domingo, 6 de novembro de 2016

Resposta - O Inferno existe?

Em resposta ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=IvtF8X42-sY

Olá, irmãos, o inferno não pode ser eterno por conta de alguns problemas. 1º Teríamos que adotar que a vida eterna seria também para o ímpio e que diferente dos salvos não necessitariam comer da árvore da vida. 2º Teríamos que adotar que Sodoma e Gomorra, bem como os ribeiros de Edom estejam ainda sendo atormentados, segundo Isaías 34:9,10 e Judas 1:7, caso nos prendamos à forma de linguagem utilizada para definir o local de castigo dos ímpios. 3º Teríamos que ignorar os versos do Antigo Testamento, que descrevem o resultado do castigo reservado aos ímpios como uma aniquilação. A compreensão hebraica era aniquilacionista: "cf. Pv.2:22; Sl.37:9; Sl.37:22; Sl.104:35; Is.29:18-20), destruídos (cf. 2Pe.2:3; 2Pe.2:12,13; Tg.4:12; Mt.10:28; 2Pe.3:7; Dt.7:10; Fp.1:28; Rm.9:22; Sl.145:20; Gl.6:8; 1Co.3:16,17; 1Ts.5:3;2Pe.2:1; Sl.145:20; Sl.94:23; Pv.1:29; 1Ts.5:3; Jó 4:9; Sl.1:4-6; Sl.73:17-20; Sl.92:6,7; Sl.94:23; Pv.24:21,22; Is.1:28; Is.16:4,5; Is.33:1; Lc.9:25; Gl.6:8; 1Ts.1:8,9), arrancados (cf. Pv.2:22), mortos (cf. Jo.8:24; Jo.11:28; Jo.6:47-51; Is.65:15; Rm.6:23; Is.11:4; Pv.11:19; Sl.34:21; Rm.8:13; Sl.62:3; Pv.15:10; Tg.1:15; Rm.8:13; Pv.19:16; Is.66:16; Jr.12:3; Rm.1:32; Ez.18:21; Ez.18:23,24; Ez.18:16,28; 2Co.7:10; Rm.6:16; 2Co.3:6; Hb.6:1), exterminados (cf. Sl.37:9; Mc.12:5-9; At.3:23), executados (cf. Lc.19:14,27), devorados (cf. Ap.20:9; Jó 20:26-29; Is.29:5,6; Sl.21:9), se farão em cinzas (cf. 2Pe.2:6; Is.5:23,24; Ml.4:3), não terão futuro (cf. Sl.37:38; Pv.24:20), perderão a vida (cf. Lc.9:24), serão consumidos (cf. Sf.1:18; Lc.17:27-29; Is.47:14; Sl.21:9; Jó 20:26-29; Ap.20:9; Is.26:11; Naum 1:10; Sl.21:9; Lc.17:27-29), perecerão (cf. Jo.10:28; Jo.3:16; Sl.37:20; Jó 4:9; Is.66:17; Sl.37:20; Sl.68:2; Sl.73:27; At.13:40,41; Is.1:28; Is.41:11,12; 1Co.1:18; Rm.2:12; 2Co.4:3; 2Co.2:15,16; Lc.13:2,3; Lc.13:4,5; 2Ts.2:10), serão despedaçados (cf.Lc.20:17,18; Mt.21:44; 1Sm.2:10), virarão estrado para os pés dos justos (cf.At.2:34,35), desvanecerão como fumaça (cf. Sl.37:20; Sl.68:2; Is.5:24), terão um fim repentino (cf. Sf.1:18; Pv.24:21,22; Is.29:5,6; 1Ts.5:3; Is.29:18-20; 2Pe.2:1), serão como a palha que o vento leva (cf. Sl.1:4-6; Is.5:24; Is.29:5,6), serão como a palha para ser pisada pelos que vencerem (cf. Ml.1:1,3; Mt.5:13; Hb.10:12,13), serão reduzidos ao pó (cf. Sl.9:17; Is.5:24; Is.29:5,6; Lc.20:17,18; Mt.21:44; 2Pe.2:6), desaparecerão (cf. Sl.73:17-20; Is.16:4,5; Is.29:18-20), deixarão de existir (cf. Sl.104:35), serão apagados (cf. Pv.24:20), serão reduzidos a nada (cf. Is.41:11,12; 1Co.2:6), serão como se nunca tivessem existido (cf. Ob.1:16), serão evaporados (cf. Os.13:3), será lhes tirada a vida (cf. Pv.22:23; Jo.12:25), e não mais existirão (cf. Sl.104:35; Pv.10:25)." (Benício Cunha) Tanto que Oscar Cullmann considerada a maior autoridade em Novo Testamento de nosso século, ao estudar as Antigas Escrituras, em conjunto com as novas Escrituras, concluiu que é impossível defender a ideia de um inferno eterno por meio das Escrituras. Devemos ter em mente que ensino do inferno eterno é de origem grega e que os israelitas, antes do processo de helenização, possuíam a compreensão hebraica acerca do destino dos ímpios. Um abraço.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Iglesias Pentecostales se convierten a Adventistas

Jesus ensinou a guardar? Ou revogar os mandamentos de Deus?

Quem usa texto isolado do contexto, irmão Baeta? "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os MANDAMENTOS DE DEUS e a fé em Jesus." Apocalipse 14:12 Ouro verso: "E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os MANDAMENTOS DE DEUS, e têm o testemunho de Jesus Cristo." Apocalipse 12:17 Sabe quais são os mandamentos, Baeta? "Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe." Marcos 10:19 O irmão ama a Deus transgredindo seus mandamentos? A Bíblia diz que quem ama a Deus abroga seus mandamentos? Ou será que a Bíblia diz que quem ama a Deus guarda os seus mandamentos? Porque parece que segundo o irmão, quem ama Deus revoga seus mandamentos! É assim que está escrito em sua Bíblia? Este é o problema do dispensacionalismo, totalmente contraditório. Jesus diz que não veio abolir a lei e o amigo diz que Jesus veio abolir a lei. A Bíblia diz que quem ama a Deus guarda seus mandamentos enquanto o amigo diz que quem ama a Deus revoga seus mandamentos. A Bíblia diz para guardar os mandamentos de Deus, o amigo diz que não, que é só os mandamentos de Jesus. Jesus diz para guardar os mandamentos de Deus, o amigo diz que Jesus não mandou obedecer aos mandamentos de Deus. Paulo diz que não devemos abolir a lei pela fé, o amigo diz que devemos abolir a lei pela fé. Paulo ensina que toda escritura é inspirada e útil para o ensino, o amigo diz que a mesma escritura não tem mais serventia. A Bíblia diz que quem ama cumpre a lei, enquanto o amigo diz o contrário, que quem ama revoga a lei. A Bíblia diz que para entrar na vida tem que guardar os mandamentos de Deus, o amigo diz que para entrar na vida, tem que revogar os mandamentos de Deus. A Bíblia diz que bem aventurado é aquele que guarda os mandamentos de Deus para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas, mas o amigo diz que bem aventurado é aquele que revoga os mandamentos para ter direito à árvore da vida e entrar na cidade pelas portas. A Bíblia diz que, quem viola o mínimo mandamento e assim ensina aos outros, é chamado o menor no reino do céu, mas o que os cumpre e assim ensina é chamado grande no reino dos céus. Mas o amigo ensina o contrário, que o maior é quem revoga e assim ensina e o menor é o que guarda e assim ensina. Paulo diz que a lei é santa e o mandamento santo, justo e bom enquanto o amigo diz que a lei perdeu a validade. Paulo diz que tem prazer na lei de Deus, enquanto o amigo diz que a lei de Deus não deve mais ser guardada. Mas por que isto acontece? "Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." 2 Pedro 3:16 A Bíblia chama estes de indoutos e inconstantes, o que é verdade. Indoutos porque não estudam a Bíblia, gastando todo o tempo na igreja com manifestações excêntricas. E inconstantes porque não conseguem apresentar um raciocínio lógico. Um abraço.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Porque eu guardo o Sábado

Crentes místicos substituem a Palavra por sinais e prodígios

O QUÊ O CRENTE PODE (OU NÃO) COMER?

Em resposta ao vídeo:



Olá, irmãos, as leis dietéticas são bíblicas, o dispensacionalismo não. Quanto a comer o leitão assado, dê uma lida em Isaías 66:17 e Isaías 65:4. E não há desculpas irmãos, pois na mesma época em que os animais foram dados à alimentação, já se fazia distinção entre animais que servem para alimentação e animais que não servem para alimentação a exemplo do porco e do rato (Gênesis 7:8). O que aconteceria se Noé e sua família ignorasse esta diferenciação? A primeira coisa que notamos é que a humanidade, então, não mais comeria carne de animais imundos, mesmo que quisesse, pois, entraram na arca apenas UM ÚNICO par de cada espécie de animal impuro. Então, realmente não era para comer. Comer o porco e o rato, representantes entre os mamíferos e roedores, equivale a comer o abutre entre as aves, ou a barata entre os insetos. Por que são chamados de imundos?! Quanto ao retorno ao Éden, estamos indo para onde, irmãos? Quando esta terra for reformada, continuaremos a comer animais? Veja, o consumo de carnes limpas, ainda é permitido (as carnes imundas não), mas haverá um tempo em que não mais comeremos carne. Com que necessidade comemos os animais hoje? Aí está o detalhe! Os animais não foram criados para serem comidos, mas para servirem de companhia para o homem, enquanto que os vegetais sim, foram criados para servir de alimento (Gênesis 1:29). Hoje, se come animais não porque é uma necessidade, em certos locais, mas porque são gostosos. E não podemos, também, reduzir o argumento de que Deus estaria preocupado "só com a saúde de Israel", ao ponto de dizermos de que Deus estaria preocupado com tudo "menos com a saúde de Israel". Leis dietéticas e de higiene, pelo próprio contexto em que eram aplicados e pelas descobertas e maior clareamento acerca da carne de animais como alimentos, nos mostram que estas questões estão relacionadas com a saúde. E a proibição de comer carnes impuras vai além da questão de pecado, pois Deus chama o comer destas carnes e não das limpas de "abominação". Nojento mesmo, irmãos! Veja, o irmão comeria uma maçã, que esteve desde a manhã até a noite, caída na pocilga? O irmão comeria uma laranja que esteve o dia inteiro no ninho de ratos? Quanto mais comer o porco e o rato que vivem nessas condições, sendo chamados "os lixeiros naturais". O corpo destes animais são fortificados para viver nesta imundície, mas o corpo humano não foi preparado para receber estas imundícies dentro. Não apenas pela questão de transmissão de doenças, mas a condição da carne, que é atentada por toxinas provinda daquilo que estes animais comem, além de outros fatores que favorecem o desenvolvimento de doenças como câncer e da lepra tuberculosa, conforme episódio de epidemia notada, inclusive aqui no Brasil: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqzVS8w6g90nYlqoioDW_SUE4Nxrzy77zKl2Oor7dB3hb0s6_deNaaqqSyj9PrmjgkGcCmflP7fH9wHKmK5ad_3Wzlp0Q83sEo-F8W23mOZQG5uK9v-YeYmuP6p8drL-QJAv58EDToqtfo/s1600/I0000831-46(00958x01508).jpg
Higiene, irmãos, não é apenas externa, mas principalmente, interna, assim temos que cuidar acerca daquilo que colocamos para dentro do corpo, por meio da boca. A transgressão se dá em relação à uma agressão ao corpo, influindo na saúde do indivíduo. Nem todos os animais servem de alimento, irmãos, ainda que sejam gostosos e suculentos. E quanto às carnes sacrificadas a ídolos, o próprio irmão disse o contexto. As recomendações se referem a comer carnes que porventura tenham sido sacrificadas a ídolos e não acerca de comer carnes puras e impuras. Em outro contexto, falando acerca de comer com as mãos sem lavar, Cristo dá a mesma recomendação e novamente ali o assunto é outro, sobre o comer ou não com as mãos por lavar. E Cristo falou isto a Judeus, que não comiam carne impura, nem entenderam tal coisa nas palavras de Cristo. A reação dos judeus nos mostra de que não entenderam ali um ensinamento de Cristo para se comer tais carnes. Outro ponto é que Cristo, mesmo em se tratando de dispensacionalismo, ainda estaria na dispensação da lei, segundo crido por este meio e Cristo teria que cumprir a lei perfeitamente, como os próprios irmãos disseram no vídeo, o que não se cumpriria caso Cristo comesse ou levasse outros a comer carnes imundas, transgredindo a lei que Ele veio para cumprir perfeitamente. (o dispensacionalismo é contraditório, irmãos) Na questão de Pedro e o lençol, ocorre a mesma coisa, o assunto ali eram os gentios, no que Pedro nos dá a informação de que mesmo ele, ainda naquela época, jamais havia colocado carne de animal imundo de qualquer espécie em sua boca. E seria estranho Deus dar uma visão neste sentido em tom de urgência, como se começar a comer carne imunda fosse algo importante na pregação do evangelho. Cristo, irmãos, morreu na cruz para salvar a humanidade, inclusive os gentios e não para purificar porcos. Se entendermos a "purificação" contida nos versos como sendo uma limpeza dos animais imundos para se comer, mudamos totalmente o sentido da purificação provida por Deus, por meio da Cruz, em Cristo. De modo que se assim interpretarmos este tipo de purificação, estaremos estendendo a purificação feita por Deus à humanidade, ao porco e ao rato os quais Deus, nos versos iniciais que mostrei aos irmãos, abomina, na prática do seu uso como alimento. Então não podemos ligar a purificação feita por Cristo na cruz, com o purificar de porcos e ratos, queridos irmãos. Aos 10:40 quero que os irmãos me mostrem e me provem, pelas Escrituras, de que Pedro comeu os animais impuros no livro de Atos!!! De onde os irmãos tiraram isto? Veja o que diz o livro de Atos: "E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo." (Atos 10:28) Veja, se por outro lado interpretarmos que Deus estava ordenando a Pedro realmente comer aqueles animais impuros, deveríamos crer, também, de que estaria ordenando Pedro a comer Cornélio e sua família. O que estava em questão ali, irmãos, era a inclusão dos gentios entre os abraçados pela salvação em Cristo, não se tratava realmente de Deus estar querendo que Pedro comesse tais animais e se o fosse, perceberíamos que, então, Pedro teria dado um péssimo exemplo, desobedecendo, porque se recusou a comer tais animais. E veja que Deus recolheu aos animais impuros no lençol, então, realmente não era para Pedro comer, mas apenas para não comparar Cornélio e sua família àquele tipo de animal. Isto porque os judeus consideravam os gentios naturalmente como impuros. Assim, o que percebemos é que o que não encontra nenhum tipo de amparo nas Escrituras é o comer de carnes imundas, nem um único exemplo se encontra nas escrituras de tal ato na igreja. Assim, esta crença de que animais impuros agora possam servir de alimentos não se baseia em um claro "assim diz o senhor" mas sim por meio de conjecturas em cima de versos descontextualizados e que não estão, realmente, tratando acerca de carnes puras e impuras, mas, carnes sacrificadas a ídolos, comer com as mãos por lavar, pregar aos gentios, ou dias de jejum naquele outro caso citado pelo irmão e que trata de dias e de comida, onde, novamente, não tem nada acerca do consumo de carnes imundas. A questão do "aquele que come não julgue o que não come", está tratando acerca do "comer apenas legumes" ou "comer carnes (limpas)". O mercado usado como referência era o judeu, onde não havia nenhum tipo de carne imunda e o problema ali é novamente a questão de comer, ou não, carnes sacrificadas a ídolos pagãos e que eram comumente vendias no mercado judeu desde sempre. Alguns cristãos estavam com tanto medo de se contaminarem por uma carne oferecida a ídolo que preferiam deixar de lado a carne e comer apenas legumes. Mais uma vez o contexto ali não é a questão de comer, ou não, carnes impuras. Acerca deste assunto, Paulo argumenta de que "os ídolos nada são", o que nos prova de que a questão ali presente nos dois casos era sobre comer ou não carne que porventura teriam sido sacrificadas a ídolos, nada de carnes imundas. Não podemos, irmãos, estudar a Bíblia fora do seu contexto, temos que ler todo o contexto para saber sobre o que realmente Paulo está tratando, em cada um dos assuntos e não podemos incluir, nos assuntos, outras questões que não estão sendo tratadas, fazendo com que uma desejada permissão para o consumo de carnes imundas, pegue carona nas declarações de Paulo. Paulo tinha bem clara a ideia dos problemas que estava tratando, de modo que, se carnes imundas houvessem sido incluídas, teria dito abertamente para incluir as carnes imundas, naquele contexto. Entretanto, nem o contexto, nem Paulo faz a introdução da questão das carnes imundas, junto às questões abordadas, nem dá a ideia de que estaria dando uma mesma recomendação para dois assuntos diferentes. Esta forma de interpretação da escola dispensacionalista é muito perigosa, irmãos, porque coloca no contexto, em cada assunto abordado por Paulo, coisas que não estão sendo abordadas. Esperarei o verso dos irmãos dizendo de que Pedro tenha, de fato, comido animal impuro, como afirmaram no vídeo. Acerca da santificação, por meio do uso, inclusive, das regras alimentares, peço aos irmãos que leiam os textos contidos em 1 Coríntios 10:31, 1 Coríntios 6:20, 1 Coríntios 6:19. Como é que podemos, irmãos, jogar lixo, porco e rato para dentro de um templo, que é morada do Espírito Santo? E Cristo, não veio para revogar a lei (Mateus 5:17-19), irmãos, mas para escrevê-la no coração e na mente (Hebreus 8:10), a mesma lei dita em Jeremias 13:33. E o plano de Deus, irmãos, não era a rejeição de Cristo por parte do povo de Israel. Segundo a vontade de Deus, judeu e cristão permaneceriam sendo um só povo. Assim não podemos alegar uma mudança nos planos de Deus. O que mudou, foi que Israel não se incluiu, como nação, na aliança que era para eles. Os planos de Deus com a igreja são os mesmos que sempre teve para com a nação de Israel. Então cuidado irmãos, com esta questão de revolucionar tudo, mudando radicalmente os preceitos que nada tem de simples cerimonialismo, para adaptar a igreja ao estilo de vida gentio. Houvesse a nação judaica aceito o messias, continuariam tranquilamente com suas práticas, aceitando o retorno ao sentido correto da lei, nos pontos corrigidos por Cristo. E definitivamente, irmãos, questões como carnes impuras não foram "corrigidas" por Cristo, porque os judeus observavam este ponto bem até demais. E se a igreja tinha medo de comer carnes sacrificadas a ídolos, quanto mais teriam se o problema fosse carne imunda, sendo algo proibido nas escrituras! Assim "SE" este fosse o problema, na igreja, Paulo estaria falando primariamente das carnes imundas, ao invés de carnes sacrificadas a ídolos. E me desculpe, irmãos, mas a questão do sangue, no concílio em Atos, não se trata de algo acerca de escandalizar os irmãos, porque Paulo e Pedro estavam tratando dos gentios, em seu hábito de ingerir sangue e comer carnes sufocadas. Então, quem dentre eles se escandalizaria? Não irmão! Os apóstolos estavam repetindo a recomendação dada por Deus quanto à ingerir sangue de animais e a carne sufocada! Outro ponto é que este verso trata de um aspecto moral da lei que é a questão do se afastar da prostituição! Então, realmente, não podemos entender este verso como sendo uma questão de simples consciência, porque senão teríamos que admitir de que a prostituição, naquele tempo, seria também uma questão de consciência assim como o comer carnes sacrificadas a ídolos. Então, este argumento não tem base nem fundamento, por motivo do próprio uso da recomendação do abster-se da prostituição, em conjunto com o abster-se do sangue de animais e da carne sufocada. O que nos mostra que estas recomendações continuaram plenamente válidas para a igreja cristã, incluindo àqueles a quem se destinava, os gentios. E olhe que interessante, irmãos, não seriam apenas estes ensinamentos que os gentios aprenderiam, leia pois o que está escrito em Atos 15:21 junto àquelas outras recomendações. O texto mostra que os gentios aprenderiam da lei de Moisés todos os sábados nas sinagogas. Aquelas recomendações primárias, emergenciais, faziam parte desta mesma lei! Como então as leis dietéticas e de higiene perderam a sua validade!? Não, irmãos! Os gentios deveriam aprender ainda mais da lei de Moisés! De fato, estas questões como a das carnes sacrificadas a ídolos, vieram porque há na lei de Moisés os mandamentos que dizem para não praticar a idolatria. O problema dos gentios foi dito no próprio verso de Atos 15:24 e a solução não foi deixar a lei de lado, mas sim, levar o conhecimento ao povo gentio, conforme lemos em Atos 15:25. Percebemos que o problema dos gentios, era quanto aquilo o qual não tinham nenhum exemplo! Quanto ao não consumir de carnes imundas, tinham o exemplo dos judeus, incluindo os apóstolos e tomemos Pedro, que jamais consumiu carnes imundas (e estou esperando os irmãos trazerem o verso de Atos onde se afirme que Pedro tenha comido carne impura). E sendo o nosso maior exemplo, Cristo, menos razões teriam para comer carnes imundas, pelo contrário. Assim, não tinham entre os apóstolos, ou demais judeus exemplo para o consumo de carnes impuras, nem ensinamentos na Bíblia de seu tempo e veja o que Paulo diz em 2 Timóteo 3:16. Não há, no Antigo Testamento, nenhum prenúncio de abolição das leis higiênicas ou dietéticas! Das leis cerimoniais, dos sacrifícios no templo sim mas, de questões relativas à saúde, definitivamente não. As recomendações acerca da lepra e dos alimentos próprios para o consumo e tudo mais relativo à saúde e higiene, continuaram plenamente vigentes, para o bem do próprio povo. E, irmãos, não podemos nos guiar por maturidade e amor, devemos ter estas coisas, mas junto com o temor a Deus e o temor a Deus é também obedecer aos seus mandamentos. O norte e o guia, não é algo dentro do ser humano, mas algo que vem de Deus, incluindo recomendações práticas para o dia-a-dia. Somos homem, queridos irmãos e a Bíblia diz "pobre do homem que confia no homem". Temos que confiar em Deus, nos firmar em Sua Palavra e prosseguir como Paulo: "...crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas." Atos 24:14 Leia todo o verso, há uma outra informação muito interessante! E se Paulo houvesse transgredido, ou ensinado a transgredir as leis dietéticas dada por Deus, não poderia ter dito o que disse em sua defesa em Atos 25:8. O que foi a mesma constatação dada acerca de Cristo em João 18:38. Se Paulo, porém, houvesse agido em desconformidade ao que professou posteriormente, não poderia ter dito o que disse antes em Romanos 2:29. Paulo ainda se considerava judeu! Judeu que come carnes imundas, irmãos?! No demais, parabéns pelo canal, pelas recomendações equilibradas e especialmente pela sinceridade dos irmãos. Espero que estes pontos levantados, neste comentário, levem os irmãos a refletirem um pouco melhor sobre esta questão. Um abraço, que Deus continue iluminando os irmãos.

A prova de Abraão

Olá irmão, na época de Abraão, havia o costume de se sacrificar filhos às divindades pagãs. Abraão veio de uma cultura politeísta insensibilizada por suas próprias práticas religiosas.

Há vários propósitos envolvidos no uso desta metodologia. O primeiro era para Deus demonstrar de que Ele não se agradava com sacrifícios humanos. Deus usaria animais, então Deus ensinado a Abração de que aqueles cordeirinhos sacrificados seriam substitutos dele e de seu filho. Estes cordeirinhos por sua vez eram representações de Cristo. Assim Abraão entendeu que Cristo morreria no lugar Dele, de Isaac e de toda a humanidade.

Assista a este vídeo que lhe passei, é muito importante para entender o que há por trás de todo este ensinamento acerca do sacrifício.

Ao ver a dor do animal sacrificado, ovelhas inocentes, poderiam também entender o caráter de Cristo e o quão hediondo é o pecado. O ser humano via o seu próprio sofrimento, de seus semelhantes, mas isto havia se tornado normal em sua concepção de mundo. Mas ao olhar para um cordeirinho inocente, tinham uma ideia do que seria a inocência com a qual o homem veio à existência. Então o homem via também a si mesmo naquele cordeiro e ao ver o animal agonizando, percebia também a sua própria dor. Era uma forma de Deus falar também ao subconsciente da pessoa.

Nisto tudo ficou uma frase latente que é "sem derramamento de sangue, não há remissão de pecado".

Por entender que aquele era o preço que deveria ser pago pelo pecado, puderam entender o quão horrível era o pecado.

Assim o animal sacrificado aproximava a humanidade da pessoa de Cristo, que viria no estado de pureza de caráter que Adão tinha, antes de cair em pecado.

A prova que Cristo teria que vencer, porém, era muito mais difícil do que aquela colocada no Éden e que novamente serviria para mostrar se Deus agiu corretamente ou não ao dar o Seu filho pelo resgate da humanidade.

Tudo se junta, irmão, quando entendemos que Cristo é tão divino quanto o Pai (Colossenses 2:9). Que por meio Dele tudo foi criado (João 1:1-3). Assim, o próprio criador da humanidade se lançou em resgate de Suas criaturas bem como deste mundo (Provérbios 8:30).

Deus é pai, mas também é juiz, de modo que Deus é amor, mas também justiça. A queda de parte dos anjos propunha uma injustiça, pois, se criaturas, agora más, pudessem conviver junto às demais criaturas que decidiram não cair em pecado, não haveria por que os demais anjos também não decidirem ir para o lado do mal e também praticarem a maldade. Neste ponto, como Deus poderia mostrar aos anjos a diferença entre o bem e o mal e as consequências que aguardavam o mundo caído em pecado?

De todo modo a pena para a transgressão da lei de Deus, uma lei moral internamente implantada em todas as criaturas com livre arbítrio, não poderia ser revogada. O único meio de extirpar o mal, seria destruindo a criatura onde este mal se desenvolveu, antes que se espalhasse pelo universo.

Mas um dos anjos, o mais inteligente, decidiu implantar dúvidas na mente dos anjos, antes de levar a terça parte junto com ele para o lado do mal. De modo que destruir aqueles que haviam pecado, sem os anjos verem e entenderem no que este mal tornaria o mundo de Deus, apenas aumentaria as dúvidas e as desconfianças implantadas por aquele anjo extremamente inteligente na mente de outros anjos.

Deus então reservou a terça parte dos anjos e seu líder para o castigo e a destruição, enquanto permitiu que o mal se desenvolvesse, para que a dúvida pudesse ser sanada à medida que os anjos pudessem acompanhar e entender o que era o pecado.

Deus não destruirá os anjos rebelados, sem antes abrir o tribunal onde os próprios anjos de Deus poderão avaliar o caso de cada anjo caído a fim de verificar se Deus tem razão ou não, se sua decisão foi correta ou não.

Enquanto isto, Deus continuou seu trabalho de Criação e decidiu então criar o nosso mundo. Como um medidor de que o homem não haveria se contaminado com o pecado, unindo-se aos anjos caídos, Deus plantou uma árvore no Éden. Era a única porta, colocada no livre arbítrio humano que tinha abertura para a escolha entre o bem e o mal. Note que o bem era algo que parecia ser imposto por Deus, pois Deus não apresentava o mal à suas criaturas e este foi um dos fatores que o anjo mais inteligente usou para mostrar de que Deus estaria escondendo algo, e algo muito bom, uma suposta maior liberdade, sem a prisão das regras de Deus, moralmente implantadas e que, segundo este anjo, suprimiam a verdadeira liberdade que cada anjo poderia adquirir.

O comer daquela árvore, significaria que a dúvida, além de ter chegado à criatura humana, foi aceita e acolhida e isto tranquilizaria os anjos porque saberia que enquanto o homem não comesse do fruto significaria de que não havia se contaminado.

E o problema do mal estava caminhando para sua resolução, até que o homem decidiu ceder à tentação, comeram do fruto e então tiveram a falsa liberdade prometida pelo anjo, no pecado.

Para resolver o problema do pecado neste mundo e livrar o homem da condenação, que estava reservada aos anjos caídos, foi que surgiu o plano da salvação, ensinada por meio do sacrifício de animais.

Este plano envolvia um grande sacrifício e o derramamento do sangue de alguém inocente. Somente Aquele que criou, poderia se responsabilizar e tomar o lugar de suas criaturas. Ao mesmo tempo, Deus teria que provar de que Deus se responsabilizou, sem porém, ter tido culpa alguma.

Amor e justiça foram unidos na cruz. Ali, Cristo provou de que Satanás estava errado e que tudo ocorreu por causa de Sua ambição. A bíblia conta também, que Satanás era aquele anjo mito inteligente e também a Antiga Serpente que se apresentou a Adão e Eva e então ficaria evidente de que todo o mal que havia surgido no equilibrado mundo de Deus, se deu por conta de um anjo e seus seguidores.

O trono que estaria livre para ser ocupado, foi retomado por Deus, onde Cristo adquiriu pleno direito a este mundo e às criaturas que aqui vivem. Mas cabe a Cristo extirpado todo o mal e garantir que as criaturas retornem ao estado de santidade que tinham antes da entrada do pecado no mundo.

E assim Cristo propôs fazer do homem uma nova criatura, limpa de todo mal e perfeitamente capacitada para fazer o bem. Mas um preço muito grande foi pago, porque Deus só não poderia destruir a humanidade, por conta da humanidade que havia em Cristo.

Cristo é Deus, mas também humano. Esta união entre o divino e o humano, impede que a pessoa de Cristo seja destruída pelo dano da segundo morte, que é o que foi prometido a Adão e Eva e que se resume em deixar de existir.

Assim, a divindade de Cristo segura a lâmina em cima do pescoço da criatura humana, não permitindo que a humanidade seja extirpada da existência.

E mais...

Quando Cristo morreu, tomando o lugar da humanidade, como a ovelha que foi morta desde o princípio, adquiriu o direito de julgar a humanidade. Nisto entra o ponto de que Cristo veio justamente para salvar a humanidade, sendo nosso advogado. Cristo então está hoje no verdadeiro santuário que está no céu, onde Deus habita, exercendo aqueles trabalhos realizados pelo sacerdote e sumo-sacerdote no santuário terrestre do antigo Israel.

Ali, Cristo trata de aplicar o perdão de Deus a cada ser humano que tenha manifestado fé no sacrifício do cordeirinho ou na cruz, onde o verdadeiro cordeiro de Deus foi sacrificado (João 1:19). Lá, Cristo, elimina os pecados de cada pessoa, mediante o arrependimento e a renúncia do mal.

E Cristo se responsabilizará pela humanidade para todo o sempre, vivendo para sempre como um ser de essência divina e de essência humana. Viverá como homem, entre os homens, como o Rei da humanidade e o nosso sumo-sacerdote perante Deus. Ele é quem governará o mundo e falará das coisas de Deus.

Imagino Abraão encontrando a Jesus, no Seu reino, contemplando aquele que interrompeu a mão de Abraão, para tomar o lugar de Seu filho (João 8:56) (Gênesis 22:12).

Um pouco mais acerca da batalha dos anjos:

https://www.youtube.com/watch?v=EvyUkML_Qv4

Acerca do episódio envolvendo Abraão, Isaac e Cristo:

https://www.youtube.com/watch?v=vvSNG-rSg5Y

Por meio do mal trazido pelo pecado, as criaturas de Deus terão aprendido o quanto é importante ter fé em Deus. Fé racional, diante de Seu caráter e das provas de Seu amor manifestado em favor de Suas criaturas.

Abraão e Isaac representam o dilema de Deus e Seu filho. Mais difícil do que entender Abraão sacrificando Seu filho, é entender a Deus, no dilema de ter que entregar seu filho para salvar a humanidade.