensina a transgredir o mandamento, guardando outro dia, como se ensina que se pode trabalhar neste dia.

Em verdade o protestantismo também aboliu o sábado e tão somente se admitiu o domingo construído pela igreja ao longo da história para tapar este dia.

E o motivo de não se querer guardar o sábado é unicamente pela forma como ele deve ser guardado.

O que lembra muito ser semelhante ao antigo Israel, remetendo às demais leis guardadas pelo Povo de Deus.

Se guardar o sábado da forma como eles guardavam continua sendo necessário, guardar as demais leis a exemplo das dietéticas de Levítico também é necessária.

Desta forma é pelo conjunto de normas exigidas à conduta do Povo de Deus que a igreja encontra dificuldades em retornar ao sábado.

Veja, os irmãos também creem na mudança da Lei, por conta da morte e ressurreição de Cristo.

O protestantismo crê que boa parte da lei foi abolida assim como muitos irmãos evangélicos creem que toda a lei foi abolida.

E assim como o protestantismo se firmam em teorias em cima das novas escrituras, ao invés de um claro "assim diz o Senhor", igualmente irmãos evangélicos se firmam em teorias acerca das novas escrituras, ao invés de um claro "assim diz o Senhor".

Seus ensinos não apenas contrariam as antigas leis, como copiam sua essência para criar outras doutrinas.

A páscoa semanal (criada pelos cristãos) é uma cópia da páscoa judaica, instituída por Deus.

O domingo (criado pelos cristãos) é uma cópia do sábado judaico, instituído por Deus.

O dia da recriação (criada pelos cristãos) é uma cópia do dia da criação onde Deus fez todas as coisas.

O Dia do Senhor é uma cópia do Santo Dia do Senhor, o sábado, instituído por Deus.

Assim a cristandade criou uma cópia para si segundo o modelo dado por Deus aos Israelitas, instituindo então suas próprias doutrinas, ao longo dos anos.

E a conscientização de que proceder assim era correto veio por meio do papado, que não apenas ratificou estes ensinamentos como instituiu outros.

Tão perigosas são estas falsas doutrinas (baseadas em verdadeiras doutrinas Bíblicas) que a igreja foi se afastando do ensinamento acerca da graça.

Sem o exemplo do sábado, onde Deus se fazia presente entre o Seu Povo, a cristandade foi perdendo a ideia de um Deus sempre presente.

Sem o exemplo do sábado que lembra que Deus é quem santifica o Seu Povo, a cristandade foi se aproximando cada vez mais das obras, penitências e das aparências como meio de obter a santificação.

Perderam a essência de que Deus é o criador de todas as coisas e o motivo pelo qual devemos adorá-lo.

Perderam todo o exemplo da história do Povo de Deus.

Esqueceram tudo aquilo que Deus havia ensinado ao longo dos anos e criaram sua própria forma de alcançar a Deus.

A igreja perdeu sua identidade, se afastou totalmente dos ensinos bíblicos, a Palavra de Deus deixou de ser estudada.

E quando a coisa desandou e os cristãos voltaram a estudar a Bíblia e a praticar o que há ali escrito antes daquilo que a igreja medieval estava ensinado, sofreram perseguição e a Bíblia lhes foi tirada.

Da mesma forma, a cristandade em meados de 1790 voltou a estudar as escrituras, após longos anos de reforma parada. E há hoje nas igrejas, resistência em se permitir que os cristãos voltem a guardar tudo aquilo que ali é ensinado.

Quando cristãos insistem em seguir o claro "assim diz o Senhor" que há nas Escrituras, em detrimento das doutrinas hoje ensinadas não encontram mais um lugar onde são aceitos nas igrejas.

Mas como seriam as igrejas se hoje voltassem a guardar todo o claro "assim diz o Senhor" que há nas escrituras? Seriam como o antigo Israel?

Seriam como é hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia.