terça-feira, 13 de agosto de 2013

Coisas eternas? Ou coisas definitivas? E quanto às coisas perpétuas?

Na falta de uma palavra ocidental que melhor definisse a palavra original em hebraica ou grega, os tradutores, na Bíblia, utilizaram o termo 'eterno'. Este termo entretanto não é adequado à representar o sentido da palavra original em hebraico e grego de modo que a palavra mais adequada, seria 'definitivo'.

Assim como no original em hebraico, a palavra 'definitivo' tem a capacidade de tornar um efeito eterno ou não eterno, dependendo ao que a palavra se refira.

Definitivo vem com o sentido de substituir algo temporário, o que cai melhor nas escrituras:

O castigo definitivo (em substituição aos castigos temporários sobrecaídos à Adão e Eva);
O inferno definitivo (em substituição ao inferno, sepultura atuais);

Todos estes têm o sentido de algo perpétuo (que se perpetuam), porém, finitos (ocorrem até um certo ponto).

Existe porém:

Morte definitiva (em substituição à morte atual que é temporária);

Esta Morte denfinitiva tem sentido de algo finito e imediato. A perpetualidade então do castigo e do inferno é delimitada pela morte que vem após estas duas. Porque se tanto o castigo como o inferno fossem eternos, jamais ocorreria a morte definitiva e esta nem viria a existir.

Existindo a morte, claramente se percebe que a perpetualidade do castigo e do inferno termina ali, quando ocorre a morte, que é imediata e também definitiva.

Infelizmente muitos cristãos se apegando à letra da palavra 'eterna' que se trata de tão somente uma tradução, torcem e modificam todo o sentido original das escrituras em grego e hebraico, e isto não ocorre por acaso, trata-se de providência diabólica.

Outra palavra mal compreendida é a palavra 'perpetuação'. Ora esta palavra indica repetição, mas não que, necessáriamente, esta repetição seja infinita.

Deus entregou muitos estatutos perpétuos que de fato se perpetuaram por longos anos, entretanto, se perpetuaram até um certo ponto.

Assim como a pena de prisão perpétua tem fim diante da morte de um condenado, também, certos aspectos da lei de Deus tiveram seu fim diante da morte de um Condenado que era Cristo. Um bom exemplo era a cerimônia da Páscoa e da Circuncisão.

Agora vejam que intrigante, pois Deus nunca utilizou a palavra 'perpétuo' ao se referir aos seus mandamentos, mas sim a palavra que agora realmente tem sentido de eterno. E bem podemos aplicar o termo definitivo, onde na bíblia se traduz por eterno, ao se referir à Lei dos Mandamentos, assim teríamos:

Leis definitivas!

E sendo que são leis definitivas, não podem ser substituídas, por isto o caráter da Lei realmente é eterna e imutável. A Lei já veio em substuto à iniqüidade entre os homens, daquilo que a bíblia chama de 'lei do pecado'. A graça também veio em caráter definitivo, em substituição à condenação.

As leis cerimoniais eram perpétuas, mas não definitivas. Do mesmo modo a justiça através do sacrifício do cordeirinho, embora perpétua, também não era definitiva, pois, todos estes tinham caráter temporário e representavam a figura de Cristo como o verdadeiro cordeiro, sacerdote e sumo sacerdote.

De modo que Jesus é o cordeiro, o sacerdote e o sumo sacerdote definitivo.


Voltando à palavra 'eterno'

Disto tiramos que a palavra traduzida por 'eterno', se refere à algo que será definitivo, e não necessáriamente que serão finitos ou infinitos, a finitude ou infinitude dependerá do caráter ao que a palavra se refere, como ocorre no original em grego e hebraico.

Tendo bem claros estes conceitos de definitivo e temporário, perpétuo e imediato, torna-se mais fácil a correta compreensão das escrituras, onde cita-se a palavra "eterno" e 'perpétuo'.


Deus os abençôe em seus estudos!

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